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Com ele, é tudo preto no branco

Miguel Falabella nunca foi de meias-palavras. Diz o que pensa e o que quer com força, sinceridade e opinião, qualidade inegável no meio televisivo, onde as pessoas temem se chamuscar com egos inflamáveis e assuntos explosivos. Autor e ator do seriado Toma Lá Dá Cá, em que vive o corretor de imóveis Mário Jorge, o carioca não abranda suas críticas nem a seu próprio personagem. O programa emplaca sua terceira temporada sem saber se permanecerá na grade. A dúvida, porém, não abala Miguel. – Acho que ele ainda tem fôlego para mais, mas não cabe a mim decidir. Se não tiver de ser, faço outra coisa. Graças a Deus, trabalho não falta – garante. Entre os projetos, estão peças de teatro – uma delas, Gaiola das Loucas, em que Miguel aparecerá ao lado de Diogo Vilella – e o esboço de uma nova série, que gira em torno do culto à celebridade. “ – Essa cultura transformou todo mundo na mesma coisa. Eu não vou mais a lugar nenhum, porque você é obrigado a ser fotografado ao lado de vagabundos, ladrões, assassinos, com tudo. Vai tudo no mesmo saco – argumenta. Diário Catarinense – O que vai ter de novidade para o programa? Miguel Falabella – A Isadora vai ser juíza. Não teve agora essa juíza loura, uma mulher corrupta, que está aí nas páginas? E alguém diz alguma coisa? Se bobear vai estar na Caras mostrando a casa, daqui a pouco. Não vai? Claro que vai! E vai todo mundo vai achar lindo. O Brasil perdeu os valores básicos. O Toma Lá Dá Cá é uma brincadeira, mas denuncia isso tudo. DC – E você acha que o público entende dessa forma? Em A Lua me Disse, por exemplo, você foi acusado de racismo por causa das personagens Latoya e Whitney... Falabella – Eu respondo seis processos até hoje. O nível mental das pessoas que assistem à tevê no Brasil é por volta de 9 anos de idade. Em comparação a um jovem francês, o que lê um jovem brasileiro? Um jovem francês lê 200 vezes mais. E um país que não tem educação nos condena à mediocridade. Aqui mesmo tem diálogos e piadas que as pessoas não entendem, porque não têm informação. É o que eu brinco: para entender o Toma Lá Dá Cá tem de, pelo menos, ter lido A Moreninha. Mas o público entende a transgressão e a brincadeira, gosta do absurdo. DC – A recepção, então, é boa? Falabella – Com certeza. Quando você acharia que uma senhora, uma avó como é a Copélia, poderia se comportar dessa maneira? Uma mulher que só pensa em sexo? Mas o público ama a Copélia. Acho que a gente está tão farto de mentira, de hipocrisia, que, quando alguém diz uma loucura – e diz de verdade, porque eles acreditam naquilo – as pessoas gostam. (Fonte: Jornal DC - 24/05/2009) Nota do Editor: Em relação a declaração de Falabella de que o nível mental dos brasileiros é de cerca de nove anos de idade (Grifo nosso), talvez ele tenha razão, considerando que há mais de 70 milhões de analfabetos funcionais no país, ou seja, gente que sabe até ler e escrever mas que é incapaz de compreender e interpretar o que lê e escreve, realmente o nível mental de muitos é do tamanho da tela da televisão, a qual também apresenta programas de baixo nível mental.

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