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TELEVISÃO E OBESIDADE

TV, ESTRESSE E OBESIDADE
Por: Jorge Schemes
A Universidade de Chicago realizou um estudo com um grupo de voluntários adultos. O objetivo era constatar como eles utilizavam o seu tempo e como se sentiam a respeito do que estavam fazendo. Cada um recebeu um “beep”, que era acionado em determinados horários, nos quais eles deviam registrar o que estavam fazendo naquele momento e como estavam se sentindo. O resultado revelou que os voluntários passavam mais tempo vendo televisão do que em qualquer outra atividade de lazer, mas também revelou que eles tendiam a sentirem-se fracos, passivos, sonolentos, solitários, desconcentrados e rejeitados na frente da telinha. Nenhuma outra atividade praticada por eles fazia com que se sentissem tão mal. A princípio os pesquisadores não sabiam se as pessoas começavam a ver TV por sentirem-se passivas e vazias, na esperança de que a televisão as animasse, ou se era o ato de ver TV que causava tal passividade e sentimento de solidão. Após analisarem os dados novamente, os cientistas constataram que, realmente, era o ato de ver TV que causava depressão nos voluntários. Que a TV é um instrumento que promove a passividade no telespectador não há dúvidas, mas a questão que precisa ser levantada é: até que ponto a televisão é de fato relaxante? Muitas perguntas poderiam ser feitas a respeito da passividade diante da telinha, mas, desejo analisar se de fato a TV é tão relaxante, como muitos alegam. Primeiramente é necessário lembrar que não é na passividade que se encontra um relaxamento das tensões e do estresse, mas em atividades diferentes daquela a que se está acostumado, ou seja, atividades que levam você a sair da rotina. Deste modo, pode-se afirmar que, o que de fato relaxa é o contraste de atividades, e não a inatividade. Por exemplo: a fim de relaxar, executivos jogam tênis, operários vão pescar, estudantes praticam esportes, etc. Todavia, para uma grande maioria, a TV é encarada como uma fonte legítima de distração e relaxamento. Entretanto, deve-se questionar se essa fonte é de fato tão legítima. Confiar na televisão para relaxar, passando várias horas em sua frente, é um padrão de comportamento que trará sérios prejuízos. A inatividade física e mental diante da telinha priva as pessoas das oportunidades de praticar formas mais adequadas e ativas de relaxamento e usufruir seus benfícios. Ver televisão, mesmo com a justificativa de que é para relaxar, não tonifica os músculos nem prepara para um sono reparador de qualidade, como aquele que vem após o exercício físico, por exemplo. Por outro lado, a leitura, os “hobbies”, os esportes, a música, os relacionamentos interpessoais, o diálogo, enfim, todas as formas ativas de relaxamento, têm a vantagem e a possibilidade de produzir um senso de realização, seja por conhecimento adquirido, amizade alimentada, temores superados, projetos executados, habilidades desenvolvidas ou adquiridas. Portanto, confiar na televisão para relaxar, significa no mínimo, privar-se dos lucros e benefícios que formas mais ativas de relaxamento têm para oferecer. Qualquer outra atividade em que você possa pensar, será mais positiva do que ver TV, mas todas exigem esforço e risco. Como muitos não querem correr riscos nem se esforçar, preferem ver televisão por ser algo “seguro” e fácil. Diante da TV não há como fracassar. Além do mais, a TV está sempre à disposição, sempre que se desejar. Ela faz com que as pessoas se sintam como se estivessem fazendo algo, participando, quando, na realidade, não estão. Nesse sentido, a TV é, acima de tudo, uma grande ilusão. Por essa razão não é de admirar que algo tão seguro e passivo seja insatisfatório e deprimente como forma de relaxamento do estresse. Enquanto as formas ativas de relaxamento podem ser chamadas de recreação; as formas passivas podem ser denominadas de descanso. A televisão tem o poder de fazer com que o corpo e a mente entrem num estado de neutralidade, mas de maneira nenhuma isso significa descanso. Quando se fala em descanso, logo vem à mente o ato de dormir, que muitas vezes está relacionado com o ato de ver televisão. Há quem descreva o ato de ver TV como um estado de “quase-sono”, o qual induz os espectadores ao sono. Por essa razão muitos chegam a usar a TV como sonífero ou relaxante, antes de ir para a cama. Todavia, tal atitude não garante um sono profundo e reparador como aquele que vem após a leitura, por exemplo. Se por um lado a TV não serve como relaxante do estresse e é causadora de depressão, por outro, ela também é culpada por induzir o telespectador ao consumo de produtos supérfluos e estimular um estilo de vida pouco saudável, principalmente às crianças. Para os produtores de marketing, há um forte interesse em atingir o público infantil, não só com programas adequados à sua idade, mas também com propagandas, e para isso são feitos investimentos milionários. Para transformar crianças de 0 a 12 anos em pequenos consumidores, os responsáveis pelo marketing na TV levam em considração as características inerentes à idade infanto-juvenil, ou seja: o fato das crianças apreciarem o mundo da fantasia e do faz de conta; o fato delas amarem os heróis da TV e fazerem deles seus exemplos; o fato das crianças quererem viver só de diversão; o fato de serem egocêntricas e capazes, a partir de certa idade, de tomar suas próprias decisões e fazer escolhas. É se aproveitando dessas carcterísticas, falando na sua própria linguagem e fazendo uso de músicas e histórias para chamar a atenção e divertir, que os programas e comerciais são produzidos e apresentados, passando a ser assimilados e imcorporados no cotidiano infantil. Essa assimilação não ocorre por acaso, pois de acordo com estatísticas recentes, antes de completar 5 anos, uma criança terá visto não menos do que mil comerciais na TV. Há uma verdadeira indústria que obtém grande lucro às custas da audiência do público infantil, pois é justamente esse público que consome grande parte dos produtos apresentados na TV. Esses produtos incluem música infantil (algumas com palavrões e muita malícia), brinquedos com nome de personagens da TV e personagens de filmes e desenhos animados, calçados, roupas, jóias, revistas, guloseimas, hamburguer, etc. As crianças são estimuladas a consumir, mas, na maioria das vezes, elas mesmas acabam sendo consumidas e até mesmo prejudicadas. Outro fator que deve ser levado em consideração, é o que está relacionado com a saúde física. A razão é óbvia, o ato de assistir televisão geralmente vem acompanhado de um “bom” refrigerante, pipoca, salgadinhos, biscoitos, sorvete, chocolate, enfim, “alguma coisa” para comer. Especialmente para as crianças e adoelscentes é difícil ficar diante da TV sem comer e beber seus produtos preferidos. Tendo como parâmetro esse comportamento, Kurt Gold, pediatra da Universidade da Califórnia (EUA), realizou uma pesquisa experimental com 1.066 crianças, e concluiu que as “crianças que passam pelo menos duas horas por dia assistindo TV têm duas vezes mais chances de ter alto nível de colesterol no sangue do que as que gastam menos tempo nessa atividade.” Outro estudo médico feito na Inglaterra concluiu que “uma criança que assistir à tevê inglesa por uma hora diária verá em uma semana 92 anúncios de comida e bebida. E isto está mudando os seus hábitos alimentares para pior. Os produtos mais anunciados, em geral ricos em açucar e gorduras, têm uma participação cada vez maior nas dietas das crianças”. Será que no Brasil essa realidade é diferente? E o que dizer dos filhos de Deus? Os quais têm uma mensagem especial de salvação e reforma pró-saúde a dar ao mundo? Que professam o corpo como santuário vivo do Espírito de Deus? (Cf. Romanos 12:1-2; I Coríntios 6:19). Todavia, não é só o hábito de comer diante da telinha que causa obesidade, a própria tecnologia em si tem contribuído para que as pessoas ganhem uns quilinhos. Por exemplo: o simples ato de usar o controle remoto para trocar de canal, representa uma economia de aproximadamente 50 calorias. Ou seja, se ao invés de usar o controle, as pessoas levantassem do lugar e trocassem de canal manualmente, elas estariam perdendo nesse ato, cerca 50 calorias. Eis aí, mais uma, das muitas razões, para o aumento de peso relacionado ao uso da TV. Pesquisadores americanos do hospital St. Luke’s Roosevelt desenvolveram uma maneira de tirar do sofá as crianças preguiçosas viciadas em televisão: a TVcicleta, na verdade uma bicicleta ergométrica conectada ao aparelho de tevê que obriga as crianças a pedalar para assitir a seus programas favoritos. Parou de pedalar, a televisão simplesmente desliga. É mais uma invenção para tentar diminuir o problema da obesidade infantil. O número de crianças e adolescentes obesos, entre 6 e 17 anos, nos Estados Unidos da América, já ultrapassa os 13%. Na realidade a obesidade é a doença nutricional que mais cresce no mundo. Uma pesquisa do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos mostrou que, na última década, as mortes decorrentes do excesso de peso (caussa de diabetes, hipertensão e doença cardiovasculares) aumentaram quatro vezes mais do que as motivadas pelo fumo. Por isso, o sobrepeso vem sendo tratado como epidemia pelos americanos. Dados da ABESO indicam que o número de obesos no país dobrou nos últimos anos. Até os anos 1970, havia no Brasil duas pessoas desnutridas para cada obeso. Hoje os dados apontam três indivíduos obesos para cada desnutrido. A pesquisa mostra que 50% das crianças obesas tronam-se adultos com o mesmo problema, podendo chegar a 80% quando se trata de adolescentes. A obesidade é causada por uma combinação de fatores genéticos, alimentação inadequada, falta de atividades físicas (95% dos casos), e também por problemas emocionais, psicológicos ou outras doenças (5%). Para avaliar se uma criança ou adolescente está ou não com o peso acima do ideal, a melhor maneira é calcular o índice de Massa Corpórea (IMC): divide-se o peso da criança ou adolescente por sua altura ao quadrado. Os resultados obtidos devem ser comparados com os valores de referência específicos para a idade e o sexo da criança ou adolescente, conforme tabela abaixo:
Uma pesquisa realizada por especialistas nos Estados Unidos da América constatou que os americanos vêem cerca de quatro horas de TV por dia, e mais ainda nos meses de inverno. Um novo estudo sugeriu que o tempo gasto no sofá pode trazer prejuízos mais terríveis do que se imaginavam. Em Nice, pesquisadores franceses reexaminaram mais de 65 mil casos de trombose venosa profunda (coágulos de sangue potencialmente fatais nas pernas) e descobriram que no inverno as hospitalizações eram 18% mais freqüentes. Esses coágulos se formam com relativa rapidez, mas eliminar os riscos é tão simples quanto levantar da cadeira, pois é preciso apenas fazer o sangue circular.

