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Artigo: Televisão e Educação

O ADVENTO DA TELEVISÃO E A EDUCAÇÃO

*Jorge Schemes

Depois do gigantesco passo dado pelos irmãos Lumière e do impacto do cinema na vida de milhões de pessoas, a televisão foi outra “revolução visual” que marcou as nações de todo o planeta, e trouxe profundas transformações no pensamento, cultura, costumes e valores, principalmente das sociedades mais desenvolvidas, afetando direta ou indiretamente a educação. O advento da televisão, bem como a sua rápida popularização, tornando-se o principal meio de comunicação de massa e formação de opinião, conquistou lares e corações e causou um segundo impacto na maneira de “ver” o mundo. “A TV pode ser considerada como uma invenção relativamente recente. Em 1926, o escocês John Logie Baird (1888-1946) fez a primeira demonstração pública da televisão. Três anos antes, porém, o engenheiro russo-americano Vladimir Zworykin (1889-1982) inventara o tubo eletrônico de câmera (iconoscópio), que é a base dos aparelhos de televisão usados até hoje”.

A TV começou com o formato de um grande tubo, cheio de válvulas e no máximo em duas cores, preto e branco. Adquiriu popularidade nas décadas de 40 e 50, quando ela começou a ser aperfeiçoada. Não demorou muito para que ela se tornasse o objeto dos sonhos de consumo dentro das sociedades capitalistas, contrariando as previsões mais pessimistas, como a do Cineasta Americano Darryl F. Zanuck (1902-1979), o qual disse que a televisão não poderia se manter muito tempo no mercado. Pois as pessoas logo se cansariam de passar à tarde olhando um “caixote”. Assim, vencendo a expectativa de Zanuck, inicialmente a TV foi implantada nos países mais ricos como os Estados Unidos, Inglaterra e França, para depois chegar aos países em desenvolvimento como o Brasil, que desde a década de 50, com o surgimento da TV Tupi, começou a industrializar televisores num ritmo sempre crescente. Como era de se esperar, a TV também conquistou o coração e os lares do povo brasileiro, segundo estatísticas, “Existem hoje mais de 800 milhões de aparelhos de televisão num mundo de quase 6 bilhões de habitantes. Mais de 90% dos lares europeus e norte-americanos têm um receptor. No Brasil, cerca de 75% das casas possuem televisor”.

Não é por acaso que, pelo menos uma parcela do povo brasileiro, prefere tomar água morna (falando de maneira irônica) do que deixar de ver TV. Isso porque o nosso país tem mais televisão do que geladeira, apesar do clima tropical. São mais de 33 milhões de aparelhos de TV. Segundo pesquisa por amostra de domicílios, realizada em 1996 em todo território nacional, e divulgada em novembro de 1997, “o número de domicílios com aparelho de TV era de 84,3%. E com geladeiras, 78,2%”. Nos dados mais recentes a TV ainda lidera a preferência nacional.

A televisão passou a ser mais importante do que qualquer outro eletrodoméstico. Nunca ouvimos falar que outro aparelho merecesse e tivesse sua salinha exclusiva com cadeiras cativas. As tevês dão tantas alegrias, provocam tantas emoções, “ensinam” tanta coisa às pessoas que não podem simplesmente ser chamada de aparelhos. Às vezes fazem mais companhia do que um ser humano, outras, chega a se tornar fetiches. No Brasil não é incomum barraco de favelas (onde muitas vezes se passa fome) possuírem antenas parabólicas para uma melhor recepção de TV.

Se em nosso país há mais televisores dentro de casa do que geladeiras, nos Estados Unidos da América o número de lares que possuem um aparelho de televisão é maior do que o de casas com água encanada. E na maioria deles, o televisor fica ligado cerca de sete horas por dia. E o que é pior, um em cada oito adultos confessa ser viciado em televisão, segundo relatório do periódico americano New Yorker. No Brasil a dependência da TV não parece muito diferente da realidade americana. Como será analisada noutro capítulo, segundo estudos divulgados pela UNESCO, a média brasileira está entre as maiores do mundo, quatro horas por dia na frente da telinha.

