Banalização da Violência...Os Games Mais Violentos do Mundo!!!

Dead Space - Dead Space é um belo jogo de ficção científica, com muita ação, tiros e violência. Ele possui um visual sinistro, oferece uma experiência de jogo bizarra e é divertido de jogar. Porém é sangrento, muito sangrento. Resumidamente: para matar uma criatura com sucesso, você precisa desmembrá-la.
Resident Evil (series) - Esta clássica série de games vêm nos assustando desde seu surgimento para o jogadores de PlayStation. Resident Evil possui todos os tipos de coisas estranhas, seja cachorros sedentos por sangue, criaturas tentando comer você vivo ou maníacos da serra-elétrica. No jogo, violência não falta.
Silent Hill (series) - O jogo Silent Hill é repleto de doenças insanas, monstros zumbis e violência. As criaturas são de um visual terrível (no bom sentido, se é que isso é possível) e o clima do jogo é sempre de tensão. E verdade seja dita, foi difícil encontrar uma tela que não ofendesse a sensibilidade das pessoas; a tela desta imagem é da sequência Silent Hill: Homecoming.
Fallout (series) - Um mundo arruinado que pode ser explorado em primeira ou terceira pessoa, repleto de armas e, claro, inimigos mutantes e uma história cheia de violência que pode empolgar, mas que não precisa ser seguida. O jogo da série Fallout, pelo menos, leva o título de melhor história, sem dúvida alguma.
Gears of War (series) - O trunfo em diversão deste jogo é a variedade de maneiras possíveis de se eliminar um inimigo. Você acha a animação com moto-serra interessante? O novo Gears of War incrementa a violência com cenas que vão desde socos na cara até a tiros à queima roupa na cabeça e pelas costas.
Mortal Kombat (series) - Claro que essa lista não ficaria completa sem a série Mortal Kombat. Desde seu lançamento, em 1992, este jogo inspirou diversos outros e gerou novas sequências para ele próprio. Sua violência ficou registrada em seus golpes finais denominados de Fatalities que, entre outros exemplos, poderiam arrancar o coração do adversário com uma só mão ou quebrar a espinha de outro com um só golpe.
Soldier of Fortune - Na era dos games de tiro em primeira pessoa para PC , o Soldier of Fortune é apenas mais um deles. No jogo, você é um mercenário caçando terroristas neonazistas. Mas o grande atrativo era a tecnologia GHOUL, desenvolvida pela Raven Software para o game Quake II. Este sistema permite que você separe o corpo em até 20 partes, fazendo o membro acertado ser arrancado com bastante violência.
God of War (series) - God of War é um daqueles games clássicos de ação com ótimos gráficos. Não fosse por um pequeno detalhe, este jogo estaria a salvo da violência. Em certos momentos, quando você está massacrando algum inimigo ou acertando uma machadada na cabeça de alguma criatura, o jogo mostra em câmera lenta sua ação.
Condemned 2: Bloodshot - Mistura de um CSI diabólico com episódios psicóticos, o jogo 'Condemned 2: Bloodshot' mostra a história por meio dos olhos de um agente especial que está perdendo a cabeça, enquanto enfrenta demônios pessoais e tenta analisar cenas de crimes. Mas o que pode amedrontar mais as pessoas é o fato do jogo ser na perspectiva em primeira pessoa. Horripilante e cheio de violência.
Manhunt - Enquanto jogos como o GTA permitem um mundo de possibilidades, a única alternativa disponível para o jogador em Manhunt é matar - ou ser morto. Neste jogo sombrio e cheio de violência você pode matar usando armas, facas e - pasmem - sacolas plásticas para sufocar o inimigo. Isso sim que é ensinar as crianças a não brincar com sacolas plásticas.
Grand Theft Auto (series) - As séries do Grand Theft Auto são um dos games mais controversos dos últimos tempos. Seja pela possibilidade de se atropelar um pedestre, atirar em pessoas nas ruas ou tentar paquerar as mulheres pelo caminho, este jogo também tem um apelo sexual que muitas vezes deixa o cenário sangrento de lado. Seria a sensualidade algo pior que a violência?
Doom (series)- Um dos primeiros jogos a inovar no modo em primeira pessoa, o Doom (apesar dos gráficos, que eram considerados uma arte para a época) foi também um dos primeiros games a lançar-se em shareware. O jogo continua ainda hoje com sua franquia e está ainda mais sangrento e cheio de violência.
Smash TV - Na época dos games clássicos, quando se destruia alguma coisa usando uma arma, ela sumia em forma de triângulos coloridos. Com a chegada do Smash TV deu-se forma aos jogos de violência gratuita. Tiros, socos e partes de corpos voando para todos os lados faziam parte do cenário deste jogo.
Night Trap - O problema do jogo Night Trap (lançado pela Sega CD) não era bem o sangue, até porque não existia nenhum. A verdade é que era um game com violência explícita e sem contexto, praticada por pessoas mal vestidas ou de lingerie. Inclusive este jogo - em conjunto com Mortal Kombat - ajudou na criação do Entertainment Software Ratings Board (ESRB), responsável pela classificação etária dos jogos.