CELULARES PODEM CAUSAR CÂNCER

A exposição aos sinais de telefonia móvel durante apenas cinco minutos poderia estimular um processo de divisão celular, segundo um novo estudo sobre o uso do aparelho publicado no último número da revista "New Scientist".
Esse processo ocorre de forma natural no crescimento ou rejuvenescimento do tecido humano, mas ocupa também um papel central no desenvolvimento de um câncer. Uma equipe dirigida pelo professor Rony Seger, pesquisador do Instituto Weizmann de Rehovot, Israel, expôs células humanas e de ratos à radiação eletromagnética com uma freqüência semelhante à emitida pelos celulares, mas a um décimo de sua potência. Após apenas cinco minutos, os pesquisadores identificaram a produção de quinases (tipo de enzima) reguladas por sinais extracelulares (ERK1/2), substâncias químicas naturais que estimulam a divisão e o crescimento celulares. "A importância real de nossa descoberta é que as células não são imunes à radiação dos telefones celulares, embora não estejam expostas a um aumento de temperatura", diz o professor Seger, citado hoje pelo jornal "Daily Telegraph". "Utilizamos níveis de radiação equivalentes a um décimo dos gerados por um celular comum e constatamos que as mudanças não se devem ao aquecimento", afirmou o cientista. Segundo Graham Philips, do Powerwatch, um grupo que analisa o risco potencial dos telefones celulares, as diretrizes oficiais sobre o uso dos aparelhos indicam que a saúde só pode ser atingida em caso de grande aumento da temperatura do tecido humano. "O novo estudo indica, no entanto, que as reações também acontecem sob o efeito de radiações de nível baixo, o que pode ter implicações para a saúde", ressaltou Philips. Outros cientistas, como Simon Cook, bioquímico do instituto Babraham, próximo a Cambridge (Inglaterra), se mostram mais céticos e afirmam que, embora os resultados do estudo sejam interessantes, não demonstram que há uma divisão celular suficiente para provocar câncer.

