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Pesquisa Aponta que Aquisição Precoce de Aparelhos Eletrônicos Eleva Risco de Depressão, Obesidade e Distúrbios do Sono


Uma pesquisa recente revela que indivíduos que recebem aparelhos eletrônicos ainda na infância apresentam maior probabilidade de desenvolver problemas como depressão, obesidade e distúrbios do sono. O estudo destaca que a chegada antecipada dos dispositivos móveis ao cotidiano dos jovens interfere no desenvolvimento de hábitos saudáveis, predispondo-os a alterações emocionais e físicas ao longo do tempo.

Conforme os autores da pesquisa, o uso excessivo de aparelhos eletrônicos desde cedo está associado a padrões de comportamento que contribuem para o surgimento da depressão. A exposição prolongada às redes sociais pode favorecer a comparação constante, a sensação de inadequação e até episódios de cyberbullying. Além disso, o estilo de vida cada vez mais sedentário, marcado pela permanência em frente a telas, é um dos fatores que intensificam o acúmulo de peso e o aumento do índice de massa corporal, refletindo diretamente na obesidade infantil e juvenil.

Além dos efeitos sobre o estado de humor e o peso corporal, os distúrbios do sono aparecem com frequência entre aqueles que começam a utilizar aparelhos eletrônicos em idade precoce. A luz azul emitida pelas telas interfere na produção natural de melatonina, hormônio responsável pelo ciclo sono-vigília. Assim, é comum que crianças e adolescentes apresentem dificuldade para adormecer, despertem várias vezes durante a noite ou durmam por período insuficiente, comprometendo a concentração e o rendimento escolar.

Para chegar a essas conclusões, a pesquisa analisou diferentes faixas etárias, comparando o comportamento de quem teve acesso a tablets, smartphones e outros dispositivos eletrônicos desde a infância com aqueles que passaram a utilizá-los mais tarde. Os pesquisadores aplicaram questionários sobre hábitos de uso, saúde mental e indicadores de bem-estar físico, buscando entender a relação direta entre tempo de exposição às tecnologias e o surgimento de sintomas relacionados à depressão, ganho de peso e alterações no sono.

Diante dos resultados, especialistas recomendam acompanhamento mais rigoroso por parte dos pais e responsáveis, com limites claros para o tempo diário de uso de aparelhos eletrônicos. Orientações vindas de psicólogos, educadores e profissionais de saúde reforçam a importância de equilibrar atividades digitais com momentos de lazer ao ar livre, práticas esportivas e interação social sem telas. Dessa forma, pretende-se minimizar os riscos apontados pela pesquisa, promovendo um desenvolvimento mais saudável e prevenindo complicações futuras.

FONTE: MSN



NOMOFOBIA: A DOENÇA DIGITAL: Um Guia Prático Para pais, Educadores e Jovens eBook Kindle


Seja você paieducador ou jovem, a nomofobia – o medo de ficar sem o celular – é uma realidade que afeta cada vez mais pessoas. A linha entre o conectado e o viciado está cada vez mais tênue, e os impactos na saúde mental, nos relacionamentos e no desempenho diário são alarmantes.

Mas a boa notícia é que existe um caminho para o equilíbrio!

Apresentamos:

NOMOFOBIA: A DOENÇA DIGITAL - Um Guia Prático Para Pais, Educadores e Jovens

Este não é apenas mais um livro. É o seu manual completo para entender, prevenir e combater a dependência digital.

Aqui você vai descobrir:

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Não deixe que a tela roube a presença, a atenção e a felicidade de quem você mais se importa.

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A Rolagem Infinita Nas Redes Sociais Pode Fazer Você Ficar Doente

 

©Getty Images

A rolagem infinita nas redes sociais pode fazer você ficar doente:

Todos nós já estivemos lá: deitados na cama enquanto percorremos incessantemente nossos feeds de redes sociais, entretidos com a riqueza da internet. Embora o "doomscrolling" certamente tenha a capacidade de aumentar a dopamina em nossos cérebros, cientistas começaram a diagnosticar uma doença real que pode vir dela: o enjoo cibernético ou cybersickness.

Já ouviu falar disso? Então, leia este artigo para saber se você também está ficando doente.