Crianças com TV e computador dormem menos, diz pesquisa

Uma pesquisa realizada por cientistas israelenses reforçou o que muitos pais já desconfiavam: crianças que têm TV e computador nos seus quartos dormem menos do que as crianças que não têm.

O estudo, que analisou os hábitos de 444 estudantes com idade média de 14 anos, revelou que os que têm os aparelhos no mesmo ambiente de suas camas dormem em média meia hora mais tarde do que as outras, sendo obrigadas a se levantar no mesmo horário no dia seguinte.

Os cientistas da Universidade de Haifa e da Faculdade Jezreel Valley descobriram que as crianças sem TV ou computador no quarto dormiam em média às 23h04 e acordavam às 6h45 nos dias da semana e iam dormir às 1h45 e e acordavam às 11h30 nos fins de semana.

Na média, as crianças disseram ver televisão diariamente por 2h40 e usar o computador por 3h45.

Mas os adolescentes com os aparelhos perto da cama admitiram ver televisão uma hora a mais e também usar o computador o mesmo tempo adicional em comparação com as outras.

Alimentação

As crianças pesquisadas, estudantes do ensino médio, responderam a perguntas sobre seus hábitos de sono e também sobre seus hábitos alimentares quando também usavam os dois aparelhos.

Os pesquisadores descobriram que 20% deles comem em frente à televisão regularmente e apenas 10% disseram nunca fazer isso.

Os jovens disseram comer menos em frente ao computador – 50% afirmaram nunca fazer isso, e apenas 10% admitiram fazer isso com freqüência.

De acordo com os estudiosos, existe uma relação direta entre o hábito de ver televisão e usar o computador e o hábito de comer em frente aos aparelhos.

Quanto mais uma criança usa os equipamentos, maior a chance de que desenvolva o costume de fazer suas refeições na companhia deles.(Fonte: BBC brasil)

Cinema e TV enganam pessoas sobre infarto, diz ONG

A maneira dramática como ataques cardíacos são mostrados na TV e no cinema pode estar levando pessoas a ignorar sintomas na vida real, alertou uma ONG britânica.

"Ataques cardíacos hollywoodianos" mostram pessoas desmaiando e apertando o peito, simulando dor extrema.

Mas a ONG British Heart Foundation, que luta para diminuir os casos de infarto, alertou que os sintomas de um ataque cardíaco podem ser muito mais sutis e fáceis de ignorar.

"Temos de espalhar a mensagem de que ataques cardíacos no cinema e na TV não são o que as pessoas vivenciam normalmente", disse uma representante da entidade, Betty McBride.

Pesquisa

Em um levantamento feito pela ONG, de cada dez pessoas ouvidas, quatro disseram que seus conhecimentos sobre sintomas de ataques cardíacos vinham da TV e do cinema.

Apenas 6% disseram que tinham procurado aconselhamento ou discutido o assunto com seu médico.

Entre cerca de dois mil participantes da pesquisa, quase um quinto (18%) disseram não saber quais eram os sintomas de um ataque cardíaco.

"Há tantos sintomas. O ponto é, se você está se sentindo muito mal e tem aquela pequena suspeita de que talvez esteja tendo um ataque cardíaco, não demore, chame o serviço de emergência", disse McBride.

Só na Grã-Bretanha, cerca de 250 mil pessoas sofrem ataques cardíacos anualmente. Um terço delas morre antes de chegar ao hospital.

Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa, mas os mais comuns incluem dor no centro do peito - uma dor que se espalha pelos braços, pescoço e queixo - e também náusea, suores frios e falta de ar acompanhados de dor.

Ambos os sexos, mas principalmente mulheres, podem sentir um desconforto no peito acompanhado de uma sensação geral de mal-estar, uma dor que se espalha pelas costas ou estômago e uma dor no peito parecida com uma indigestão. (Fonte: BBC Brasil)

TV venezuelana retira 'Simpsons' do ar após pressão do governo

Um canal privado de TV na Venezuela decidiu substituir Os Simpsons em sua programação matutina pela série Baywatch Hawaii depois que um órgão do governo pediu explicações sobre possíveis más influências do desenho animado sobre as crianças.