O surgimento das antenas parabólicas e, sua aplicação doméstica nos Estados Unidos na década de 70, proporcionando a seus usuários o privilégio de acompanhar o que vai pelo mundo das imagens no mesmo instante em que entram no ar, provocou uma verdadeira revolução nas comunicações. A febre contagiou todo mundo. O fato de essas antenas permitirem captar emissões de TV do mundo inteiro, abriu espaço a mudanças culturais capazes de influir profundamente no perfil das sociedades do futuro. Quando um aparelho de TV está ligado a uma antena parabólica e ela está voltada para a órbita de determinado satélite, é como se uma verdadeira avenida se abrisse para as ondas eletromagnéticas. Elas partem da estação rumo ao espaço, atingindo o satélite que as reflete para a terra, onde são colhidas pelo prato da antena parabólica. Essa trajetória está livre de interferências, e o resultado obtido é mais nitidez na imagem e no som. Tal vantagem nem sempre é o principal motivo que leva alguém a adquirir uma parabólica. A televisão a cabo, que surgiu por volta de 1948 nos Estados Unidos e no Brasil em 1976, é outro sistema de transmissão de TV que trafega pelos fios, como um telefonema, por isso propicia muito mais qualidade de imagem, pois o sinal segue diretamente do estúdio ao aparelho de TV, sem intermediações de qualquer espécie. Se for assim, parece que a razão pela quais muitos preferem instalar a parabólica em casa está mais relacionada com a cultura do que com a técnica.

Na visão de Alvin Toffler, autor de “A Terceira Onda”, o homem do final do século XX está criando o que ele denominou de infosfera, isto é, independente de fronteiras, nacionalidades ou correntes políticas, um número crescente de habitantes do planeta Terra está se aproximando via informação. Por exemplo, saber o que está acontecendo a todo o momento ao redor do mundo, já passou a fazer parte do nosso cotidiano, porém devemos questionar quais são as implicações na educação de crianças e jovens, e o que a escola e outras instituições podem fazer diante desta realidade.

Certamente que a televisão e os meios de comunicação eletrônica já estão influenciando e influenciarão mais ainda a educação e o processo de ensino e aprendizagem. Por essa razão, é imperativo que os pais, a escola e seus professores, e outras instituições educativas estejam conscientes da necessidade urgente de educar para a mídia, ensinando seus filhos e alunos a desenvolverem uma visão cada vez mais crítica dos conteúdos veiculados na tela da TV.

BIBLIOGRAFIA:

ENCICLOPÉDIA ILUSTRADA DO ESTUDANTE. 1997, p.567.

SUPERINTERESSANTE. Janeiro de 1993, p.70.

VEJA, 19 de novembro de 1997, p.31.

*Jorge Schemes

Bacharel em Teologia Línguas Bíblicas-SALT/IAE – São Paulo - SP

Pedagogia: Habilitação em Administração Escolar e Licenciatura para as Séries Iniciais – ACE – Joinville – SC.

Ciências da Religião – Licenciatura Plena em Ensino Religioso – FURB – Blumenau – SC.

Pós-Graduação em Interdisciplinaridade – IBPEX/UNIVILLE.

Pós-Graduação em Psicopeagogia Clínica e Institucional - IBPEX/FACINTER.

Menino Morre Após Imitar Vôo de Super-Herói

Menino morre supostamente após imitar vôo de personagem de videogame:

Um menino de nove anos pode ter morrido tentando imitar um personagem de games em Nova York, noticiaram a agência Associated Press e a rede Fox News.

Segundo as reportagens, D.M. pode ter remendado uma sacola plástica e a usado como pára-quedas para pular do telhado de um prédio de 13 andares do Brooklyn, no que seria uma tentativa de "voar" como o personagem de um jogo de luta livre.

A morte ocorreu na terça-feira e a sacola de plástico e uma corda foram encontrados ao lado do corpo. Um amigo do garoto disse que ele era fã do jogo de luta livre "WWE SmackDown vs. Raw".

"WWE Smackdown vs Raw 2009" é a versão virtual nos games dos torneios de luta livre da liga "World Wrestling Entertainment" (Foto: Divulgação)

A mãe do menino afirmou que tinha saído para fazer compras. A THQ, empresa que fabrica o jogo, expressou pesar sobre a morte, mas pediu uma investigação profunda antes que qualquer conclusão seja tomada. A World Wrestling Entertainment afirmou que nenhum personagem de seu jogo pula de prédios usando pára-quedas.

