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Crianças com menos de 2 anos não devem ter contato com telas, recomenda OMS

Guia inédito diz que crianças com 2 anos ou mais não devem ficar 

mais de 1 hora diante de TVs, celulares ou tablets; veja as novas 

recomendações da organização para crianças menores de 5 anos.

Brincar mais, dormir melhor e passar menos tempo em contato com telas, como televisão, tablet e celulares, são as recomendações de um guia inédito lançado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quarta-feira, 24, com orientações para crianças com menos de 5 anos. Segundo o documento, menores de 2 anos não devem ter contato com telas e aqueles com 2 anos ou mais podem assistir televisão por até uma hora por dia. A publicação recomenda ainda troca de telas por atividades como leitura e apresenta o tempo de sono recomendado por faixa etária.


As novas diretrizes foram elaboradas por um grupo de especialistas da organização, que avaliaram o impacto do sedentarismo e do sono inadequado e verificaram os benefícios do sono de qualidade e da prática de atividade física. 
Segundo a OMS, inserir hábitos saudáveis nos primeiros anos de vida gera impacto não só no desenvolvimento motor e cognitivo da criança, mas em sua saúde ao longo da vida. Diminuir o tempo que os pequenos ficam sentados, seja vendo TV ou em carrinhos de bebê, também ajuda a evitar a obesidade infantil.
A organização também oferece orientações de atividades que podem ser realizadas pelos pais para evitar momentos de sedentarismo, como jogos mais ativos. Para os períodos em que a criança vai ficar sentada, a recomendação é substituir celulares, tablets e TV por leitura, contação de história, quebra-cabeça e canto.
Embora aborde a necessidade de práticas de atividades físicas, o guia também destaca a necessidade de um sono reparador para as crianças, incluindo os cochilos. Para bebês até 3 meses, a indicação é de 14 a 17 horas de sono por dia. Entre 1 e 2 anos, o tempo de sono deve ser de 11 a 14 horas. Crianças de 3 a 4 anos devem dormir entre 10 e 13 horas.
O tema já é discutido por sociedades de pediatria de diferentes países. Em 2016, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) elaborou um manual com orientações para pais e educadores com foco na saúde de crianças e adolescentes na era digital.
De acordo com o documento, crianças com menos de 2 anos não devem ser expostas a telas digitais, principalmente durante as refeições e uma a duas horas antes de dormir. "Aproveitar oportunidades aos finais de semana e durante as férias para conviver com a família, com amigos e dividir momentos de prazer sem o uso da tecnologia, mas com afeto e alegria", diz o manual.

Veja as novas recomendações da OMS por faixa etária

Bebês com menos de 1 ano
- Devem realizar diferentes atividades várias vezes ao dia, especialmente brincadeiras no chão. Caso ainda não se movimente, os pais devem deixar a criança de bruços durante 30 minutos, espalhados ao longo do dia, apenas quando o bebê estiver acordado
- A criança não deve ficar mais de uma hora seguida em carrinho de bebê, cadeiras ou canguru
- Não deve ter contato com telas digitais
- Até os 3 meses, a recomendação é dormir entre 14 e 17 horas por dia. Dos 4 aos 11 meses, são 12 a 16 horas, incluindo cochilos
Crianças de 1 a 2 anos
- As atividades físicas, de qualquer intensidade, ao longo do dia devem durar ao menos três horas
- Não devem ficar mais de uma hora seguida em carrinhos de bebê, cadeiras ou canguru. O tempo sentado também não pode ser longo
- As telas não são indicadas para crianças de 1 ano. A partir de 2 anos, não deve superar uma hora por dia
- O tempo de sono, incluindo cochilos, deve ser de 11 a 14 horas
Crianças de 3 a 4 anos
 - As atividades físicas, de qualquer intensidade, ao longo do dia devem durar ao menos três horas. Mas é indicado que, ao menos 1 hora, seja dedicada a atividades de intensidade moderada a vigorosa
- Não devem ficar mais de uma hora seguida em carrinhos de bebê, cadeiras ou canguru. O tempo sentado também não pode ser longo
- O tempo diante de telas não deve superar um hora por dia
- O tempo de sono deve ser de 10 a 13 horas
[Fonte: Estadão]