O que é?

Cybersickness, ou enjoo cibernético, é basicamente um tipo de enjoo que vem do uso excessivo de um dispositivo digital. Independentemente de você usar um computador ou um telefone celular, você pode potencialmente encontrar-se sofrendo com os sintomas da doença cibernética, especialmente à medida que a tecnologia se torna mais prevalente na vida diária.

Sintomas

Os sintomas comuns de cybersickness são bastante semelhantes aos sintomas do enjoo por movimento tradicional, e podem incluir tonturas, náuseas, dores de cabeça e fadiga ocular.

Pandemia

A pandemia COVID-19 aumentou significativamente o tempo de tela à medida que as pessoas mudaram para o trabalho remoto e para a socialização online. Embora muito disso tenha mudado, a influência da pandemia em nossa tecnologia ainda pode ser sentida hoje, incluindo a maneira como lidamos com nosso tempo de tela.

Realidade virtual

A cybersickness foi identificada pela primeira vez em ambientes de realidade virtual (RV), onde até 80% dos usuários relataram sintomas relacionados ao uso da tecnologia. O problema é que há uma enorme desconexão entre o que os olhos veem e o que o corpo realmente sente. Isso é chamado de teoria do conflito sensorial.

Teoria do conflito sensorial

A teoria do conflito sensorial sugere que o enjoo cibernético vem de um descompasso entre as entradas visuais dos olhos e o senso de movimento do corpo. O cérebro fica confuso com essa dissonância e expressa essa confusão através de sintomas físicos.

Rolagem infinita

Atividades como navegar incessantemente pelas redes sociais ou serviços de streaming também podem desencadear cybersickness. Assim como a realidade virtual, o movimento visual contínuo da rolagem não tem um movimento físico acoplado, e é por isso que ocorre o mesmo descompasso sensorial.

Evolução tecnológica

Embora tenha havido muitos avanços na tecnologia que reduzem a frequência com que a cybersickness ocorre, o aumento do uso de dispositivos digitais para trabalho e entretenimento ainda representa riscos significativos para a nossa saúde.


Ruptura da vida diária

Se não for controlada, a cybersickness pode prejudicar drasticamente as atividades diárias de uma pessoa e, possivelmente, seu trabalho, especialmente se os sintomas forem intensos ou persistirem por longos períodos.

Cada indivíduo
Cada pessoa é única em como é suscetível à doença cibernética. Fatores como idade, gênero e experiência prévia com cinetose (enjoo do movimento) podem influenciar a gravidade com que alguém é afetado pelos sintomas.

Diferenças de gênero

Pesquisas sugerem que as mulheres podem ser mais suscetíveis à cybersickness do que os homens por causa de diferenças fisiológicas e hormonais.

Direção

Sintomas de enjoo cibernético como tonturas e dores de cabeça podem ser particularmente perigosos se ocorrerem durante a condução. Certifique-se de que você está se sentindo bem antes de assumir o volante do seu carro.

Equilíbrio

Estudos têm mostrado que pessoas com baixo equilíbrio são mais suscetíveis a sintomas de doença cibernética. Sua saúde física é um fator importante a ser considerado enquanto você navega pelas redes sociais.

Consequências a longo prazo

A cybersickness persistente pode levar a problemas de saúde significativos a longo prazo, incluindo dores de cabeça prolongadas, tensão ocular crônica e distúrbios do sono. Na verdade, muitos desses sintomas podem se tornar irreversíveis se não forem abordados.

Videogame

Os gamers, especialmente aqueles que são novos na realidade virtual, são frequentemente afetados pela cybersickness. A natureza imersiva dos ambientes de jogos pode agravar conflitos sensoriais e até levar a sintomas graves.

Através das gerações

É importante lembrar que tanto as gerações mais novas quanto as mais velhas são suscetíveis a doenças cibernéticas, e não são apenas as pessoas mais velhas que podem apresentar sintomas.

Atenuação

Se você já experimentou cybersickness, então ficará feliz em saber que existem várias estratégias eficazes que você pode usar para mitigar os sintomas. Uma dessas estratégias é usar óculos com filtro de luz azul, que basicamente contêm lentes projetadas para reduzir a quantidade de luz azul que chega aos olhos. Isso ajuda a reduzir a tensão nos olhos.