Fonte: G1

Artigo para reflexão...

TEMPO, TELEVISÃO E OPORTUNIDADES PERDIDAS

Por: Jorge Schemes*

Do ponto de vista científico da Física, o tempo é algo enigmático, não há uma definição segura para ele. Para os cientistas dessa área do conhecimento, passado, presente e futuro são apenas frações do tempo, que na realidade não existem, quando colocadas dentro do tempo em si, uma vez que ele é eterno e invariável (sempre constante). Os físicos dizem que o tempo não flui: ele simplesmente é. Por isso, o tempo continua sendo um grande desafio à mente humana.

Todavia, para facilitar nossa localização, bem como os acontecimentos de nossa existência dentro desse imenso universo imaterial que é o tempo, usamos medidas, datas e horas, desde o momento do nascimento até a morte, as quais servem para marcar ou delimitar o tempo em frações (unidades de tempo). É justamente esse período, o de nossa existência aqui neste mundo, que dá “sentido e localização geográfica” ao que costumamos chamar de realidade, além de nos permitir estar conscientes das nossas oportunidades.

Mas, nem todos têm consciência do valor e significado do tempo. Para citar um caso extremo, os habitantes das ilhas Trobriand, em Papua Nova Guiné, consideram o tempo como algo sem muita importância. Muito menos diferenciam passado, presente e futuro. Em geral eles não se importam muito com o tempo. Eles nem ligam para horas ou minutos, e muitos nem sabem sua própria idade. Os pais não lembram quando seus filhos nasceram e ninguém se preocupa em saber quanto tempo ainda tem de vida. Ou mesmo se está envelhecendo. ‘Para que dividir o tempo em pedacinhos e ficar se afligindo ao ver os dias passarem, se isso é algo que você não pode evitar?’Perguntam, com inocência os trobriandeses.

Entretanto, para nós cristãos, ter consciência da eternidade e invariabilidade do tempo, é ter consciência de nossa transitoriedade, fragilidade e mortalidade. Contudo essa consciência nos permite também ter uma pálida idéia daquilo que Deus é, da Sua grandeza imutável e eterna, bem como da Sua suprema soberania. Com esse pensamento podemos afirmar que Deus não está preso ao passado, nem ao presente e muito menos ao futuro.

Joel Kauffmann ilustrou numa charge a incoerência e a falta de um significado maior na vida de muitos quando estão diante da TV. Imagine a cena: Certo “cristão”, diante de um aparelho desligado de TV, diz indignado: “A televisão torna a violência atraente, glorifica o sexo, comercializa nossos valores e trivializa a espiritualidade!” Faz uma pausa, “pensa” por um instante...E então, conclui: “Por outro lado, uma vez que a vida está destituída de significado, propósito ou relações, a TV bem pode ser um modo agradável de passar o tempo”.

Infelizmente essa ilustração se repete na vida de muitos professos filhos de Deus, vivem uma vida tão vazia de espiritualidade e serviço cristão, que procuram na comunhão diária com a TV ou Internet, inclusive nas horas santificadas de adoração ao criador, uma válvula de escape para as suas frustrações e derrotas espirituais. Sem, todavia, jamais encontrar o que anelam, pois os meios de comunicação não têm o que mais necessitam. Mas a verdade é que um dos maiores impactos da televisão na vida dos cristãos é o simples fato de que eles passam demasiado tempo diante dela.

A questão é que raramente pensamos na disponibilidade do tempo que nos é reservado enquanto aqui vivemos. A própria expressão “passa-tempo” é usada como se fossemos imortais. Nesse ponto, são pertinentes algumas perguntas: alguma vez você já parou para pensar em quantas horas úteis de vida você tem? Ou, qual o saldo de tempo de vida que você tem pela frente? Se você ainda não fez essa avaliação, está na hora de fazê-la. Contudo, no lugar de concentrar suas energias no tempo perdido, dedique sua atenção nesse saldo em particular, e faça um inventário de como pretende investir e usar o tempo que lhe resta. Vale lembrar, que há duas razões muito fortes para fazê-lo: 1ª) Você pode estar usando mal o tempo que lhe resta para viver; e, 2ª) O estoque de tempo não pode ser renovado. Portanto, trate de aproveitar ao máximo o tempo disponível usando-o para honrar e glorificar o nome do Senhor Jesus em sua vida o mais cedo possível.