REALITY SHOW

Um programa de televisão em que um grupo de crianças é abandonado numa cidade fantasma dos Estados Unidos para se defender como puder está provocando uma onda de protestos antes mesmo de sua estréia, prevista para o próximo mês. Foto:/AFP.
Reality show infantil causa polêmica nos EUA antes mesmo da estréia:
"Kid Nation" (Nação das Crianças) é o nome do "reality show" que será lançado pela rede de TV aberta americana CBS no próximo mês, onde 40 crianças de entre oito e 15 anos tentam se organizar e viver em uma "cidade fantasma" do Novo México (oeste), sem a ajuda de adultos. A série foi comparada com o romance de William Golding, "O Senhor das Moscas", clássico da literatura inglesa de 1954, em que um grupo de crianças fica isolado após um acidente aéreo e que, em sua luta pela sobrevivência, vê aflorar seus instintos e impulsos mais básicos. A gravação do programa foi feita em abril e maio, quando as 40 crianças permaneceram longe de seus pais durante 40 dias com o objetivo de construir uma "sociedade" com bons resultados em assuntos "que os adultos haviam abordado", segundo a versão do criador da série. Mas algumas revelações provocaram um acalorado debate nos Estados Unidos, onde o programa suscitou dúvidas sobre sua legalidade e ética, inclusive com questionamentos sobre se realmente deveria ir ao ar em 19 de setembro como prevê o canal. Autoridades do Novo México, onde foi rodado o programa, estão investigando se as leis trabalhistas foram violadas, depois de algumas acusações indicando que as crianças foram submetidas a trabalhos de 14 horas diárias. Um pai apresentou uma ação depois que sua filha sofreu queimaduras no rosto em um acidente de cozinha, enquanto foi divulgado que outras crianças beberam acidentalmente cloro. O criador do programa Tom Forman negou qualquer tipo de maus-tratos às crianças. "Estas crianças estavam em boas mãos, acompanhadas por meio de procedimentos seguros que competem ou superam qualquer acampamento no país", explicou Forman em um comunicado. Mas isto não convenceu os críticos. "Isto já foi longe demais", disse o crítico Barry Garron da revista Hollywood Reporter, especializada na indústria do entretenimento. O sindicato dos atores manifestou sua preocupação com o programa. "Estamos consternados com as recentes informações a respeito do tratamento e da exploração de crianças no ''Kid Nation'", informou o comunicado do Sindicato dos Atores (SAG). Os críticos também se voltaram contra os pais, que assinaram uma 'renúncia de responsabilidade' que estabelecia que o programa "podia expor a criança a condições nas quais poderiam sofrer ferimentos corporais sérios, doenças, ou morte, inclusive por afogamento, queda, confrontos com animais selvagens ou domésticos, doenças sexualmente transmissíveis, HIV e gravidez". Os participantes teriam recebido 5.000 dólares e alguns ganharam bônus por terem cumprido determinados desafios, indicaram informes. Vários pais entrevistados disseram que desconheciam que seus filhos podem receber até 20.000 dólares ao final do programa.

INTERNET, TV E SONO

Internet e TV alteram percepção do sono:
Um estudo realizado no Japão demonstra que quem passa mais tempo a navegar na Internet ou a ver televisão antes de dormir tem tendência a afirmar que não dorme bem, mesmo que durma o tempo habitual.
O estudo desenvolvido pela Universidade de Osaca envolveu 5875 japoneses e tinha como principal objectivo analisar a relação entre o consumo de meios electrónicos e a qualidade do sono. Do total dos entrevistados quase metade associou a sonolência à utilização destes dois meios antes de se deitar. Mesmo dos 29 por cento que os utilizam por pouco tempo, ou seja, menos de uma hora e meia, acreditam que esta é a razão para terem sono insuficiente. Contudo não foi possível encontrar qualquer relação entre ver tv ou navegar na Net e a quantidade de sono. Quem afirmou utilizar estes meios durante mais de três horas antes de dormir relatou ter apenas menos 12 minutos de sono que os que os utilizam pouco. Em declarações à Reuters o investigador Nakamori Suganuma defende que «apesar de muita gente utilizar meios electrónicos, como a Internet, podemos notar que uma utilização prolongada antes de dormir pode levar à auto-percepção de que se dorme pouco», algo que na realidade não sucede.

IMPACTO DA REALIDADE VIRTUAL

VISORES DE REALIDADE VIRTUAL INDUZEM "EXPERIÊNCIA FORA DO CORPO"

Uma equipe de cientistas induziu experiências "fora do corpo" em pessoas sadias com a ajuda de óculos de realidade virtual que confundiram os sinais enviados ao cérebro, segundo um artigo publicado pela revista "Science".