Classificações de conforto de realidade virtual

Os dispositivos de RV (realidade virtual) geralmente fornecem classificações de conforto para ajudar os usuários a determinarem seu potencial de cybersickness. Essas classificações podem orientar as pessoas na escolha de experiências que são menos propensas a desencadear sintomas.

Calibração do dispositivo

É importante sempre garantir que seus dispositivos (incluindo a tela do computador e o celular) estejam devidamente calibrados para que o enjoo cibernético seja minimizado. Certifique-se de que os dispositivos estão corretamente alinhados e que as definições estão otimizadas para reduzir o desconforto.

Intervalos regulares

Se você trabalha em frente a uma tela de computador por longos períodos, certifique-se de fazer pausas frequentes. Pausas curtas podem ajudar a redefinir os olhos e o corpo, reduzindo o risco de desenvolver sintomas.

Tempo de tela

Uma maneira incrivelmente eficaz de reduzir a cybersickness é através de um detox digital, ou reduzindo o tempo total de tela. Ao limitar sua exposição a dispositivos digitais, você pode ajudar a aliviar os sintomas e melhorar seu bem-estar geral.

Atividade física

Atividade física regular também pode ajudar a mitigar os sintomas da doença cibernética, melhorando a saúde física geral e reduzindo sua suscetibilidade ao desconforto relacionado ao movimento.

Saúde mental


Se você está passando por uma cybersickness, não deixe de entender como ela pode estar impactando sua saúde mental. Estar conectado digitalmente pode realmente adicionar estresse à sua vida, então você deve primeiro garantir que sua saúde mental seja gerenciada antes de tentar se manter conectado. Vamos Cuidar da Sua Saúde Mental? Clique na imagem abaixo e agende seu atendimento psicológico Online:


Design ergonômico

Uma ótima maneira de deter possíveis doenças é usar dispositivos de forma ergonômica. Em outras palavras, os objetos do dia a dia devem ser projetados de forma eficiente e segura de usar. Recursos como telas ajustáveis e ângulos de visão confortáveis são considerações importantes.

Configurações da tela

Modificar as configurações de brilho, contraste e cor da tela de seus dispositivos também pode ajudar a reduzir a fadiga ocular e mitigar a doença cibernética. Você deve sempre personalizar seus dispositivos para o máximo conforto.

Hidratação e alimentação

Manter-se hidratado e manter uma dieta equilibrada pode ajudar a reduzir os sintomas da doença. Sabe-se que tonturas e náuseas são exacerbadas pela desidratação e por baixos níveis de açúcar no sangue, portanto, beber muita água e fazer refeições regulares pode ser bastante benéfico.

Postura adequada

Também é crucial manter a postura adequada ao usar dispositivos digitais, especialmente se você trabalha em frente a um computador e passa a maior parte do tempo lá. Certifique-se de se sentar em uma cadeira confortável com bom apoio para as costas.

Rolagem noturna

Se você não foi informado disso antes, ficar no celular pouco antes de dormir pode ser bastante prejudicial à sua saúde. Na verdade, a iluminação incrivelmente baixa pode contribuir drasticamente para a doença cibernética, por isso recomendamos que você evite isso completamente.

Meio ambiente

A luz ambiente severa pode aumentar o problema em questão. Reduzir o brilho da luz ambiente e garantir uma iluminação adequada na sala pode ajudar a aliviar a fadiga ocular e tornar o tempo de tela mais confortável.

Fontes: (National Geographic) (Association for Computing Machinery) (Neuroscience News)

Publicado em: MSN

10 Hábitos Para Evitar o “Brain Rot” e Turbinar o Seu Cérebro

Palavra do ano do Oxford define o apodrecimento cerebral; veja como manter uma rotina saudável e fortalecer a mente


Neurocientistas afirmam que o “brain rot” está se tornando uma tendência que pode comprometer um cérebro inteligente, ágil e pensante. O termo, que, em tradução literal, significa apodrecimento cerebral, foi eleito como palavra do ano de 2024 pela Oxford University Press, editora do dicionário Oxford.