Um estudo feito recentemente por um órgão do governo americano mostra o número de anos e o volume de horas que, em média, temos pela frente, dependendo da idade de cada um (o que em determinados casos pode significar uma verdadeira contagem regressiva). Dê uma verificada no quadro abaixo e veja como anda a sua situação ao conferir seu saldo de tempo ainda disponível. Todavia, lembre-se: se o saldo for pouco, não desanime, mas invista-o com qualidade (nunca é tarde demais para iniciar novos projetos de vida); se o saldo for muito, não se anime em demasia, mas tenha prudência e peça a sabedoria do alto para administrá-lo, para que o saldo disponível não seja desperdiçado. Faça a oração do salmista quando disse: “... ensina-nos a contar os nossos dias para que alcancemos coração sábio”.

Idade Atual

Anos Futuros

Horas Disponíveis

20 anos

56,3

493 526

25 anos

51,6

452 326

30 anos

46,9

411 125

35 anos

42,2

369 925

40 anos

37,6

329 601

45 anos

33,0

329 601

50 anos

28,6

250 708

55 anos

24,4

213 890

60 anos

20,5

179 703

65 anos

16,9

148 145

70 anos

13,6

119 218

75 anos

10,7

93 796

É claro que o futuro é incerto, ninguém está livre de uma calamidade, doenças e acidentes. Contudo, vamos supor que você atravesse os anos com uma saúde inabalável e ileso de acidentes. Mesmo assim, é bom lembrar que o número de horas disponíveis nessa estatística não é exatamente este. Digamos que as horas disponíveis estão no resultado bruto, é necessário fazer algumas subtrações para se chegar ao número de horas líquidas, as quais são realmente úteis para o trabalho, crescimento pessoal e comunhão com Deus. Faça você mesmo as contas em porcentagem:

· 30% a menos gastos com o sono. Isso se você dormir uma média de 7 horas e 12 minutos por dia, sem um segundo sequer a mais. Para uma pessoa que tem 35 anos, por exemplo, isso significa 110 997 horas e 30 minutos a menos no saldo de horas.

· 10% a menos gastos com higiene, transporte de casa para o trabalho e outras atividades pessoais. Esses 10% significam algo em torno de 2 horas e 20 minutos por dia. O que somado aos 30% pode equivaler à metade do total de horas indicado na estatística.

A Universidade de Winsconsin (USA), realizou outro estudo estatístico que nos ajuda a fazer uma melhor avaliação da maneira como utilizamos nosso tempo. O estudo revelou que, em uma vida aproximada aos 70 anos, somando-se todos os minutos dedicados para cada atividade, o indivíduo dedicará, em média, um total de:

· 20 anos para o sono e esportes.

· 15 anos para passeios e diversões.

· 05 anos enfeitando-se.

· 03 anos para alimentação.

· 03 anos esperando algo ou alguém.

· 01 ano falando por telefone.

· 05 anos em vestir-se.

· 05 meses calçando os sapatos.

· 02 meses para regular o relógio.

· 04 horas de cada ano para assoar o nariz.

· 01 ano para acender o cigarro.

· 13 anos trabalhando.

· 08 anos vendo televisão ou escutando programas de rádio.

· A pessoa que dedica 30 minutos diariamente à leitura da Bíblia, ao final de seus 70 anos de existência, haverá empregado só um ano lendo a Palavra de Deus.

· Se dedicar 03 horas semanais para ir aos cultos no templo, durante 70 anos, só haverá dedicado um ano e três meses em render adoração ao Senhor.