Pesquisadora mostra como ambiente digital afeta nosso cérebro


 Foto: Saulo Cruz / Visualhunt.com / CC BY-NC


Susan Greenfield é neurocientista e pesquisadora sênior da Universidade de Oxford, e tem observações importantes sobre como o ambiente digital pode alterar nosso cérebro. A britânica explicou, durante entrevista, que tudo o que fazemos no dia a dia inevitavelmente afeta nosso cérebro, pois ele muda a todo instante de nossas vidas.
Nosso poderoso órgão se desenvolveu para se adaptar ao ambiente, não importa qual ele seja. Fator tão importante para compreender como o ciberespaço pode afetar nossas vidas, uma vez que nossas interações estão cada vez mais tecnológicas. 

Um dos pontos mais críticos da análise de Susan é como as redes sociais têm impacto na construção da identidade, afetando consequentemente os relacionamentos. Se antes as pessoas viviam em comunidades locais, e construíam a identidade dentro de determinada cultura ou país, agora a constroem em presença global.
Isso é preocupante porque a construção da identidade dentro das redes sociais parte do princípio da aprovação de terceiros, ou seja, dos “likes”. E, nada é real. Prova disso é quando alguém está em determinado local ou evento e apenas se preocupa em publicar o acontecimento nas redes sociais. Ela não está, de fato, vivendo aquilo.
A pesquisadora aponta como as pessoas se sentem muito importantes e conectadas, mas igualmente inseguras, com baixa autoestima e constantemente inadequadas.
E quando se trata de videogames, Susan se preocupa em como eles podem influenciar na atenção, agressividade e dependência. Já foi demonstrado como jogar videogames é semelhante a fazer um teste de QI. Uma das possíveis razões do aumento de QI é devido a repetição de uma certa habilidade.

No entanto, não significa que o aumento do QI esteja relacionado ao aumento da criatividade ou capacidade escrita. Estudos também já mostraram através de exames de imagem como os videogames aumentam áreas do cérebro que liberam dopamina. Ela ressalta como na ciência nada é definitivo, e é preciso realizar mais estudos acerca do assunto.
Em relação ao TDAH (transtorno de déficit de atenção e da hiperatividade), há um aumento alarmante do diagnóstico. Nos últimos 10 anos, a prescrição de drogas como Ritalina, usadas no tratamento da condição, quadruplicaram.
Há duas possibilidades para esses índices: ou há um diagnóstico maior do TDAH, ou maior prescrição dos remédios pelos médicos. A causa principal, entretanto, pode estar nas tecnologias digitais. O uso do medicamento ainda pode estar sendo utilizado de maneira equivocada.
O vício em jogos tem sido combatido com o uso da Ritalina. Se ambos liberam a mesma substância, estão sobrecarregando o cérebro com dopamina. Susan diz que é preciso aprofundar no aprendizado sobre os mecanismos cerebrais para compreender como funciona essa dinâmica. 

A pesquisadora cita um estudo americano, de 2010, que indicou como mais de metade dos adolescentes entre 13 e 17 anos gastam mais de 30 horas por semana na internet. São cinco horas por dia em frente às telas, sem contato com o mundo real, sem tomar sol, sem brincar no quintal. Enfim, sem realizar atividades que crianças costumavam apreciar.
Crescer no ciberespaço pode implicar na falta de capacidade de olhar nos olhos de alguém, interpretar tons de voz ou linguagem corporal. Ela acredita que essa geração, chamada de “nativos digitais”, poderá enfrentar dificuldades em desenvolver o contato físico e perderá o interesse em conhecer pessoas no mundo real. As comunicações tendem a ser cada vez mais escolhidas através das telas. 
 
Ao contrário da televisão, porém, nosso contato com a internet é altamente interativo e estimulante. Um estudo recente publicado pela agência internacional We Are Social revelou que o Brasil é a terceira nação mais conectada do mundo. Diariamente, gastamos em média 5 horas e 26 minutos online via computador ou tablet e mais outras 3 horas e 46 minutos pelo celular. São 9 horas e 13 minutos diários imersos no ambiente digital.
A pesquisadora cita que já foi comprovado que passar 10 horas na frente das telas tem forte correlação com anormalidades em exames cerebrais.
Quanto ao futuro da nova geração, a neurocientista tem previsões otimistas quanto pessimistas. Segundo ela, pessoas nascidas na metade do século 21 podem apresentar um QI maior e boa memória. 