Esse enfraquecimento do cérebro é resultado do hábito de rolar distraidamente (e constantemente) por uma infinidade de memes e conteúdos irrelevantes na internet. O “brain rot” é definido como “a suposta deterioração do estado mental ou intelectual de uma pessoa”, causada pelo “consumo excessivo” de material trivial — especialmente relacionado a informações na internet e outros excessos virtuais.

Se o seu cérebro pudesse falar, ele diria o que precisa para ser feliz e desempenhar seu melhor. Não é possível ter alegria ou sucesso sem o apoio do seu companheiro cerebral. Portanto, é essencial garantir que ele esteja saudável e não se deteriorando.

A neurociência moderna desenvolveu técnicas avançadas para prevenir esse quadro e promover um cérebro saudável.

Veja, a seguir, 10 hábitos baseados na ciência para se proteger do “brain rot” e turbinar o seu cérebro:

1. Novas experiências

O “brain rot” interfere na capacidade do cérebro de se adaptar a situações novas, essenciais para a felicidade e a criatividade. Para evitar isso, mantenha o cérebro em forma. A exposição a novas experiências interrompe padrões de pensamento estabelecidos e consolida novas informações. A novidade promove o aprendizado ao redefinir circuitos cerebrais, permitindo a atualização de novas ideias nos quadros neurológicos existentes. Desafios como quebra-cabeças, leitura ou aprendizado de novas habilidades, além de se expor a experiências diferentes, desaceleram o declínio cognitivo e previnem distúrbios degenerativos.

2. Alimentos que melhoram o humor

Comidas pouco nutritivas e o hábito de comer rapidamente podem levar ao enfraquecimento do cérebro. Alimentos saudáveis melhoram o humor, a saúde e a resistência. Analise o que está no seu prato e questione se contribui para a saúde geral do corpo e do cérebro. Proteínas — como carnes, aves, laticínios, queijos e ovos — estabilizam o açúcar no sangue e fornecem ao cérebro os aminoácidos necessários para criar vias de neurotransmissores. Ácidos graxos e ômega-3, como os encontrados no salmão, atum e sardinhas, colocam seu cérebro em um bom humor. A vitamina B é essencial para a saúde do cérebro e pode ser encontrada em ovos, grãos integrais, peixes, abacates e frutas cítricas. Já a vitamina D é um estabilizador de humor importante.

3. Atividade física

O “brain rot” também pode estar associado ao sedentarismo. O fluxo sanguíneo é um excelente remédio para se manter feliz, saudável e criativo. Exercícios e movimentos regulares aumentam o fluxo sanguíneo para o cérebro e até mesmo retardam a perda de memória e quadros como a demência. Você pode nutrir seu cérebro com o fluxo sanguíneo necessário por meio de atividades como caminhadas, alongamentos e tonificação do corpo, mantendo-o ativo e engajado.

4. Sono adequado

Seu cérebro fica irritado sem o descanso de que precisa. A privação de sono alimenta o “brain rot”, prejudicando sua capacidade de lidar com o estresse do trabalho e, muitas vezes, desencadeando episódios de irritação durante o dia. A privação de sono leva à desaceleração da atividade cerebral, pensamentos desorganizados e lapsos de memória, além de te deixar mais reativo. Por outro lado, o sono adequado restaura a clareza e melhora o desempenho, além de ajudar no gerenciamento do estresse e na criação de pilares para um cérebro mais inteligente.

5. Olhar o todo

Uma perspectiva ampla permite que seu cérebro se concentre nos aspectos positivos da sua carreira e enxergue possibilidades futuras. Pense em uma câmera: você pode substituir a lente “zoom” míope — que foca nos estressores e pode levar ao “brain rot” — por uma lente “grande angular”, que destaca o panorama geral e as possibilidades da vida. Evite ampliar as decepções fora de proporção; procure o lado positivo de uma situação negativa; concentre-se em soluções em vez de problemas; identifique oportunidades nos desafios.