As "experiências fora do corpo", que muitos cientistas consideram produto da imaginação e para outros são indício de transtornos mentais, ocorrem quando uma pessoa em estado de vigília percebe que observa seu corpo de um lugar fora dele. Há relatos de experiências desse tipo em condições clínicas que perturbam o funcionamento normal do cérebro. É o caso de infartos, ataques epilépticos parciais, abuso de drogas e experiências traumáticas, como em acidentes. Segundo a revista Science, cerca de uma de cada 10 pessoas alega ter passado por uma experiência extracorpórea em algum momento de suas vidas. Na literatura esotérica, as referências a essas experiências são chamadas de "projeção astral". Em anos recentes, porém, diversas experiências mostraram que o fenômeno pode ser induzido pelo estímulo de certas áreas do cérebro. Freqüentemente as experiências fora do corpo se começam com um sonho lúcido. As pessoas relatam ter experimentado a sensação enquanto estavam dormindo, adormecendo ou acordando. Numa alta percentagem, a situação descrita é uma em que o sonho não era particularmente profundo, devido a doença, ruídos, estresse emocional, cansaço, ou interrupções freqüentes. Na maioria dos casos as pessoas contaram que sentiam que estavam acordando. Aproximadamente a metade informou que sentia uma paralisia. H. Henrik Ehrsson, do Departamento de Neurociências Clínicas do Instituto Karolinska, em Estocolmo (Suécia), afirmou no artigo da revista "Science" que "a experiência ilusória pode ser induzida em participantes sadios". Segundo Ehrsson, o fenômeno é "uma ilusão perceptiva na qual os indivíduos experimentam que seu centro de consciência, ou seu 'eu', está situado fora de seus corpos físicos, e que olham para seus corpos do ponto de vista de outra pessoa". "Esta ilusão demonstra que o sentido de 'ser' localizado dentro do corpo físico pode estar determinado plenamente por processos perceptivos, isto é pela perspectiva visual junto com o estímulo multi-sensorial do corpo", acrescentou. Nas experiências, Ehrsson e seus colegas do Centro Wellcome Trust de Neuroimaen, no Instituto de Neurologia de Londres, usaram câmeras de vídeo e óculos de realidade virtual. Doze voluntários assistiram a imagens de seus próprios corpos, da perspectiva de alguém sentado atrás deles e com uma visão estereoscópica. Um cientista se manteve parado ao lado do participante e dentro de seu campo visual, e utilizou duas varinhas de plástico para tocar simultaneamente o peito real da pessoa e o peito do "corpo ilusório". A segunda varinha era movimentada para o lugar onde a ilusão ficaria, fora da visão das câmeras. O esquema criou, pela primeira vez em laboratório, a ilusão de que os voluntários podiam sentir seus corpos virtuais. "Após dois minutos de estímulo, pedimos aos participantes que completassem um questionário no qual tinham que afirmar ou negar 10 possíveis efeitos perceptivos", explicou Ehrsson. Os voluntários não só perceberam que viam a si mesmos de fora de seus corpos, mas também sentiram que seu corpo real era tocado. Ehrsson e sua equipe destacaram a importância dos estudos, que tentam explicar a natureza das experiências extracorporais, até agora sem uma explicação científica. "Não existia antes uma forma de induzir uma experiência extracorporal em pessoas saudáveis, a não ser nos relatórios sem fundamentos da literatura esotérica. É uma descoberta apaixonante e com repercussões em várias disciplinas, da neurociência à teologia", concluiu.

NAVEGANDO POR MAIS TEMPO

Internautas brasileiros batem novo recorde:
Pesquisa realizada pela Nielsen/NetRatings mostra que o Brasil continua sendo o país com o maior tempo médio de navegação residencial por internauta. Entre os dez países monitorados, o Brasil aparece com a marca de 23h30 por mês de uso no mês de julho, 5% acima do registrado em junho. Completam a lista dos cinco países com maior tempo por pessoa no domicílio os EUA com 19h25; Japão 18h41; Alemanha com 18h07 e Austrália (17h51). Em relação ao mês passado (Julho de 2007), o número de usuários domiciliares no Brasil aumentou 2,6%, chegando a 18,5 milhões de pessoas. Em julho, a participação das mulheres chegou a 48,5% do total de internautas residenciais ativos, o que ajuda a explicar o crescimento de categorias como "Casa e Moda" e "Família e Estilo de Vida" em número de usuários, além dos sites relacionados à "Educação e Carreira", que ganham em tempo médio de visita."Estes conteúdos crescem muito porque têm entre as mulheres seu principal-alvo", afirma Alexandre Magalhães, gerente de análise de mercado do Ibope/Inteligência.
Fonte: O Globo

RADIAÇÕES PODEM CAUSAR CÂNCER

Estão por todo o lado: telemóveis, rádio, televisão, postes de alta tensão, radares, electrodomésticos, internet sem fios... E as crianças são mais vulneráveis. Mas, para que o pior aconteça, tem de haver uma exposição muito elevada. Governo quer proteger populações:
O relatório do grupo de trabalho nomeado pelo Governo para avaliar a exposição da população aos campos electromagnéticos revela que existem riscos para a saúde. O documento, divulgado pelo Correio da Manhã, alerta para a radiação emitida por antenas de telemóveis, rádio e televisão, linhas de distribuição de electricidade, assim como radares de aeroporto. A DGS diz que o objectivo é alterar e criar leis que protejam a população. Os malefícios dependem da intensidade e do tempo de exposição, mas, ainda assim, existe risco de leucemia e tumores. Os técnicos da DGS dizem mesmo que «é considerado como possível que uma intensa exposição aos campos electromagnéticos nas habitações possa aumentar ligeiramente os riscos de leucemia infantil e que esta exposição nos locais de trabalho possa aumentar ligeiramente os riscos de leucemia e tumores cerebrais em adultos». O estudo feito pela Direcção-geral de Saúde mostra que a absorção de radiações faz-se com mais facilidade em cabeças mais pequenas e em caixas cranianas mais finas. Ainda assim, os especialistas, segundo o Correio da Manhã, sublinham que estes efeitos apenas se reflectem com radiações «de uma intensidade suficientemente elevada para produzir efeitos térmicos». Lembram, no entanto, que «as radiações são omnipresentes. Não existe risco zero». Para além de todos os objectos já referidos, basta pensar também nos pequenos electrodomésticos, na internet sem fios, nos sistemas de protecção nos estabelecimentos comerciais e de detecção nos aeroportos e nos radares na estrada. A exposição a radiações, sublinham os especialistas, pode igualmente conduzir à libertação de cálcio no sistema nervoso, provocando perturbação das emoções, da memória e do sono. Este é aliás, um campo, que deve merecer prioridade nas investigações. Em declarações à TSF, o subdirector-geral de Saúde indicou que este relatório foi feito para actualizar os «níveis possíveis» de radiações «sem que haja impacto para a saúde» para que estes fossem aplicados na lei. José Robalo confirmou ainda que a exposição «descontrolada» a campos electromagnéticos nas habitações pode ser prejudicial. «Havendo um acompanhamento e um rigor na avaliação desse risco o problema não se põe», acrescentou. O objectivo, esclareceu à RTP-N, é alterar e criar leis que garantam que os produtos que emitem radiações não sejam prejudiciais à população.