A Conatel (Comissão Nacional de Telecomunicações) anunciou na semana passada ter aberto um processo administrativo contra a emissora Televen, detentora dos direitos de transmissão dos Simpsons, alegando ter recebido reclamações de telespectadores.

De acordo com o comunicado do órgão, a transmissão do desenho pela manhã “poderia infringir as proibições de difusão em tal horário de mensagens que atentem contra a formação integral das crianças e adolescentes, de acordo com o previsto no artigo 7 da Lei de Responsabilidade Social em Rádio e Televisão”.

Argumentos

A Conatel deu dez dias à Televen para expor seus argumentos, mas a rede de TV se antecipou e substituiu a animação, desde a última sexta-feira, pela série Baywatch Hawaii, nova versão da série Baywatch, que no Brasil ganhou o nome de S.O.S. Malibu.

A série, centrada em um grupo de salva-vidas, ficou conhecida por mostrar estrelas como a atriz Pamela Anderson em trajes de banho.

Segundo a imprensa venezuelana, o canal de TV ainda não decidiu o que fará com Os Simpsons.

Mesmo que a proibição da transmissão pela manhã seja confirmada, a rede ainda teria a opção de exibir a animação à noite, mas alega que para isso teria que alterar sua grade de programação já consolidada.

A Televen também afirma não ter recebido nenhuma reclamação sobre a exibição de Os Simpsons pela manhã.(Fonte: BBC Brasil)

Neoliberalismo, Mídia e Consumismo...

Estudo liga programas de TV à gravidez na adolescência

Adolescentes que assistem muitos programas de TV com conteúdo sexual – sejam cenas ou diálogos – têm probabilidade duas vezes maior de engravidar nos três anos seguintes do que os jovens que assistem poucos desses programas, segundo um estudo da RAND Corporation publicado nesta segunda feira pela revista Pediatrics, da Academia Americana de Pediatria.

O estudo americano é o primeiro a estabelecer uma relação direta entre a exposição de adolescentes a conteúdo sexual na TV e gravidez – tanto de meninas, como dos garotos que assistem aos programas e engravidam suas namoradas.

Para a pesquisadora Anita Chandra, que liderou o estudo, os “adolescentes recebem considerável quantia de informação sobre sexo através da TV e a programação normalmente não destaca os riscos e responsabilidades do sexo”.

“Nossas conclusões sugerem que a televisão pode desempenhar um papel significativo nas altas taxas de gravidez adolescente nos Estados Unidos.”

Metodologia

No estudo, os pesquisadores acompanharam 2.000 adolescentes entre 12 e 17 anos de idade durante três anos. Os pesquisadores perguntavam sobre os hábitos televisivos e sexuais dos adolescentes.

A análise é baseada nos resultados de cerca de 700 participantes que haviam iniciado suas atividades sexuais neste período e falaram de seu histórico de gestações.

As informações sobre os hábitos televisivos foram combinadas com os resultados de uma outra análise sobre programas de televisão para determinar a freqüência e o tipo de conteúdo sexual a que os adolescentes estão expostos quando assistem TV.

Para os pesquisadores, o conteúdo sexual dos programas pode influenciar a taxa de gravidez na adolescência ao criar a percepção de que relações sexuais sem a proteção anticoncepcional oferecem pouco risco, e estimulando jovens a se iniciar sexualmente mais cedo.

Os pesquisadores se concentraram em 23 programas, que incluíam dramas, comédias, reality shows e programas de auditório.

“A quantidade de conteúdo sexual na televisão dobrou nos últimos anos, e há pouca representação de práticas seguras de sexo nesses programas”, diz Chandra.

“Apesar de ter havido algum progresso, os adolescentes que assistem televisão ainda vão encontrar pouca informação sobre as conseqüências de práticas sexuais sem proteção entre os muitos programas mostrando sexo.”

Outros fatores

Os pesquisadores afirmam, no entanto, que outros fatores influenciam a gravidez na adolescência.

Adolescentes que moram com os dois pais têm probabilidade menor de engravidar, enquanto meninas, negros e adolescentes com problemas de comportamento como disciplina, estão mais propensos a engravidar.

Os jovens que pretendiam ter filhos cedo também têm mais propensão a engravidar durante a adolescência.

Os pesquisadores recomendam que as redes de TV sejam encorajadas a incluir programas que mostrem relações sexuais de forma mais realista e incluam conseqüências do sexo sem proteção, como doenças sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada.