6. Mindfulness

Técnicas de mindfulness, ou atenção plena, são poderosos antídotos contra excessos virtuais desatentos, como jogos imersivos, navegação na internet ou maratonas de séries. Meditação e a respiração profunda consciente ajudam a manter seu cérebro focado e sua atenção afiada. De acordo com um estudo de 2021, a meditação reduz os níveis de cortisol em 25% e altera a atividade cerebral, tornando-o menos propenso a erros após apenas 20 minutos de prática. Com o tempo, seu cérebro se mantém calmo, mesmo em circunstâncias turbulentas. Em quatro passos simples, você pode ativar os circuitos sociais do cérebro e evitar o “brain rot”, conectando-se à vida com uma mente clara:

Mantenha o foco no momento presente;
Movimente-se em um ritmo constante e calmo;
Permaneça atento a si mesmo e ao seu entorno;
Aceite sem julgamento tudo o que surgir em cada momento.

7. Segurança psicológica

Seu cérebro precisa de segurança para funcionar de forma inteligente e focar nas tarefas. Sob medo — como no caso de trabalhar com um chefe autoritário — seu cérebro se concentra em evitar as ameaças e te distrai de produzir e se engajar nas tarefas. O medo e a incerteza prejudicam o bem-estar, o engajamento e o desempenho no trabalho. Culturas organizacionais que promovem segurança psicológica previnem o “brain rot”, aumentam o engajamento cerebral e geram maiores lucros para as empresas a longo prazo.

8. Tempo na natureza

O “tempo verde” compensa o “tempo de tela”. Um estudo com imagens cerebrais de pessoas que passam tempo na natureza mostra que o córtex pré-frontal desses indivíduos possui mais massa cinzenta e uma maior capacidade de pensar com clareza e se autorregular. Seu cérebro adora passar pelo menos duas horas por semana em parques, florestas ou praias. Pessoas que passam 120 minutos por semana na natureza têm melhor saúde e maior bem-estar psicológico do que aquelas que não têm esse contato.

9. Uma coisa de cada vez

O melhor presente que você pode dar ao seu cérebro é a ordem, e não o caos. Em algum momento, você provavelmente precisará realizar várias atividades ao mesmo tempo. Mas não deixe o multitasking virar rotina. Alternar entre várias tarefas obriga o cérebro a mudar o foco rapidamente, reduzindo a produtividade em até 40%. O multitasking prejudica a eficiência, sobrecarrega o cérebro e causa pensamentos fragmentados e fadiga mental.

10. Apoio social

O isolamento pode fomentar o “brain rot”. Ter alguém por perto — um gestor empático, colega de trabalho ou membro do RH — em quem você confia e sabe que te ouvirá está relacionado à saúde cerebral e à resiliência. Pessoas que fazem voluntariado, participam de aulas ou se reúnem com amigos pelo menos uma vez por semana têm cérebros mais saudáveis, com mais massa cinzenta e menos declínio cognitivo. O segredo é cultivar formas seguras de manter interações sociais para aumentar a criatividade e deixar o cérebro saudável.

*Bryan Robinson é colaborador da Forbes US. Ele é autor de 40 livros de não-ficção traduzidos para 15 idiomas. Também é professor emérito da Universidade da Carolina do Norte, onde conduziu os primeiros estudos sobre filhos de workaholics e os efeitos do trabalho no casamento.

FONTE: FORBES






Brain Rot: Como as Redes Sociais Afetam o Cérebro de Crianças e Adolescentes

Seu filho está passando horas nas redes sociais? Cuidado! A exposição excessiva pode estar causando danos irreversíveis ao desenvolvimento do cérebro. Descubra como a dependência digital afeta a atenção, a memória, a autoestima e a saúde mental dos jovens. Este livro te dará as ferramentas para proteger seus filhos dos perigos da era digital.

Brain Rot: A Doença do Século 21

As redes sociais estão transformando nossos cérebros. Mas será que essa transformação é para melhor? Descubra como a obsessão por likes, seguidores e notificações está moldando uma geração de jovens ansiosos, isolados e dependentes. Este livro te mostrará os sinais de alerta e como proteger seus filhos da epidemia digital.