John Robinson e Geoffrey Gdbey pesquisaram como os americanos gastam seu tempo livre. Segundo eles, os adultos normalmente têm uma média de 39.4 horas livres por semana e usam essas 39.4 horas da seguinte maneira:

· Atividades sociais (visitas, comidas, festas) – 6.7

· Lazer – 2.7

· Recreação e esportes – 2.2

· Eventos culturais – 0.9

· Ouvindo música (rádio e outros) – 0.4

· Atividades de grupo – 1.2

· Educação – 2.2

· Leitura – 2.8

· Comunicação (telefone, e-mail, conversa) – 4.4

· Assistindo televisão – 15.0

Outra estatística divulgada pela revista italiana Focus calculou no que uma pessoa que viveu 70 anos gasta esse tempo (em média). O pessoal da Focus confirmou muitas conclusões da Universidade de Winsconsin e acrescentaram outros. O estudo verificou que, em 70 anos, passamos 23 anos dormindo. Perde-se um ano respondendo formulários e quase o dobro disso em filas. O tempo gasto com refeições é de sete anos, quase o mesmo tempo gasto diante da televisão, que é de quase 6 anos. Eis algumas outras atividades tabuladas:

· Ficar em pé – 30 anos.

· Caminhar – 16 anos.

· Trabalhar – 9 anos.

· Ficar em filas – 500 dias.

· Pentear o cabelo – 108 dias.

· Olhar o relógio – 3 dias.

· Ver Televisão – 5 anos e 303 dias.

O êxito da vida, e de maneira especial da vida cristã, depende em maior ou menor grau da maneira como se programa o tempo. Como cristãos devemos considerar o tempo como um dom sagrado concedido por Deus. Ao descobrir quanto tempo estamos gastando com atividades banais ou indesejáveis, talvez o melhor seja voltar ao Salmo de Moisés e fazer a oração que ele expressou: “Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio”. (Salmo 90:12).

Também será saudável fazer uma auto-avaliação e perguntar: Quanto tempo estou colocando à disposição de Deus? Quanto tempo gasto nas coisas de caráter Eterno? Quanto tempo dedico pensando em minha salvação e na salvação daqueles que me rodeiam? Estou gastando meu tempo da mesma forma que um descrente, dando prioridade àquilo que é terreno e transitório? Se a sua auto-avaliação for negativa, siga os seguintes conselhos do Apóstolo Paulo: “Remindo o tempo, porque os dias são maus”. A Bíblia na Linguagem de Hoje diz: “Aproveitem bem o tempo, porque os dias em que vivemos são maus”. (Efésios 5:16). “Pensem nas coisas lá do alto e não nas que são aqui da terra”. (Colossenses 3:2).

Falando da importância do tempo na vida do cristão, Ellen G. White dá algumas orientações e faz algumas advertências ao comentar a “Parábola dos Talentos”. De suas afirmações desejo destacar alguns pontos que considero essenciais para a nossa reflexão:

· Nosso tempo pertence a Deus.

· De nenhum talento que nos concedeu requererá Ele mais estrita conta do que de nosso tempo.

· Somos advertidos a remir o tempo. Porém, o tempo esbanjado nunca poderá ser recuperado.

· Todo o momento está carregado de consequências eternas.

· A vida é muito curta para ser absorvida em negócios terrenos e temporais, em um remoinho de cuidados e ansiedades pelas coisas terrenas que são apenas um átomo em comparação com as de interesse eterno.

· Do justo emprego do tempo depende nosso êxito no conhecimento e cultura mental.

· A cultura do intelecto não precisa ser tolhida por pobreza, origem humilde ou circunstância desfavorável, contanto que se aproveitem os momentos.

· Se tivesse um livro à mão, e os “retalhos de tempo” fossem empregados estudando, lendo ou meditando, que não poderia ser conseguido?

· Precisamos exercitar a mente em planejar como utilizar o tempo para alcançar os melhores resultados.

· Muitas crianças e jovens dissipam o tempo que poderia ser empregado em ocupações domésticas, o que mostraria interesse amoroso no pai e na mãe.

· Os pais devem ensinar a seus filhos o valor e o bom uso do tempo.

· Muitos foram arruinados, para essa vida e para a vindoura pela ociosidade, más companhias e hábitos viciosos que depravam a mente e a alma.

Para melhor avaliar quanto tempo é “jogado para o espaço” diante da televisão, faça a seguinte pergunta quando estiver assistindo a telinha: O que não estou fazendo agora porque estou vendo televisão? Ao fazer essa pergunta, você descobrirá muitas atividades que gostaria de fazer, mas sempre dá a desculpa de que “nunca tem tempo”. Quando você fizer essa descoberta, verá que há algo de ilusório, na experiência de ver televisão, então será o momento apropriado para desligá-la e passar algumas horas meditando sobre ela, em lugar de Assisti-la.