Em contrapartida, essa geração pode ter identidade mais frágil, menos empatia, menos concentração e pode viver estagnada no presente, sem desenvolver o senso de passado, presente e futuro. [Fonte: TERRA]

OMS classifica vício em videogame como distúrbio de saúde mental

A Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu nesta segunda-feira, 18, passar a classificar como nova condição de saúde mental a compulsividade por videogames. A decisão já estava sendo estudada em comitês do órgão desde 2014.


Diretor do Departamento de Saúde Mental da OMS, o dr. Shekhar Saxena disse que o órgão acatou a mudança a partir de evidências científicas, acrescentando que há demanda para tratamento do transtorno em várias partes do mundo Foto: REUTERS/Mike Blake.

Na revisão mais recente da Classificação Internacional de Doenças, manual que traz a definição e os códigos das patologias e que serve de parâmetro para o trabalho de médicos de todo o mundo, a OMS disse que a definição específica para o “gaming disorder” (transtorno do jogo) servirá para que os países estejam melhor preparados para identificar esse problema. 
Diretor do Departamento de Saúde Mental da OMS, o dr. Shekhar Saxena disse que o órgão acatou a mudança a partir de evidências científicas, acrescentando que há demanda para tratamento do transtorno em várias partes do mundo. 
Porta-voz da British Psychological Society, Joan Havey alertou que a nova designação poderá preocupações desnecessárias entre pais e disse que apenas uma minoria dos jogadores seriam atingidos. 
Outros consideraram a medida como bem-vinda.  “Nós lidamos com pais que estão preocupados, não só porque eles estão vendo as suas crianças largarem a escola, mas porque eles estão vendo toda a estrutura familiar colapsar”, disse a dra. Henrietta Bowden-Jones, da Britain's Royal College of Psychiatrists. Ela disse que o vício por jogos geralmente são tratados com terapias psicológicas, mas alguns remédios também podem funcionar. 
Professor da Universidade Nottingham Trent, Mark Griffiths, que estuda esse tipo de transtorno há 30 anos, disse que a nova classificação ajudará a legitimizar o problema e fortalecer a estratégias de tratamento.  “Jogar videogame é um tipo não financeiro de jogatina, de um ponto de vista psicológico”, disse. “Apostadores usam dinheiro enquanto jogadores de videogame usam pontos.” 
Ele acredita que a porcentagem de jogadores compulsivos é provavelmente extremamente baixa, muito menos de 1%, e que estas pessoas podem ter outros problemas, como depressão, bipolaridade ou autismo. 

Interferência

Segundo especialistas que atendem jovens dependentes de videogames, a principal característica que diferencia jogadores saudáveis dos viciados é justamente a interferência desse hobby nas demais atividades cotidianas. “A maioria dos jovens joga de maneira tranquila e controlada. Mas entre os que se tornam dependentes, vemos prejuízos importantes, como reprovação na escola, afastamento dos amigos e brigas com a família”, disse ao Estado em 2017 o psiquiatra Daniel Spritzer, coordenador do Grupo de Estudos sobre Adições Tecnológicas (GEAT).

Transexualidade

Na mesma revisão do manual, a organização retirou a transexualidade do rol de transtornos mentais, passando a classificar o comportamento como uma condição da área de saúde sexual. Os estudiosos disseram que a classificação anterior levava a um estigma para pessoas transexuais, para quem há necessidade de melhorias no atendimento de saúde.

