A fronteira entre a biologia e a tecnologia acaba de ser redefinida com a criação do primeiro computador que utiliza neurônios humanos para processar informações. Desenvolvido pela startup australiana Cortical Labs, o sistema, batizado de CL1, emprega células cerebrais cultivadas em laboratório para impulsionar uma inteligência artificial biológica, unindo o potencial dos seres vivos à capacidade computacional.
Computação híbrida: a fusão entre chips e células cerebrais Diferente dos computadores tradicionais, que dependem exclusivamente de circuitos de silício, o CL1 aposta em uma abordagem inovadora: um biochip que integra neurônios humanos a uma estrutura eletrônica altamente avançada.
Os três pilares do CL1:
Vantagens da inteligência biológica O uso de neurônios humanos na computação oferece vantagens significativas em relação às tecnologias convencionais baseadas em silício. Além de consumir menos energia do que supercomputadores tradicionais—operando com apenas 850-1000W por rack de 40 unidades—o CL1 se destaca pela capacidade de aprendizado acelerado e auto-organização das células cerebrais.
Essa tecnologia pode revolucionar áreas como pesquisa de doenças neurológicas, desenvolvimento de novos tratamentos médicos e até personalização da medicina, possibilitando simulações neurais específicas para cada paciente. Além disso, por reduzir o consumo energético e a pegada de carbono, o CL1 representa uma alternativa sustentável para o futuro da computação de alto desempenho.
Futuro da biocomputação A Cortical Labs já captou mais de US$ 25 milhões em investimentos e planeja expandir o acesso à tecnologia com o lançamento da Cortical Cloud. Esse serviço permitirá que pesquisadores e empresas do mundo todo realizem experimentos com biocomputação de forma remota.
Outro projeto em desenvolvimento é o conceito de Cérebro Mínimo Viável, que busca equilibrar eficiência e complexidade para avançar ainda mais na fusão entre biologia e computação.
Com essa inovação, a computação dá um salto sem precedentes, abrindo caminho para um futuro em que a inteligência artificial não será apenas inspirada no cérebro humano, mas construída com suas próprias células.
FONTE: MSN