Brain Rot: A Ciência Por Trás da Dependência Digital

Você sabia que as redes sociais podem alterar a estrutura do cérebro? Este livro reúne as últimas pesquisas científicas para explicar como a dependência digital afeta o desenvolvimento cognitivo, emocional e social de crianças e adolescentes. Descubra como os algoritmos manipulam nossos comportamentos e como podemos criar hábitos digitais mais saudáveis.

Brain Rot: Desconecte-se para Conectar-se

A era digital oferece infinitas possibilidades, mas também traz grandes desafios. Este livro te mostrará como encontrar um equilíbrio saudável entre o mundo online e o mundo real. Descubra como proteger seus filhos dos perigos da dependência digital e criar uma família mais conectada e feliz.

FOMO: o efeito silencioso das redes sociais que pode estar afetando você

 

O avanço das redes sociais transformou a forma como nos conectamos e consumimos informações. Porém, esse excesso de conteúdos pode levar ao FOMO (Fear of Missing Out, traduzido como medo de perder algo).

Esse fenômeno afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, especialmente jovens. Vamos entender mais sobre ele e aprender a identificar seus sinais.

O que é o FOMO?

O FOMO, que começou a ser discutido em 2004, ficou popular em 2010 e foi incorporado ao dicionário em 2013, é um fenômeno psicológico que se caracteriza pela sensação de estar perdendo experiências importantes que outras pessoas estão vivendo. Ele nasce da necessidade de pertencimento e da busca incessante por estar conectado e atualizado.

A superexposição nas redes sociais amplifica essa sensação ao exibir, frequentemente, vidas que parecem perfeitas e repletas de momentos extraordinários.

Como as redes sociais agravam esse problema?

As plataformas digitais facilitam a conexão, mas também potencializam a comparação social. Ao navegar por um feed, é comum ver viagens incríveis, eventos animados ou conquistas alheias. Esse fluxo constante de informações ativa o sistema de recompensa do cérebro, gerando prazer momentâneo.

Porém, ao perceber que outros estão “aproveitando mais”, o resultado pode ser uma mistura de angústia e necessidade de validação.

Estudos revelam que a exposição prolongada às redes sociais está associada à insônia, ansiedade e até comportamentos de risco.

Além disso, adolescentes são especialmente vulneráveis, já que estão em uma fase de formação de identidade e pertencimento social.

Quais são os sinais do FOMO?

Alguns comportamentos podem indicar que você ou alguém próximo está sofrendo com o FOMO:

Como lidar com o FOMO?

A boa notícia é que existem formas de minimizar os efeitos do FOMO:

A relação entre o fenômeno e a qualidade de vida

Especialistas destacam que o FOMO não é apenas um problema de ansiedade. Ele pode prejudicar o sono, comprometer relacionamentos e até interferir no desempenho acadêmico ou profissional.

Identificar os sinais precocemente e adotar medidas para lidar com o problema é crucial para evitar consequências mais graves.

Fonte: MSN

China e a Cruzada Contra o Vício Digital dos Jovens

China limita acesso a versão local do TikTok por menores a 40 minutos por dia, após impor restrição de apenas 3 horas de games nos fins de semana

China está devotada a expurgar o "vício digital" de sua população jovem, após perceber que a abertura dada ao setor tecnológico nos últimos anos, visto pelo governo como uma forma de engordar o caixa, gerou conflitos com a ideologia do Partido Comunista, liderado pelo presidente Xi Jinping.

Além de Pequim apertar fortemente a coleira no pescoço de gigantes como Tencent, Alibaba e outras, restrições pesadas ao acesso de apps e games vêm sendo impostas a menores de idade, a fim de evitar que estes se tornem cidadãos improdutivos para o País do Meio. O alvo mais recente foi a ByteDance, empresa responsável pelo TikTok.

Em uma nota publicada recentemente em seu blog na China, a companhia anunciou um novo modo de uso para o Douyin, a versão local e original do TikTok, chamado "Modo Jovem". Ele funciona em acordo com as determinações do governo, que implementou em 2020 um sistema de identificação digital, obrigatório para todos os cidadãos conectados.

Usuários identificados pelo app como menores de idade, que devem ser registrados sob observância dos pais, só poderão usar o Douyin por 40 minutos diários, sem contar que parte do conteúdo disponibilizado para consumo terá curadoria com cunho educacional, exibindo vídeos sobre experimentos científicos, exibições em museus e galerias, e paisagens naturais da China.