O MAL QUE AS NOVELAS FAZEM

O MAL QUE AS NOVELAS FAZEM
Por: Felipe Aquino

Tudo é apresentado de maneira inteligente e com requintada técnica: Certa vez, um amigo chamado Franz Victor, psicólogo já falecido, disse-me que "as novelas fazem uma pregação sistemática de antivalores". Embora isso já faça bastante tempo, eu nunca esqueci esta frase. Meu amigo me disse uma grande verdade. Enquanto a evangelização procura incutir nas pessoas uma vida de acordo com os valores do Evangelho, a maioria das novelas estraga as pessoas, incutindo-lhes antivalores cristãos. As novelas, em sua maioria, exploram as paixões humanas, muito bem espelhadas nos chamados pecados capitais: soberba, ganância, luxúria, gula, ira, inveja e preguiça; e faz delas objeto dos seus enredos, estimulando o erro e o pecado, mas de maneira requintada. Na maioria delas vemos a exacerbação do sexo; explora-se descaradamente este ponto, desvirtuando o seu sentido e o seu uso. Em muitas cenas, podem ser vistos casais não casados vivendo a vida sexual, muitas vezes, de maneira explícita, acintosa e provocante. E isso no horário em que as crianças e os jovens estão na sala. Aquilo que um casal casado tem direito de viver na sua intimidade, é colocado a público de maneira despudorada, ferindo os bons costumes e os mandamentos de Deus. Mas tudo isso é apresentado de uma maneira "inteligente", com uma requintada técnica de imagens, som, música, e um forte aparato de belas mulheres e rapazes que prendem a atenção dos telespectadores e os transforma em verdadeiros viciados. Em muitas famílias já não se faz nada na hora da novela, nem mesmo se dá atenção aos que chegam, aos filhos ou aos pais. Assim, os valores cristãos vão sendo derrubados um a um: a humildade, o desprendimento, a pureza, a continência, a mansidão, a bondade, o perdão, entre outros; eles vão sendo jogados por terra, mas de maneira homeopática; de forma que, aos poucos, lentamente, para não chocar, os valores morais vão sendo suprimidos. Faz-se apologia do sexo a qualquer instante e sem compromisso familiar ou conjugal; aprova-se e estimula-se o homossexualismo como se fosse algo natural e legítimo, quando o Catecismo da Igreja Católica (CIC) chama a prática homossexual de "depravação grave" (CIC §2357). O roteiro e enredo dos dramas das novelas são cuidadosamente escolhidos de modo a enfocar os assuntos mais ligados às pessoas e às famílias, mas, infelizmente, a solução dos problemas é apresentada de maneira nada cristã. O adultério é muitas vezes incentivado de maneira sofisticada e disfarçada, buscando-se quase sempre "justificar" um triângulo amoroso ou uma traição. O telespectador é quase sempre envolvido por uma trama em que um terceiro surge na vida de um homem ou de uma mulher, casados, que já estão em conflito com seus cônjuges. A cena é formada de modo a que o telespectador seja levado a até desejar que o adultério se consuma por causa da "maldade" do cônjuge traído. E assim, a novela vai envolvendo e "fazendo a cabeça" até mesmo dos cristãos. A conseqüência disso é que elas passaram a ser a grande formadora dos valores e da mentalidade da maioria das pessoas, de modo que os comportamentos - antes considerados absurdos -, agora já não o são, porque as novelas tornaram o pecado "palatável". O erro vai se transformando em algo comum e perdendo a sua conotação de pecado. Por outro lado, percebe-se que a novela tira o povo da realidade de sua vida difícil fazendo-o sonhar diante da telinha. Nela, ele é levado a realizar o sonho que na vida real jamais terá condições de realizar: grandes viagens aéreas para lugares paradisíacos, casas superluxuosas com todo requinte de comidas, bebidas, carros, jóias, vestidos, luxo de toda sorte; fazendas belíssimas onde mulheres e rapazes belíssimos têm disputas entre si. E esses modelos de vida - recheados de falsos valores - são incutidos na cabeça das pessoas. A conseqüência trágica disso é que a imoralidade prevalece na sociedade; a família é destruída pelos divórcios, traições e adultérios; muitos filhos são abandonados pelos pais, carregando uma carência que pode desembocar na tristeza, depressão, bebida e até em coisas piores. A banalização do sexo vai produzindo uma geração de mães e pais solteiros, que mal assumem os filhos... É a destruição da família. Por tudo isso, o melhor que se pode fazer é proibir os filhos de acompanharem essas novelas. Contudo, os pais precisam ser inteligentes e saber substituí-las por outras atividades atraentes. Não basta suprimir a novela; é preciso colocar algo melhor em seu lugar. Esta é uma missão urgente dos pais.

*Felipe Aquino:
Prof. Felipe Aquino, casado, doutor em Física pela UNESP. Foi membro da Comissão Nacional da Renovação Carismática Católica (RCC). Participa de encontros no país e no exterior, já escreveu 45 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias".

INFLUENCIADO PELO iPhone

Homem se submete a cirurgia para usar iPhone

Por: Rodrigo Martin de Macedo

O americano Thomas Martel tomou uma atitude drástica para usar melhor seu iPhone e seus outros aparelhos tecnológicos: passou por uma cirurgia para reduzir a espessura dos dedos polegares. Com 28 anos, Martel reclamava da dificuldade de usar os cada vez menores dispositivos tecnológicos. "Do meu velho Treo, para meu Blackberry, para este novo iPhone, eu tinha dificuldades em apertar os botões certos", declarou ao jornal North Denver News , justificando sua escolha. Martel passou por uma cirurgia de raspagem da ponta dos ossos dos polegares, além de uma minuciosa alteração muscular e nas unhas. O resultado foram dedos menores, que não teriam afetado em sua força ou mobilidade. Mesmo pagando um alto preço em uma cirurgia plástica, o americano do Colorado acha que será compensado no tempo que poupará sendo capaz de utilizar os portáteis de maneira muito mais eficiente, o que deve cobrir os gastos em dez ou quinze anos. O médico Robert Fox Spars foi o responsável pela cirurgia, e acredita que a cirurgia plástica está ganhando mais uma aplicação: ajudar pessoas que querem se tornar ainda mais eficientes. Apesar dos novos polegares de Martel agora parecerem pequenos e afeminados em comparação às suas mãos grandes, ele assegura que ainda é capaz de levantar "quase tudo que levantava antes da cirurgia - muito embora abrir recipientes de molho de espaguete tenha se tornado um problema". Aproveitando o ensejo, o site Gizmodo apresentou uma foto-paródia do indivíduo em questão, alterando uma imagem não ligada ao fato, no link www.tinyurl.com/2t5ag8

