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TELEVISÃO E OBESIDADE

TV, ESTRESSE E OBESIDADE
Por: Jorge Schemes
A Universidade de Chicago realizou um estudo com um grupo de voluntários adultos. O objetivo era constatar como eles utilizavam o seu tempo e como se sentiam a respeito do que estavam fazendo. Cada um recebeu um “beep”, que era acionado em determinados horários, nos quais eles deviam registrar o que estavam fazendo naquele momento e como estavam se sentindo. O resultado revelou que os voluntários passavam mais tempo vendo televisão do que em qualquer outra atividade de lazer, mas também revelou que eles tendiam a sentirem-se fracos, passivos, sonolentos, solitários, desconcentrados e rejeitados na frente da telinha. Nenhuma outra atividade praticada por eles fazia com que se sentissem tão mal. A princípio os pesquisadores não sabiam se as pessoas começavam a ver TV por sentirem-se passivas e vazias, na esperança de que a televisão as animasse, ou se era o ato de ver TV que causava tal passividade e sentimento de solidão. Após analisarem os dados novamente, os cientistas constataram que, realmente, era o ato de ver TV que causava depressão nos voluntários. Que a TV é um instrumento que promove a passividade no telespectador não há dúvidas, mas a questão que precisa ser levantada é: até que ponto a televisão é de fato relaxante? Muitas perguntas poderiam ser feitas a respeito da passividade diante da telinha, mas, desejo analisar se de fato a TV é tão relaxante, como muitos alegam. Primeiramente é necessário lembrar que não é na passividade que se encontra um relaxamento das tensões e do estresse, mas em atividades diferentes daquela a que se está acostumado, ou seja, atividades que levam você a sair da rotina. Deste modo, pode-se afirmar que, o que de fato relaxa é o contraste de atividades, e não a inatividade. Por exemplo: a fim de relaxar, executivos jogam tênis, operários vão pescar, estudantes praticam esportes, etc. Todavia, para uma grande maioria, a TV é encarada como uma fonte legítima de distração e relaxamento. Entretanto, deve-se questionar se essa fonte é de fato tão legítima. Confiar na televisão para relaxar, passando várias horas em sua frente, é um padrão de comportamento que trará sérios prejuízos. A inatividade física e mental diante da telinha priva as pessoas das oportunidades de praticar formas mais adequadas e ativas de relaxamento e usufruir seus benfícios. Ver televisão, mesmo com a justificativa de que é para relaxar, não tonifica os músculos nem prepara para um sono reparador de qualidade, como aquele que vem após o exercício físico, por exemplo. Por outro lado, a leitura, os “hobbies”, os esportes, a música, os relacionamentos interpessoais, o diálogo, enfim, todas as formas ativas de relaxamento, têm a vantagem e a possibilidade de produzir um senso de realização, seja por conhecimento adquirido, amizade alimentada, temores superados, projetos executados, habilidades desenvolvidas ou adquiridas. Portanto, confiar na televisão para relaxar, significa no mínimo, privar-se dos lucros e benefícios que formas mais ativas de relaxamento têm para oferecer. Qualquer outra atividade em que você possa pensar, será mais positiva do que ver TV, mas todas exigem esforço e risco. Como muitos não querem correr riscos nem se esforçar, preferem ver televisão por ser algo “seguro” e fácil. Diante da TV não há como fracassar. Além do mais, a TV está sempre à disposição, sempre que se desejar. Ela faz com que as pessoas se sintam como se estivessem fazendo algo, participando, quando, na realidade, não estão. Nesse sentido, a TV é, acima de tudo, uma grande ilusão. Por essa razão não é de admirar que algo tão seguro e passivo seja insatisfatório e deprimente como forma de relaxamento do estresse. Enquanto as formas ativas de relaxamento podem ser chamadas de recreação; as formas passivas podem ser denominadas de descanso. A televisão tem o poder de fazer com que o corpo e a mente entrem num estado de neutralidade, mas de maneira nenhuma isso significa descanso. Quando se fala em descanso, logo vem à mente o ato de dormir, que muitas vezes está relacionado com o ato de ver televisão. Há quem descreva o ato de ver TV como um estado de “quase-sono”, o qual induz os espectadores ao sono. Por essa razão muitos chegam a usar a TV como sonífero ou relaxante, antes de ir para a cama. Todavia, tal atitude não garante um sono profundo e reparador como aquele que vem após a leitura, por exemplo. Se por um lado a TV não serve como relaxante do estresse e é causadora de depressão, por outro, ela também é culpada por induzir o telespectador ao consumo de produtos supérfluos e estimular um estilo de vida pouco saudável, principalmente às crianças. Para os produtores de marketing, há um forte interesse em atingir o público infantil, não só com programas adequados à sua idade, mas também com propagandas, e para isso são feitos investimentos milionários. Para transformar crianças de 0 a 12 anos em pequenos consumidores, os responsáveis pelo marketing na TV levam em considração as características inerentes à idade infanto-juvenil, ou seja: o fato das crianças apreciarem o mundo da fantasia e do faz de conta; o fato delas amarem os heróis da TV e fazerem deles seus exemplos; o fato das crianças quererem viver só de diversão; o fato de serem egocêntricas e capazes, a partir de certa idade, de tomar suas próprias decisões e fazer escolhas. É se aproveitando dessas carcterísticas, falando na sua própria linguagem e fazendo uso de músicas e histórias para chamar