A televisão não preencheu simples vácuos na vida das pessoas. Ela se intrometeu e tomou o lugar de outras coisas. Onde havia alguma outra coisa ou atividade, agora está a televisão (os mais idosos que o digam). Hoje, é inconcebível uma quebra radical do grande investimento de tempo à televisão. Quando ficamos sabendo de alguém que se livrou de seu aparelho de TV, geralmente tal pessoa é taxada de fanática. Contudo, é necessário perguntar se ver televisão pode estar custando a oportunidade de fazer outras coisas que, com o “correr do tempo”, poderiam fazer de você uma pessoa melhor e mais feliz, ou ainda coisas que Deus poderia querer que você fizesse.

Diante disso, se faz necessário perguntar: e se todos os programas de televisão fossem inofensivos, ou até mesmo, na sua opinião, bons? Ainda assim, seria legítimo e viável passar tanto tempo com este meio de comunicação como geralmente as pessoas o fazem? Seria saudável duas a três, ou mais horas por dia, de quatorze a vinte e uma, ou mais horas por semana, vendo televisão, mesmo se os programas fossem inofensivos e até mesmo bons? O que se sabe, é que durante a vida, a soma de horas que uma pessoa passa diante da TV, em média, é de 50.000 a 75.000 horas ou mais, dependendo do grau de dependência. Equivale de cinco a oito anos, ou mais anos, olhando para a telinha. Será que o uso desses cinco a oito anos não merece maior atenção? O que você poderia fazer nesse período de tempo? De uma coisa você pode estar certo, existe uma forte relação entre, tempo dedicado à televisão e qualidade de vida.

Nesse ponto, gostaria de levantar novamente a pergunta: o que é que as pessoas não fazem por estar assistindo à televisão? É claro que a resposta a essa pergunta irá depender de vários fatores, tais como: nível educacional, costumes culturais, escala de valores e prioridades. Talvez enquanto uns leriam suas Bíblias, aprenderiam espanhol ou fariam trabalhos de arte, outros esbanjariam seu tempo com atividades supérfluas e pouco produtivas. Um estudo realizado pela Texas Tech University, tentou diagnosticar o tempo dedicado a diversas atividades em uma semana, em duas situações:

1- Quando as pessoas tivessem assistido TV durante uma semana.

2- Quando as mesmas pessoas não tivessem visto televisão durante uma semana.

Atividade

Semana com TV

Semana sem TV

Leitura de jornais, livros...

86 minutos

175 minutos

Atividades sociais, diálogo

72 minutos

118 minutos

Tarefas domésticas

82 minutos

101 minutos

Atividades com a família

42 minutos

70 minutos

Embora esses dados não possam ser generalizados e os resultados sejam bem relativos e com variantes que dependem de fatores socioculturais, eles servem para nos dar uma idéia. Todavia, fica evidente o fato de que com a TV ligada durante uma semana, a tendência é ocorrer o que pode ser definido como “deslocamento de prioridades”, além de um maior desperdício de tempo. Por outro lado, se a TV ficar desligada, ocorrerá uma busca de atividades saudáveis para preencher o vazio deixado por ela. Contudo, vale lembrar que ver televisão pode ser um problema mesmo que você não esteja negligenciando outras coisas que deveria estar fazendo. Por exemplo: o tempo que você passa diante do vídeo pode ser usado para lidar com a tensão ou ansiedade, dificuldades com os membros da família, falta de propósitos e tédio, medo de se relacionar com outras pessoas ou solidão. Para citar apenas um exemplo, pesquisadores do assunto descobriram que as crianças que assistem demais à televisão tendem a ter dificuldades em situações sociais. Elas não são tão adaptáveis, extrovertidas, e não fazem tantos amigos. Em tais casos, ver televisão pode estar causando problemas, ou então ser um meio para compensá-los.