CLASSIFICAÇÃO DE PROGRAMAS DE TV

MJ publica portaria para classificação de programas de TV:
Brasília (MJ) - O Diário Oficial da União desta segunda-feira (12/02/2007) traz a publicação da Portaria 264, que dispõe sobre a nova regulamentação para a classificação indicativa de programas de televisão. Os critérios adotados seguem os padrões já aplicados nos Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e Suécia.A nova portaria incorpora a experiência acumulada nos dezessete anos de vigência da classificação indicativa para a televisão – conforme estabelecido pela portaria 773, de 1990, substituída em 2000 pela portaria 796 –, além das contribuições de diversos setores da sociedade civil, incluindo artistas, autores de conteúdo e emissoras.A classificação indicativa para programas de televisão existe para informar aos pais a respeito do conteúdo de obras audiovisuais produzidas pela televisão aberta. O Ministério da Justiça entende que cabe aos responsáveis legais a decisão sobre o que os filhos devem assistir. A classificação de programas de televisão atende a determinação da Constituição (Art. 21, XVI) e da Lei 10.359/2001 (Art. 3º).A portaria traz importantes avanços no sistema de classificação indicativa de programas de televisão, como a não classificação de programas jornalísticos ou noticiosos e a possibilidade de que, em regra, a idade recomendada para os programas de televisão seja indicada pelas próprias emissoras (autoclassificação).A Portaria entrará em vigor 90 dias após sua publicação. O Ministério da Justiça continua aberto a contribuições para o aperfeiçoamento da classificação indicativa e do sistema de garantias dos direitos da criança e do adolescente.O Ministério da Justiça esclarece ainda que a vinculação entre idade recomendada e horário de exibição existe por determinação expressa do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90, Art. 254). Entretanto, em atenção ao início do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 2.398, que questiona esta vinculação, o Ministério da Justiça optou manter a vinculação nos termos da portaria 796/2000, reconhecendo a competência do Supremo Tribunal Federal de decidir sobre sua constitucionalidade. Fonte: http://www.midiativa.org.br/

INTERNET PERIGOSA

Google afirma que 10% da web é perigosa:
Uma nova pesquisa realizada pela Google apontou que um em cada dez sites possui referências a malware, programas maliciosos que executam processos e operações que podem causar mau funcionamento no computador e, em alguns casos, roubar dados confidenciais ou permitir controle remoto por um hacker.De acordo com o site Webware, a pesquisa foi apresentada na conferência HotBots 2007, realizada em abril, e feita com base na análise de 4,5 milhões de URLs.Das 450 mil páginas com malware, foram identificados quatro métodos distintos de infecção. Um deles compromete a segurança de um servidor web, enquanto os outros envolvem interação comum do usuário, como baixar conteúdo, clicar em publicidade online e instalar widgets.A primeira categoria, que utiliza servidores web, se baseia apenas no acesso do usuário. Um código JavaScript inserido em um endereço vulnerável pode executar códigos maliciosos no computador do usuário. Vulnerabilidades em programas também podem ser utilizadas para que conteúdo baixado da internet, referenciado na segunda categoria, carregue códigos perigosos.O estudo mostra que a crescente ameaça de aplicações web maliciosas foi auxiliada pelo papel que a internet tem tomado no cotidiano das pessoas e pela imensa facilidade que existe hoje para criar um site, conforme noticiou o site USA Today.Graham Cluley, consultor sênior de tecnologia da Sophos, disse que a Google está enfatizando uma tendência cada vez pior e um problema considerável para os internautas.Os autores da pesquisa não apontam uma solução, mas concluem que o código usado para criar novas vítimas muda rapidamente, fazendo com que pesquisas para identificar o estilo dos ataques sejam difíceis de serem completadas. O PDF com o estudo completo, em inglês, possui nove páginas e pode ser baixado pelo atalho www.snurl.com/1ksyf

INTERNET E INSÔNIA

Jovens com acesso à Web passam madrugadas em claro e dormem mal:
Uma pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) descobriu que a maior parte dos jovens do país usa computadores à noite e que esse hábito está causando problemas de sono e no rendimento escolar, informou a Agência Fapesp. A pesquisa, que entrevistou 160 adolescentes entre 15 e 18 anos, concluiu que 65 por cento dos jovens usam computador à noite e desse total, cerca de 76 por cento utilizam o PC entre 18h e 6h. Enquanto isso, 90,4 por cento utilizam nos fins de semana das 17h às 3 horas da madrugada. "O trabalho mostrou que os adolescentes estão de fato abusando do uso do computador à noite. Os usuários apresentam elementos de distúrbios do sono e têm mais dificuldade para adormecer e para acompanhar as tarefas escolares no dia seguinte", disse Rubens Reimão orientador do mestrado de Gema Mesquita. Ela publicou os resultados no artigo "Uso noturno de computador por adolescentes: seu efeito na qualidade de sono", que foi incluído na edição de junho da revista Arquivos de Neuro-Psiquiatria, informou a agência. "Os pais, de modo geral, acharam positiva a popularização da Internet, porque ela contribui para manter o adolescente em casa, longe das drogas. Mas a pesquisa mostra que o abuso também pode ser prejudicial", afirmou o pesquisador. Usando o Indicador de Qualidade de Sono Pittsburgh (IQSP), o estudo, feito com 55 meninos e 105 meninas de dois colégios da cidade mineira de Alfenas, conclui que 72,6 por cento dos usuários noturnos de computador dormem mal. Enquanto isso, do grupo que não usa o PC à noite, 50 por cento têm má qualidade de sono. A média geral do IQSP foi de 5 para estudantes que não usam computadores à noite e 6,2 entre os usuários, de acordo com a pesquisa. Uma marca de até cinco pontos é considerada normal. "Mesmo entre os adolescentes que não usam computador à noite, a qualidade de sono já é ruim", disse o cientista. Entre os internautas noturnos, 43,3 por cento têm dificuldade ou indisposição para acompanhar tarefas diurnas, contra 23,2 por cento dos não-usuários. "A literatura mostra que a insônia é o mais comum entre os distúrbios do sono. Esses adolescentes demoram para pegar no sono e têm padrões de sono degradados, que vão de duas horas a seis horas por noite", disse o professor. A pesquisa incluiu também dados sobre a avaliação escolar dos alunos, que não foram incluídos no artigo. "Os dados apresentados na dissertação indicam que os adolescentes que abusam da Internet à noite têm notas piores e faltam mais", afirmou o professor da Unicamp à agência Fapesp. A idéia da pesquisadora Gema Mesquita agora é avaliar em sua tese de doutorado o impacto do uso noturno do PC entre o público de 18 a 25 anos de idade. (Por Alberto Alerigi Jr.)