a atenção e divertir, que os programas e comerciais são produzidos e apresentados, passando a ser assimilados e imcorporados no cotidiano infantil. Essa assimilação não ocorre por acaso, pois de acordo com estatísticas recentes, antes de completar 5 anos, uma criança terá visto não menos do que mil comerciais na TV. Há uma verdadeira indústria que obtém grande lucro às custas da audiência do público infantil, pois é justamente esse público que consome grande parte dos produtos apresentados na TV. Esses produtos incluem música infantil (algumas com palavrões e muita malícia), brinquedos com nome de personagens da TV e personagens de filmes e desenhos animados, calçados, roupas, jóias, revistas, guloseimas, hamburguer, etc. As crianças são estimuladas a consumir, mas, na maioria das vezes, elas mesmas acabam sendo consumidas e até mesmo prejudicadas. Outro fator que deve ser levado em consideração, é o que está relacionado com a saúde física. A razão é óbvia, o ato de assistir televisão geralmente vem acompanhado de um “bom” refrigerante, pipoca, salgadinhos, biscoitos, sorvete, chocolate, enfim, “alguma coisa” para comer. Especialmente para as crianças e adoelscentes é difícil ficar diante da TV sem comer e beber seus produtos preferidos. Tendo como parâmetro esse comportamento, Kurt Gold, pediatra da Universidade da Califórnia (EUA), realizou uma pesquisa experimental com 1.066 crianças, e concluiu que as “crianças que passam pelo menos duas horas por dia assistindo TV têm duas vezes mais chances de ter alto nível de colesterol no sangue do que as que gastam menos tempo nessa atividade.” Outro estudo médico feito na Inglaterra concluiu que “uma criança que assistir à tevê inglesa por uma hora diária verá em uma semana 92 anúncios de comida e bebida. E isto está mudando os seus hábitos alimentares para pior. Os produtos mais anunciados, em geral ricos em açucar e gorduras, têm uma participação cada vez maior nas dietas das crianças”. Será que no Brasil essa realidade é diferente? E o que dizer dos filhos de Deus? Os quais têm uma mensagem especial de salvação e reforma pró-saúde a dar ao mundo? Que professam o corpo como santuário vivo do Espírito de Deus? (Cf. Romanos 12:1-2; I Coríntios 6:19). Todavia, não é só o hábito de comer diante da telinha que causa obesidade, a própria tecnologia em si tem contribuído para que as pessoas ganhem uns quilinhos. Por exemplo: o simples ato de usar o controle remoto para trocar de canal, representa uma economia de aproximadamente 50 calorias. Ou seja, se ao invés de usar o controle, as pessoas levantassem do lugar e trocassem de canal manualmente, elas estariam perdendo nesse ato, cerca 50 calorias. Eis aí, mais uma, das muitas razões, para o aumento de peso relacionado ao uso da TV. Pesquisadores americanos do hospital St. Luke’s Roosevelt desenvolveram uma maneira de tirar do sofá as crianças preguiçosas viciadas em televisão: a TVcicleta, na verdade uma bicicleta ergométrica conectada ao aparelho de tevê que obriga as crianças a pedalar para assitir a seus programas favoritos. Parou de pedalar, a televisão simplesmente desliga. É mais uma invenção para tentar diminuir o problema da obesidade infantil. O número de crianças e adolescentes obesos, entre 6 e 17 anos, nos Estados Unidos da América, já ultrapassa os 13%. Na realidade a obesidade é a doença nutricional que mais cresce no mundo. Uma pesquisa do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos mostrou que, na última década, as mortes decorrentes do excesso de peso (caussa de diabetes, hipertensão e doença cardiovasculares) aumentaram quatro vezes mais do que as motivadas pelo fumo. Por isso, o sobrepeso vem sendo tratado como epidemia pelos americanos. Dados da ABESO indicam que o número de obesos no país dobrou nos últimos anos. Até os anos 1970, havia no Brasil duas pessoas desnutridas para cada obeso. Hoje os dados apontam três indivíduos obesos para cada desnutrido. A pesquisa mostra que 50% das crianças obesas tronam-se adultos com o mesmo problema, podendo chegar a 80% quando se trata de adolescentes. A obesidade é causada por uma combinação de fatores genéticos, alimentação inadequada, falta de atividades físicas (95% dos casos), e também por problemas emocionais, psicológicos ou outras doenças (5%). Para avaliar se uma criança ou adolescente está ou não com o peso acima do ideal, a melhor maneira é calcular o índice de Massa Corpórea (IMC): divide-se o peso da criança ou adolescente por sua altura ao quadrado. Os resultados obtidos devem ser comparados com os valores de referência específicos para a idade e o sexo da criança ou adolescente, conforme tabela abaixo:
Uma pesquisa realizada por especialistas nos Estados Unidos da América constatou que os americanos vêem cerca de quatro horas de TV por dia, e mais ainda nos meses de inverno. Um novo estudo sugeriu que o tempo gasto no sofá pode trazer prejuízos mais terríveis do que se imaginavam. Em Nice, pesquisadores franceses reexaminaram mais de 65 mil casos de trombose venosa profunda (coágulos de sangue potencialmente fatais nas pernas) e descobriram que no inverno as hospitalizações eram 18% mais freqüentes. Esses coágulos se formam com relativa rapidez, mas eliminar os riscos é tão simples quanto levantar da cadeira, pois é preciso apenas fazer o sangue circular.

Um comentário:

  1. Gostei do seu post e estou te convidando a contribuir e também divulgar seu trabalho no blog da ASM - http://amesuamente.blogspot.com/. Grande Abraço. Péricles

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