Desnecessário dizer que como toda rede social no ar na China, as publicações são moderadas por agentes do governo, que derrubam qualquer tipo de "conteúdo indesejável" em dois tempos.

A ByteDance se diz atenta para os casos de usuários jovens que estão usando meios para burlar o sistema de autenticação, a fim de se livrar das limitações de uso em apps e games. Para evitar isso, e ao mesmo tempo se manter alinhada com Pequim, a empresa introduziu um programa que recompensará usuários que relatarem vulnerabilidades e bugs, com vales-compra no valor de ¥ 2.000 (~R$ 1.642,16, cotação de 20/09/2021).

A onda de restrições ao acesso à internet, jogos digitais e redes sociais por menores de idade na China é visto como um ajuste do governo às permissividades concedidas ao mercado na última década. A Grande Abertura, uma série de reformas sociais e econômicas iniciadas em 1978, no governo do premiê Deng Xiaoping, permitiram ao país se modernizar e deixar de ser uma nação essencialmente agrícola, uma consequência direta do Maoísmo.

Em 2010, a China passou o Japão e se tornou a 2ª maior potência econômica do mundo, posto que ocupa até o momento, mas é preciso lembrar que no papel, o país ainda é uma nação comunista, embora tenha se tornado forte ao usar as ferramentas do capitalismo ao seu favor. O problema é que para a nação crescer, foi preciso estabelecer áreas de livre mercado, o que levou ao surgimento das grandes companhias privadas.

Focando exclusivamente no mercado digital voltado a crianças e jovens, a China permaneceu por muito tempo resistente à ideia de jogos digitais em consoles, tanto que entre 2000 e 2014, eles foram completamente banidos do país. Jogos em PC sempre foram relevados, bem como o uso de internet e redes sociais, até o momento em que o vício digital em menores começou a incomodar as autoridades.

Não é preciso ir muito longe para entender o que acontece. Por seguir oficialmente a cartilha socialista, todos sem exceção têm a obrigação de trabalhar em prol do Estado, onde tudo deveria ser de todos e para todos. Companhias como a Tencent, uma das maiores empresas de games do mundo, se não a maior, e a própria ByteDance, dona do Douyin/TikTok, entre outras voltadas a e-commerce (Alibaba), busca e IA (Baidu) e locomoção (DiDi), fizeram muito dinheiro na última década, elevando seus CEOs e executivos ao status de "celebridades", o que o governo entendeu como uma afronta à ideologia nacional.

Com isso, a administração do premiê Xi Jinping tinha argumentos suficientes para enquadrar as gigantes tech, com inúmeros processos e intervenções, de modo a impor um realinhamento doutrinário a elas. Ao mesmo tempo, havia o "dano colateral" a ser lidado, que era forçar a juventude viciada em jogos, apps e redes sociais, a focarem novamente em seus estudos e se tornarem cidadãos produtivos no futuro, pelo bem do Estado.

Garotos jogam Honor of Kings, jogo mobile distribuído pela Tencent, durante evento em Shopping Center na China
Foto: Reuters / Meio Bit

No início de 2020, a lei que impôs o login digital havia também determinado um tempo limite que seria permitido menores de idade passarem em jogos, que originalmente era de 90 minutos por dia, e de 3 horas nos fins de semana e feriados, sendo proibido o login entre 22:00 e 8:00 do dia seguinte. O acesso a microtransações também era limitado conforme a idade, em que menores de 8 anos eram completamente vedados a fazerem compras internas em games.

Só que Pequim decidiu que essas regras eram brandas demais, e desde o dia 1º de setembro, desceu a foice e o martelo com força: o tempo de jogo para qualquer um com menos de 18 anos passou a ser de míseras 3 horas por semana, apenas nas sextas-feiras, sábados, domingos e feriados, e em uma janela pré-determinada, entre as 20:00 e 21:00.