DEPENDÊNCIA MIDIÁTICA

NEUROSE MIDIÁTICA
A revolução da informática provoca o surgimento de uma nova doença. Você vai saber quais são os sintomas desse mal que atinge gente que não consegue se desconectar nunca.Responda rápido: você está gastando mais tempo à cata de informações do que gastava antes? Você fica mal-humorado quando fica sem o jornal ou a internet? Você fica permanentemente ligado aos sites de informação on-line, mesmo que isso prejudique sua vida pessoal ou profissional? Você fica deprimido depois de dois dias sem acesso a informações?Se você respondeu "sim" a todas as perguntas, atenção: você pode estar doente. E a doença se chama "neurose midiática"."Uma semana sem o uso de computador me deu uma angústia, um aperto no peito, aquela sensação de não estar respirando bem", conta o empresário Mario Barreto.A neurose midiática foi identificada pelo psiquiatra francês Michel Lejoyeux. Ele diz que a informação pode ser consumida como se fosse uma droga – e pode até causar overdose."O hipocondríaco da mídia tem medo que o mundo vá mal. Ele olha a atualidade, a economia, e diz que o sistema político não está bem. É uma hipocondria por procuração. Não é um medo por ele mesmo, mas o medo pelo mundo", explica Lejoyeux.Basta meia hora num dos aeroportos mais movimentados do Brasil para constatar que o problema realmente existe."Se a pessoa é compulsiva, o grande desafio que ela tem, em primeiro lugar, é reconhecer isso", diz a psicóloga Ana Maria Rossi.Mário Barreto é um dependente assumido. "Viciado é viciado. Eu sou notívago, e só quando o sono não dá mais eu coloco o laptop na mesa de cabeceira e deixo pronto para a manhã seguinte", conta.O dia seguinte nem bem começa e o computador já está lá: na cama, no banheiro, no café da manhã, durante a entrevista. E a família, Mário? "Minha mulher é farinha do mesmo saco", revela."Já resolvemos problemas internos da casa por e-mail várias vezes. Mesmo trabalhando no mesmo lugar ou estando na mesma casa, trocamos e-mail em vez de conversar", conta a empresária Karina Barreto.A produtora de cinema Daniela Arantes sempre sentiu orgulho de ser uma pessoa bem informada. "Em algum momento da minha vida eu desenvolvi uma compulsão pela informação", diz ela.Daniela passava os olhos em todos os jornais e revistas diariamente. Comprava dezenas de livros, mas nunca lia. Pela internet e pelo telefone, queria as últimas informações."O hipocondríaco midiático fala mais dos problemas do mundo, ele não fala das suas próprias emoções. Esconde seus medos e vive os medos coletivos", diz Lejoyeux."Em determinada hora eu tive uma estafa. Acabei tendo que me desligar de tudo e tirei umas férias do trabalho. Era tanta coisa que eu não conseguia descansar em casa, sonhava com o problema", conta Daniela.Mas e quando a informação é "o" instrumento de trabalho da pessoa?"Cada ano que passa você tem mais meios de se manter informado e vai se atualizando. Isso realmente é viciante", comenta o técnico em computação gráfica Luiz Maggessi."Se você somar, o executivo gasta cerca de sete horas por dia com internet, e-mail, navegação na web, reuniões, celulares e telefones fixos", calcula o professor de administração Luiz Antônio Jóia, da Fundação Getúlio Vargas (FGV).O empresário Eduardo Ramos deu um jeito nisso, mesmo sendo dono de uma escola de informática e adorando informação. "Eu não checo meu e-mail de hora em hora. Tenho determinados horários no dia para fazer isso, senão, acabo escravo e me distraindo o tempo todo"."A pessoa precisa gerar opções, falando com outras pessoas, usando sua criatividade ou eventualmente buscando ajuda psicológica profissional", aconselha a psicóloga Ana Maria Rossi."Eu não preciso da tecnologia, por exemplo, para brincar com meu filho, que é o que eu adoro fazer. Graças a Deus, tenho conseguido", diz Eduardo Ramos."A palavra-chave é entender que o tempo é um bem muito precioso. Às vezes, os jovens não têm muita noção disso. À medida que vamos avançando em anos, começamos a perceber o valor que o tempo tem", constata Luiz Antônio Jóia.
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Será que você também é um neurótico por notícias? Responda ao teste e descubra o resultado.Responda apenas com um SIM ou NÃO a estas perguntas : 1) Você gasta mais tempo hoje em dia em busca de informaçôes do que antes?2) Você fica mais tempo se informando do que seus conhecidos?3) Você se sente deprimido quando fica sem informações por mais de dois dias?4) Você fica agitado ou irritado quando não pode informar-se por mais de dois dias? 5) Você fica mal humorado sem o seu jornal ou a Internet?6) Você demora tempo demais nos sites de informação on-line?7) Você passa tempo demais vendo o noticiário pela televisão?8) Você não se cansa de ouvir/ver as mesmas notícias várias vezes ao dia?9) Você continua permanentemente ligado aos sites de informação on-line mesmo prejudicando sua vida pessoal ou seu trabalho?10) Já tentou gastar menos tempo com informação?11) Deixa de ver os amigos para não perder o noticiário da televisão?12) Desiste de sair ou divertir-se para não perder o noticiário?13) Pelo menos uma vez ao dia, você não consegue resistir à vontade de ligar o rádio ou entrar na Internet para ficar por dentro das últimas notícias?14) Já lhe aconteceu acordar no meio da noite para se atualizar sobre as últimas notícias?Pontuação : Um resultado superior ou igual a 5 revela dependência quanto à informação. Se seu jornal não chega na hora ou se a televisão pára de funcionar, você fica roendo as unhas.As pessoas que apresentam um resultado superior a 10 são realmente fissuradas em informação.Receber notícias é, para eles, uma droga da qual não conseguem livrar-se. Não agüentam mais de duas horas sem uma olhadela no noticiário.
(De « Les angoissés de l’information », dossier realizado pelo Dr. Philippe Massol e publicado em Panorama du médecin no dia 30 de janeiro de 2006 (no.5003). Traduzido por Maria Cecília S. d’Egmont para a Rede Globo de TV em 10 de junho de 2006 ).