Entenda

O Instituto Delete listou sentimentos e ações que podem indicar perda de controle no uso da tecnologia. Leia as dez situações a seguir e veja em quais delas você se reconhece com frequência. Se você se identificar ou reconhecer um parente em pelo menos cinco delas, é possível que haja algum tipo de dependência digital. 
-Abandono
Fica triste se não recebe ligações ou mensagens ao longo do dia.
- Solidão
Usa a internet para evitar a sensação de estar só.
- Comunicação
Ignora pessoas ao seu lado para se comunicar pela internet.
- Offline
Sente-se deprimido, instável ou nervoso quando não está conectado e isso desaparece quando volta a se conectar.
- Direção perigosa
Envia ou consulta mensagens no celular enquanto dirige.
- Insegurança
Autoestima baixa quando os amigos recebem mais “curtidas”.
- Mundo virtual
Deixa de fazer atividades na vida real para ficar na internet.
- Viagens
Já deixou ou deixaria de viajar para não ficar desconectado.
-Comparação
Fica triste quando vê nas redes sociais que seus amigos têm vida mais interessante do que a sua.
-Relacionamento
Passa por conflitos de relacionamento por ficar muito tempo conectado. 
FONTE: Estadão

Disney mostra primeiro beijo gay em seus desenhos


A Disney mostrou, no final da semana passada e sem fazer alarde, o primeiro beijo gay em uma de suas produções. Foi num dos episódios do desenho ‘Star vs. as Forças do Mal’, criado por Daron Nefcy e exibido pelo canal Disney XD nos Estados Unidos no último dia 23/02/2017.

A cena onde dois homens se beijam apareceu de forma rápida, mas clara. O cenário era o show de uma boy band, em que uma das músicas é tão romântica que faz com que todos os casais assistindo à apresentação se beijem. No meio da maioria de casais heterossexuais, é mostrado um casal gay.

Nos últimos anos, a Disney têm sido cobrada a aumentar a diversidade sexual, racial e de gênero em suas produções. Em 2016, uma petição online chegou a sugerir que o estúdio declarasse a princesa Elsa, de ‘Frozen’, como a primeira protagonista assumidamente homossexual de suas animações.

Além disso, um suposto casal de mulheres aparece em uma das cenas de ‘Procurando Dory’, o que causou muita polêmica na rede quando saiu o trailer – a Disney nunca confirmou se a dupla fazia mesmo um casal e a cena-relâmpago na versão final do desenho também não deixa isso claro.

A cena em ‘Star vs. as Forças do Mal’ pode ser um sinal de que, num futuro próximo, mais personagens abertamente gays apareçam nas produções. Assista abaixo:




Viciados em celular têm mais medo de serem abandonados

Se você não consegue ficar longe do seu celular por muito tempo e o aparelho de causa sensações boas ou ruins você pode ser um forte candidato ao medo do abandono.
Jovens húngaros, de 19 a 25 anos, responderam a uma série de perguntas sobre a forma como usam o celular para ajudar cientistas a entender essa relação peculiar.
Quase todos os participantes ficavam incomodados e aflitos se passavam muito tempo longe do celular. A maioria tinha o hábito de checar o aparelho com frequência, mesmo que ele não tocasse ou vibrasse. Deixar o celular em casa ou ficar sem bateria era motivo de tristeza e o smartphone ficava sempre visível e ao alcance - seja na mesa do almoço ou perto da cama durante a noite.

Achou intenso demais? Esse era o comportamento padrão - não precisa ser viciado, segundo os pesquisadores, para ter a necessidade de estar próximo do celular.
Já as pessoas que tinham sinais de dependência eram, na sua maioria, “ansiosamente apegadas”. Segundo a Teoria do Apego, nas relações românticas e sociais, essas pessoas querem ter vínculos muito íntimos, mas sempre têm medo de perdê-los. São os famosos “grudentos”.
Os participantes do estudo com esse perfil tinham necessidade constante de estar em contato com outras pessoas e, por isso, passavam mais tempo navegando pelas redes sociais. Os ansiosos ficavam aflitos quando não conseguiam falar com alguém no telefone e muito angustiados quando tinham chamadas perdidas. Tudo isso, segundo os cientistas, é consequência de um medo inconsciente de ser rejeitado ou abandonado. [Fonte: Yahoo]