Eles ainda recomendam que os pais assistam televisão com os filhos adolescentes para explicar as conseqüências de sexo sem proteção e que pediatras perguntem aos jovens que programas de TV eles assistem, para dar mais informações sobre métodos anticoncepcionais.

Mas Chandra afirma que a televisão é apenas parte da dieta midiática dos adolescentes. “Nós também devemos investigar o papel das revistas, da internet e da música”, afirmou.

A taxa de gravidez na adolescência vem caindo nos Estados Unidos desde 1991, mas o país ainda é um dos que tem maior incidência entre os países desenvolvidos.

Quase um milhão de jovens meninas engravidam a cada ano, sendo que a maioria dessas gestações não são planejadas. As pesquisas mostram que as mães adolescentes têm mais propensão do que outras meninas a abandonar a escola, precisar de benefícios e viver na pobreza.

A RAND é uma organização de pesquisas sem fins lucrativos que produz análises para o setor público e privado. (Fonte: BBC Brasil)

Navegação Segura na Internet - Ministério Público

Pessoas infelizes assistem a mais TV, diz estudo

Um estudo feito por sociólogos americanos concluiu que pessoas infelizes assistem mais televisão, enquanto pessoas que se consideram felizes lêem mais e têm vida social mais ativa.

O trabalho foi publicado na edição de dezembro da revista científica Social Indicators Research.

Os pesquisadores, da Universidade de Maryland, na cidade de Baltimore, basearam suas conclusões em pesquisas realizadas ao longo de 30 anos nos Estados Unidos.

Com base nesses estudos, eles ainda concluíram que as horas que a população passa em frente à televisão podem aumentar com a crise econômica.

Três décadas

Os sociólogos John P. Robinson e Steven Martin, da University of Maryland, analisaram dados de quase 30 mil adultos que participaram de estudos sobre o uso do tempo e sobre comportamento social feitos entre 1975 e 2006.

Nos estudos sobre como as pessoas usam seu tempo, os participantes foram convidados a escrever diários relatando suas atividades durante um período de 24 horas, indicando quão prazerosas foram cada uma delas.

As pesquisas sobre comportamento social, ou General Social Surveys, também usadas como base para o presente estudo, indagaram aos participantes, durante anos consecutivos, quão felizes se sentiam e como passavam seu tempo, além de outras questões.

Robinson e Martin verificaram que, em relação ao hábito de assistir TV, os dois tipos de estudos apresentaram resultados diferentes.

De acordo com as General Social Surveys, pessoas que se consideram infelizes assistem em média 20% mais televisão do que pessoas muito felizes. Em suas conclusões, os pesquisadores levaram em conta características individuais como educação, salário, idade e estado civil.

As pesquisas também revelaram que pessoas que se descrevem como felizes são mais ativas socialmente, participam mais de serviços religiosos, votam com mais freqüência e lêem mais jornais.

As informações obtidas a partir dos diários descrevendo como as pessoas passavam o tempo, no entanto, revelaram um quadro diferente.

Escrevendo em tempo real, no mesmo dia em que as atividades aconteceram, os participantes parecem ver o ato de assistir televisão de forma mais positiva.

Segundo Robinson, embora os telespectadores digam que a TV de forma geral é um desperdício de tempo e uma atividade não particularmente agradável, muitos acrescentam que os programas vistos "foram muito bons".

Satisfação a longo prazo

Os autores do estudo concluíram, desta forma, que assistir televisão pode contribuir para a felicidade do telespectador naquele momento, porém, há menos efeitos positivos a longo prazo.

"A TV não parece realmente satisfazer as pessoas a longo prazo da maneira como o envolvimento social ou a leitura de um jornal o fazem", disse Robinson, um pioneiro em estudos sobre como as pessoas passam seu tempo.

"Ela é mais passiva e pode oferecer um escape - especialmente quando as notícias são deprimentes".

"Os dados indicam que o hábito de ver TV pode oferecer prazer a curto prazo, mas causam mal a longo prazo."

Baseado em dados colhidos pelas pesquisas sobre o uso do tempo, Robinson prevê que a população deva assistir mais televisão durante o período de crise econômica.

" À medida que as pessoas têm progressivamente mais tempo em suas mãos, as horas em frente à TV aumentam".

Ele acrescenta que um pouco do tempo extra também poderá ser preenchido dormindo.