VIDEOGAME VICIA ATÉ ADULTOS

Casal não alimenta filhos para jogar videogame:
O casal Michael Straw, de 25 anos, e Iana Straw, de 23, declararam-se culpados por descuidar de dois seus filhos. Em vez de alimentá-los, eles decidiram passar o tempo jogando videogames na internet. As crianças, um menino de 1 ano e 10 meses e uma menina de 11 meses, estavam subnutridos e à beira da morte no mês passado, quando foram levados a um hospital por assistentes sociais. As duas crianças passam bem e têm ganhado peso, informou a promotora Kelli Ann Viloria. Segundo ela, o casal ficava tão envolvido com jogos online - principalmente os da série "Dungeons & Dragons" - que não cuidavam das crianças. A polícia informou que os funcionários do hospital tiveram de raspar a cabeça da menina porque ela estava coberta por urina de gato. Pesando 4,5 quilos, a menina também tinha uma infecção na boca, pele seca e desidratação severa. Seu irmão teve de ser tratado de uma infecção genital e a falta de desenvolvimento muscular resultou em dificuldades para andar. Michael Straw trabalhava como caixa, mas está desempregado. Sua mulher tem um emprego temporário num depósito, segundo os registros da corte. Ele recebeu uma herança de US$ 50 mil, que gastou em equipamentos de informática e uma grande televisão de plasma, afirmaram as autoridades. Crianças maltratadas por pais viciados em drogas é comum, mas casos nos quais os pais são viciados em videogame são raros, lembrou Viloria.

CIBERCONDRIA

INTERNET ESTIMULA A HIPOCONDRIA VIRTUAL?
Alguns especialistas acreditam que a Internet pode estimular a hipocondria nas pessoas predispostas, e a crescente proliferação de mensagens de saúde "on-line" pode estender o medo irracional à doença. Para identificar este problema emergente foi criado o termo "cibercondria", o temor de adoecer derivado da consulta a páginas eletrônicas dedicadas à medicina. Um relatório do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos assinala que nos últimos dez anos os médicos deixaram de ser a principal fonte de informação sanitária das pessoas, e seu lugar foi ocupado pela Internet, enquanto outras estatísticas indicam que um de cada quatro cidadãos da União Européia realiza no mudo virtual as pesquisas para satisfazer suas dúvidas sobre saúde. Estes dados, que em um primeiro momento podem ser interpretados como um avanço na conscientização em matéria de saúde graças às novas tecnologias, são vistos com preocupação por alguns especialistas, que temem que o medo das doenças, uma sensação inerente ao ser humano, aumente pelo excesso de informação. Segundo o professor Francisco Alonso-Fernández, presidente da Sociedade Européia de Psiquiatria Social, o acesso em massa à Internet permite que haja pacientes mais bem informados, mas se essa informação não é rigorosa nem está respaldada por organismos científicos competentes, os resultados podem ser muito negativos. Segundo outros especialistas, são cada vez mais freqüentes as consultas médicas nas quais o paciente solicita determinados tratamentos ou testes a partir de informação errônea colhida na internet. A situação é pior que o paciente se automedica ou procura tratamentos por sua própria conta, baseando-se na informação da internet e sem consular um especialista. A melhor literatura biomédica está disponível na internet, e a cada ano são acrescentadas 500 mil novas referências na "MedLine", a principal base de dados médicos do mundo ocidental e fonte de um enorme volume de informação séria que serve para sociedades científicas e editoriais médicas, além de instituições sanitárias públicas e meios de comunicação. Mas essa informação séria convive com conteúdos que respondem a interesses e propósitos diversos, com uma abundante mistura de verdades, meias-verdades e mentiras, e com um excesso de recomendações, tanto acertadas como errôneas e freqüentemente contraditórias, o que pode se transformar em uma verdadeira ameaça para sua saúde, caso sejam aplicadas. A informação médica da internet pode ajudar a tomar decisões sobre a própria saúde, quando é confiável, mas seu volume e variedade são tão descomunais que podem produzir desconcerto, ansiedade, preocupação e até mesmo medo por sua própria saúde.
DOENTES IMAGINÁRIOS DIANTE DO MONITOR:
Além de acentuar a preocupação pela própria saúde nas pessoas predispostas à hipocondria ou diretamente piorar o estado dos hipocondríacos declarados, alguns especialistas acreditam que a medicina na internet pode estar originando uma legião de afetados pela "cibercondria", ou medo de adoecer devido à consulta de páginas virtuais de saúde. Segundo a psicóloga clínica Isabel S. Larraburu, "as conseqüências do superávit informativo da internet já podem ser notadas. Por uma parte, é possível observar a tendência ao descrédito da profissão médica em alguns pacientes 'que já sabem o que têm' ou 'o que têm que tomar', o que favorece a automedicação e o ajuste temerário das doses. Por outro lado, "algumas pessoas, por sua tendência emotiva à ansiedade, ao se informarem sobre o medicamento que lhe prescreveram, podem perceber seletivamente a informação, fixando-se em seus aspectos mais ameaçadores e aumentando seu temor", assinala a especialista. Para muitos médicos, é positivo que as pessoas queiram saber mais sobre as doenças que sofrem, e podem tirar proveito dessa informação, por exemplo, ao averiguar como podem se alimentar melhor. Além disso, cada vez mais pacientes vão à consulta médica mais informados sobre suas doenças e desejam conhecer os tratamentos mais avançados. Por outro lado, a cibercondria leva, entre outras coisas, a pessoa que está ansiosa a saber mais sobre suas doenças reais ou imaginárias e procura por seus sintomas na rede, o que muitas vezes leva ao autodiagnóstico e a automedicação com base na informação, nem sempre verdadeira, obtida no mundo virtual.

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