Uso compulsivo de redes sociais aumenta risco de depressão

A cada vez que você entra nas redes sociais, algumas coisas podem acontecer. Você vê os seus amigos bem-sucedidos no trabalho, ou passeando, postando fotos bacanas, levando uma vida muito mais legal do que a sua. Ou você fica ali, navegando, navegando e, de repente, se dá conta de que perdeu um tempo valioso e não ganhou nada com isso. Ou ainda: vê mensagens contra você. Piadas sobre a sua aparência ou críticas a alguma coisa que você escreveu, por exemplo. A vida no mundo virtual exige uma saúde de verdade.
Pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, estudaram o comportamento de quase 1,8 mil pessoas com idades entre 19 e 32 anos. A cada dia, eles avaliaram, por exemplo, quantas vezes essas pessoas entraram em alguma rede social e quanto tempo gastaram navegando. Perceberam que os mais viciados chegaram a ter quase o triplo (2,7 vezes) de possibilidades de ter depressão.
A pesquisa não diz que as redes sociais provocam depressão. Ela mostra que, quando a gente exagera, a tendência de ter depressão aumenta. Tem até uma discussão como aquela do ovo e da galinha: as pessoas gastam muito tempo com as redes sociais e ficam deprimidas, ou elas ficam deprimidas e aí usam as redes para preencher um vazio? Ou as duas coisas? Os pesquisadores reconhecem que ainda há muito o que estudar.
O chefe da pesquisa, Brian Primack, da Universidade de Pittsburgh, diz: “tem gente que só fica curtindo fotos bonitas e tem gente que discute política nas redes sociais. Falta estudar o impacto de cada uso. Mas são ferramentas importantes. Eu só pediria paras pessoas pensarem como estão usando e terem certeza de que não são elas que estão sendo usadas pelas redes sociais”.
As perguntas a seguir podem dar uma pista sobre se você é um candidato em potencial a ter depressão por uso compulsivo de redes sociais se as respostas forem "sim"..
Você sente inveja ou tem a impressão de que os outros são mais felizes ao ver nas redes socias o relacionamento bem-sucedido de um casal ? 

Você fica mal-humorado ou sente que perdeu tempo valioso depois de ficar muito tempo nas redes sociais ?

Depois de ficar muito tempo nas redes sociais você se expõe ao bullying ou outras interações negativas que podem causar depressão ? [Fonte: G1]

Brasileiro usa mais o celular do que o computador para navegar na internet

Mais da metade dos brasileiros está conectada à internet e na hora de navegar, nós estamos usando mais o celular do que o computador. As informações são da Pnad, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, divulgada pelo IBGE.
O telefone celular já é um protagonista na vida nacional. Ele está em toda parte, a qualquer hora, em qualquer mão.
Os números da Pnad mais recente reconfirmam a importância desse aparelhinho. Setenta milhões de pessoas passaram a entrar na internet através do celular em 2014, um salto em relação aos 39 milhões que fizeram o mesmo no ano anterior.
A pesquisa mostra que 16 milhões de consumidores só usam o telefone celular para entrar na internet. É o caso de André Nascimento, que transformou o telefone em um escritório para coordenar uma equipe de revendedores de cosméticos, espalhada pelo país. André se envolve tanto que perde a noção do tempo e com frequência fica 16 horas ligado na rede.
“Às vezes, esqueço até de dormir. Esse negocinho aqui me salva, se isso acabar, acabou a minha vida”, diz o coordenador de vendas.
A especialista em estudos da internet lembra que o aumento do uso do celular para troca de dados também traz um risco para a sociedade.
"Esse dispositivo móvel acaba coletando informações e virando quase um diário da vida pessoal daquela pessoa, registrando toda a sua memória, visões. Com base no uso tão desenfreado desses dispositivos, a gente consegue coletar muitas informações, são os chamados metadados, que até hoje o Brasil não tem uma legislação de proteção pessoal", explica Celina Bottino, coordenadora do Instituto de Tecnologia e Sociedade.
Mas o usuário já não consegue viver sem a linha direta de conexão com a rede, ao alcance da mão.
“Mais prático você pode mexer na rua mesmo. Está em casa, no trabalho, na correria do dia a dia, você não tem tempo às vezes para pegar o computador, então é bem mais prático”, diz a administradora Alana Matias. [Fonte: G1]