(Depois da televisão) "o sono pode ser o segundo grande beneficiário da perda de emprego ou da redução nas horas de trabalho". (Fonte: BBC Brasil)

Pesquisa vincula violência na mídia a agressividade em jovens

Um estudo em grande escala mostrou vínculos claros entre violência na mídia e violência real entre adolescentes.

O trabalho, de pesquisadores da Rutgers University, em Newark, nos Estados Unidos, concluiu que "você é o que você assiste", pelo menos quando se trata da população jovem.

A pesquisa, que será publicada na edição de fevereiro de 2009 da revista científica Journal of Youth and Adolescence, mostra que mesmo levando-se outros fatores em consideração - como talento acadêmico, exposição à violência na comunidade ou problemas emocionais - a "preferência por mídia violenta na infância e adolescência contribuiu significativamente para a previsão de violência e agressão em geral" nos participantes do estudo.

A relação entre violência na mídia e comportamento violento tem sido reconhecida por especialistas nos últimos 40 anos.

Entretanto, grande parte das pesquisas sobre o assunto foi feita em laboratório, com pouca ênfase na documentação de vínculos entre a violência na mídia e a prática de atos sérios de violência ou de comportamento anti-social na vida real, diz o pesquisador Paul Boxer, responsável pelo estudo.

Outro problema dos estudos anteriores, segundo Boxer, é que eles não levaram em conta outros fatores que influenciam o comportamento das crianças, como a exposição a comportamento violento ou agressivo na escola, tendências psicopatas ou outros problemas emocionais.

"Mesmo em conjunção com outros fatores, nossa pesquisa mostra que violência na mídia reforça o comportamento violento", disse.

"Na média, adolescentes que não foram expostos à violência na mídia não são tão inclinados ao comportamento violento".

Estudo

Como parte do estudo, Boxer e sua equipe entrevistaram detalhadamente 820 adolescentes do Estado americano de Michigan. Destes, 430 eram alunos do ensino médio de comunidades rurais, suburbanas e urbanas. Outros 390 eram delinqüentes juvenis detidos em instituições municipais e estaduais.

Os adolescentes estavam distribuídos de forma equilibrada entre os sexos masculino e feminino.

Pais ou guardiões de 720 deles também foram entrevistados, assim como os professores ou funcionários que lidavam com 717 dos jovens.

Cada participante disse quais eram seus programas favoritos de TV, filmes e jogos de vídeo ou computador durante a infância e a adolescência.

Eles também foram indagados se haviam se comportado de forma anti-social, por exemplo, jogando pedras ou usando armas.

Os pesquisadores investigaram ainda a exposição dos jovens a agressão ou violência, assim como problemas emocionais. Pais, guardiões e professores também foram entrevistados sobre o comportamento que haviam observado nos jovens.

Depois de coletar e analisar os dados, os pesquisadores concluíram que índices altos de exposição a programas violentos "aumentava significativamente a possibilidade de prever tanto violência como agressão em geral".

Além disso, "mesmo aqueles que tinham baixos índices em outros fatores de risco, a preferência pela mídia violenta era uma indicação de comportamento violento e agressão em geral".

Boxer acredita que os resultados do estudo podem ser usados para avaliar, intervir e tratar jovens que demonstram comportamento agressivo. E diz que mais pesquisa é necessária, como analisar o impacto no comportamento quando videogames interativos violentos são banidos.(Fonte: BBC Brasil)

Videogames tornam vida social ruim, diz estudo

Um estudo realizado pela Brigham Young University, uma instituição norte-americana, afirma que os videogames são a porta de entrada para relações familiares ruins e hábitos sociais pobres.

O estudo foi conduzido com 813 estudantes universitários daquele País, recolhendo informações sobre seus hábitos com videogames e quanto tempo se gasta com as relações familiares e amigos e o nível de afeto envolvido.

A condução do estudo foi elaborada por Alex Jensen e sua mentora Laura Walker, que possui um Nintendo Wii na família. Os resultados do estudo serão publicados no Journal of Youth and Adolescence.

É possível que jovens adultos se retirem de envolvimentos sociais importantes para jogar videogame, ou que pessoas com relações já complicadas tentem buscar outras formas de gastar seu tempo, afirma Laura Walker em um depoimento. Minha opinião é que acontece os dois e isso se torna cíclico.

Jensen revela que está curioso sobre o impacto que os resultados terão nos casais jovens, já que três em cada quatro homens contra quase uma em cada cinco mulheres jogam videogames.

O desequilíbrio de gênero levanta a questão de quando perseguir uma pontuação maior será mais interessante que passar um tempo com uma namorada ou esposa, diz Jensen em um depoimento. (Fonte: Yahoo Notícias)