Vale lembrar que, enquanto você está sentado confortavelmente em frente à telinha, o seu tempo está sendo subtraído lentamente e imperceptivelmente de coisas fundamentais, como uma conversa com a esposa, filhos e outros que lhe são queridos. A TV pode estar servindo como anestésico para os problemas, desviando da procura de soluções reais. Ela enche a vida com uma cascata de imagens e sons, toma a atenção, quando se poderia, de outro modo, dedicar mais tempo à reflexão, estudo da Bíblia e oração. Dentro do lar, a televisão se coloca entre os pais e os filhos e entre os filhos e a leitura. Isso enfraquece a oportunidade de educar, dialogar e desenvolver nas crianças e em si próprio, o crescimento na graça e o amadurecimento em Cristo, tornando você e sua família, cristãos maduros e competentes. Por isso, é bom lembrar que ao investir o tempo com prudência, vocês receberão um bom troco, nessa vida e na vindoura.

Além disso, um investimento exagerado de tempo na frente da TV é um desperdício e um mau negócio. O que se “ganha” em entretenimento ou informação não compensa pelo que se perde em termos de experiência de vida ou vivência com o próximo. A expressão “tempo é dinheiro”, é mais levada a sério pelos produtores de TV do que pelos telespectadores. É bom considerar que a indústria da televisão valoriza o seu tempo e atenção, mais do que você mesmo o faz. São gastos milhões em publicidade e elaboração de novelas e filmes para que você dedique alguns minutos de seu tempo à telinha. O valor do tempo no mercado publicitário e na mídia, só vem reforçar a idéia de que o seu tempo vale ouro. Todavia, esse valor não pode medir a importância do tempo que você dedica à família, aos filhos, aos amigos, à igreja, aos necessitados e principalmente ao Criador.

Agora vamos fazer outro cálculo para finalizar essa reflexão: pense numa pessoa que passa uma média de três horas por dia na frente da “telinha”, por semana ela dedicará 21 horas à TV. Por mês dedicará 84 horas, e durante o ano todo terá desperdiçado cerca de 1.008 horas, ou 42 dias da sua tão breve e preciosa existência. Não é difícil calcular quanto tempo ela terá gastado diante da TV em 10 anos, serão aproximadamente 10.080 horas ou 420 dias. Imagine que a mesma pessoa dedica uma hora por dia à leitura e estudo da Bíblia, bem como à oração. É fácil fazer o cálculo e perceber, que o seu tempo com Deus está defasado. O fato, porém, é que uma boa parcela de cristãos dedicam mais de três horas por dia à TV e menos de uma hora para sua devoção pessoal com Jesus. O mesmo cálculo pode ser feito para analisar a quantidade de horas dedicadas ao estudo, à busca de conhecimentos culturais e à leitura construtiva. Ao fazê-lo, talvez você e sua família descubram que têm desperdiçado muito tempo. Se isso ocorrer, faça um pacto com Deus e reorganize seu tempo para a honra e glória do Senhor Jesus.

Jorge Schemes:

Formação: Bacharel em Teologia com Ênfase em Grego e Hebraico. Licenciado em Pedagogia com Habilitação em Séries Iniciais e Administração Escolar. Licenciado em Ciências da Religião com Habilitação em Ensino Religioso. Pós-Graduado em Interdisciplinaridade e Metodologia do Ensino Superior. Pós-Graduado em Psicopedagogia Clínica e Institucional. Atuação Profissional: Técnico Pedagógico na Gerência de Educação de Joinville - GERED. Professor de Filosofia da Educação; Empreendedorismo, Educação e Conjuntura Política e Projetos Educacionais e Corporativos na FGG (Faculdade Guilherme Guimbala - ACE - Associação Catarinense de Ensino). Professor de Religião no Instituto de Parapsicologia de Joinville. Professor de Ensino Religioso nas Escolas Públicas Municipais Saul Sant'Ana de Oliveira Dias e Karin Barkemeyer . Membro Conselheiro do COMEN e da CMAIDS (Conselho Municipal de Entorpecentes e Comissão Municipal de Prevenção e Controle de DST/AIDS). Membro da aliança:"Por Um Mundo Sem Tabaco", do INCA (Instituto Nacional do Câncer). Autor do Livro: "O Que Você Precisa Saber e Fazer Para deixar de Fumar" - Editora DPL. Escritor e Palestrante.

jorgeschemes@yahoo.com.br

www.jorgeschemes.blogspot.com