Paralelamente, o governo mantém o que chama de "bases para o desenvolvimento mental da juventude chinesa", um nome bonitinho para centros de reabilitação para viciados em internet e jogos digitais. Voltado para jovens adultos, eles foram centro de polêmica quando um interno de 18 anos morreu em 2017, com indícios de ter passado por vários graus de agressão física. A unidade em questão foi fechada pelo governo e seus responsáveis presos, de acordo com a rede estatal CCTV, por suposto abuso de autoridade.

Os campos, cuja gestão pode ficar a cargo de hospitais públicos ou empresas privadas, oficialmente usam acompanhamento psicológico e treinamentos físicos para diminuir o vício em games e internet dos jovens, mas especialistas dizem que as instalações são uma fachada para campos de reeducação ideológica, basicamente quartéis; a meta seria reabilitar "chineses problemáticos" e realinhá-los ao pensamento coletivo, até por ser público o regimento estritamente militar desses centros.

Vale lembrar que as restrições de uso de apps e games, com limites de dias e horários, não se aplicam a maiores de idade, mas o "exagero" por estes, ao ponto do vício digital, também não é tolerado pelo governo chinês, o que para Pequim justifica a existência e manutenção dos campos de reabilitação.

Jovens passam por treinamento em centro de reabilitação para viciados em internet e games em Pequim, em foto de 2014
Foto: Reuters / Meio Bit

A totalidade das empresas tech foi forçada a entrar na linha, e hoje endossam as modificações apresentadas pelo governo sem questionar (era isso ou mais processos). Para os jovens chineses, igualmente não há alternativas a não ser seguirem a cartilha, diminuírem o uso da internet e jogos, consumirem o que o Estado diz que é saudável, andar na linha para não cair na lista de indesejáveis, e por fim estudarem e trabalharem muito para o crescimento da República Popular da China, do jeito que o ursi-, digo, o premiê Xi gosta.

Fonte: The Next Web

Fonte: China e a cruzada contra o vício digital dos jovens

Fonte: Terra

Uso compulsivo de redes sociais aumenta risco de depressão

A cada vez que você entra nas redes sociais, algumas coisas podem acontecer. Você vê os seus amigos bem-sucedidos no trabalho, ou passeando, postando fotos bacanas, levando uma vida muito mais legal do que a sua. Ou você fica ali, navegando, navegando e, de repente, se dá conta de que perdeu um tempo valioso e não ganhou nada com isso. Ou ainda: vê mensagens contra você. Piadas sobre a sua aparência ou críticas a alguma coisa que você escreveu, por exemplo. A vida no mundo virtual exige uma saúde de verdade.
Pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, estudaram o comportamento de quase 1,8 mil pessoas com idades entre 19 e 32 anos. A cada dia, eles avaliaram, por exemplo, quantas vezes essas pessoas entraram em alguma rede social e quanto tempo gastaram navegando. Perceberam que os mais viciados chegaram a ter quase o triplo (2,7 vezes) de possibilidades de ter depressão.
A pesquisa não diz que as redes sociais provocam depressão. Ela mostra que, quando a gente exagera, a tendência de ter depressão aumenta. Tem até uma discussão como aquela do ovo e da galinha: as pessoas gastam muito tempo com as redes sociais e ficam deprimidas, ou elas ficam deprimidas e aí usam as redes para preencher um vazio? Ou as duas coisas? Os pesquisadores reconhecem que ainda há muito o que estudar.
O chefe da pesquisa, Brian Primack, da Universidade de Pittsburgh, diz: “tem gente que só fica curtindo fotos bonitas e tem gente que discute política nas redes sociais. Falta estudar o impacto de cada uso. Mas são ferramentas importantes. Eu só pediria paras pessoas pensarem como estão usando e terem certeza de que não são elas que estão sendo usadas pelas redes sociais”.
As perguntas a seguir podem dar uma pista sobre se você é um candidato em potencial a ter depressão por uso compulsivo de redes sociais se as respostas forem "sim"..
Você sente inveja ou tem a impressão de que os outros são mais felizes ao ver nas redes socias o relacionamento bem-sucedido de um casal ? 

Você fica mal-humorado ou sente que perdeu tempo valioso depois de ficar muito tempo nas redes sociais ?

Depois de ficar muito tempo nas redes sociais você se expõe ao bullying ou outras interações negativas que podem causar depressão ? [Fonte: G1]