Artigo para reflexão...

TEMPO, TELEVISÃO E OPORTUNIDADES PERDIDAS

Por: Jorge Schemes*

Do ponto de vista científico da Física, o tempo é algo enigmático, não há uma definição segura para ele. Para os cientistas dessa área do conhecimento, passado, presente e futuro são apenas frações do tempo, que na realidade não existem, quando colocadas dentro do tempo em si, uma vez que ele é eterno e invariável (sempre constante). Os físicos dizem que o tempo não flui: ele simplesmente é. Por isso, o tempo continua sendo um grande desafio à mente humana.

Todavia, para facilitar nossa localização, bem como os acontecimentos de nossa existência dentro desse imenso universo imaterial que é o tempo, usamos medidas, datas e horas, desde o momento do nascimento até a morte, as quais servem para marcar ou delimitar o tempo em frações (unidades de tempo). É justamente esse período, o de nossa existência aqui neste mundo, que dá “sentido e localização geográfica” ao que costumamos chamar de realidade, além de nos permitir estar conscientes das nossas oportunidades.

Mas, nem todos têm consciência do valor e significado do tempo. Para citar um caso extremo, os habitantes das ilhas Trobriand, em Papua Nova Guiné, consideram o tempo como algo sem muita importância. Muito menos diferenciam passado, presente e futuro. Em geral eles não se importam muito com o tempo. Eles nem ligam para horas ou minutos, e muitos nem sabem sua própria idade. Os pais não lembram quando seus filhos nasceram e ninguém se preocupa em saber quanto tempo ainda tem de vida. Ou mesmo se está envelhecendo. ‘Para que dividir o tempo em pedacinhos e ficar se afligindo ao ver os dias passarem, se isso é algo que você não pode evitar?’Perguntam, com inocência os trobriandeses.

Entretanto, para nós cristãos, ter consciência da eternidade e invariabilidade do tempo, é ter consciência de nossa transitoriedade, fragilidade e mortalidade. Contudo essa consciência nos permite também ter uma pálida idéia daquilo que Deus é, da Sua grandeza imutável e eterna, bem como da Sua suprema soberania. Com esse pensamento podemos afirmar que Deus não está preso ao passado, nem ao presente e muito menos ao futuro.

Joel Kauffmann ilustrou numa charge a incoerência e a falta de um significado maior na vida de muitos quando estão diante da TV. Imagine a cena: Certo “cristão”, diante de um aparelho desligado de TV, diz indignado: “A televisão torna a violência atraente, glorifica o sexo, comercializa nossos valores e trivializa a espiritualidade!” Faz uma pausa, “pensa” por um instante...E então, conclui: “Por outro lado, uma vez que a vida está destituída de significado, propósito ou relações, a TV bem pode ser um modo agradável de passar o tempo”.

Infelizmente essa ilustração se repete na vida de muitos professos filhos de Deus, vivem uma vida tão vazia de espiritualidade e serviço cristão, que procuram na comunhão diária com a TV ou Internet, inclusive nas horas santificadas de adoração ao criador, uma válvula de escape para as suas frustrações e derrotas espirituais. Sem, todavia, jamais encontrar o que anelam, pois os meios de comunicação não têm o que mais necessitam. Mas a verdade é que um dos maiores impactos da televisão na vida dos cristãos é o simples fato de que eles passam demasiado tempo diante dela.

A questão é que raramente pensamos na disponibilidade do tempo que nos é reservado enquanto aqui vivemos. A própria expressão “passa-tempo” é usada como se fossemos imortais. Nesse ponto, são pertinentes algumas perguntas: alguma vez você já parou para pensar em quantas horas úteis de vida você tem? Ou, qual o saldo de tempo de vida que você tem pela frente? Se você ainda não fez essa avaliação, está na hora de fazê-la. Contudo, no lugar de concentrar suas energias no tempo perdido, dedique sua atenção nesse saldo em particular, e faça um inventário de como pretende investir e usar o tempo que lhe resta. Vale lembrar, que há duas razões muito fortes para fazê-lo: 1ª) Você pode estar usando mal o tempo que lhe resta para viver; e, 2ª) O estoque de tempo não pode ser renovado. Portanto, trate de aproveitar ao máximo o tempo disponível usando-o para honrar e glorificar o nome do Senhor Jesus em sua vida o mais cedo possível.

Um estudo feito recentemente por um órgão do governo americano mostra o número de anos e o volume de horas que, em média, temos pela frente, dependendo da idade de cada um (o que em determinados casos pode significar uma verdadeira contagem regressiva). Dê uma verificada no quadro abaixo e veja como anda a sua situação ao conferir seu saldo de tempo ainda disponível. Todavia, lembre-se: se o saldo for pouco, não desanime, mas invista-o com qualidade (nunca é tarde demais para iniciar novos projetos de vida); se o saldo for muito, não se anime em demasia, mas tenha prudência e peça a sabedoria do alto para administrá-lo, para que o saldo disponível não seja desperdiçado. Faça a oração do salmista quando disse: “... ensina-nos a contar os nossos dias para que alcancemos coração sábio”.

Idade Atual

Anos Futuros

Horas Disponíveis

20 anos

56,3

493 526

25 anos

51,6

452 326

30 anos

46,9

411 125

35 anos

42,2

369 925

40 anos

37,6

329 601

45 anos

33,0

329 601

50 anos

28,6

250 708

55 anos

24,4

213 890

60 anos

20,5

179 703

65 anos

16,9

148 145

70 anos

13,6

119 218

75 anos

10,7

93 796

É claro que o futuro é incerto, ninguém está livre de uma calamidade, doenças e acidentes. Contudo, vamos supor que você atravesse os anos com uma saúde inabalável e ileso de acidentes. Mesmo assim, é bom lembrar que o número de horas disponíveis nessa estatística não é exatamente este. Digamos que as horas disponíveis estão no resultado bruto, é necessário fazer algumas subtrações para se chegar ao número de horas líquidas, as quais são realmente úteis para o trabalho, crescimento pessoal e comunhão com Deus. Faça você mesmo as contas em porcentagem:

· 30% a menos gastos com o sono. Isso se você dormir uma média de 7 horas e 12 minutos por dia, sem um segundo sequer a mais. Para uma pessoa que tem 35 anos, por exemplo, isso significa 110 997 horas e 30 minutos a menos no saldo de horas.

· 10% a menos gastos com higiene, transporte de casa para o trabalho e outras atividades pessoais. Esses 10% significam algo em torno de 2 horas e 20 minutos por dia. O que somado aos 30% pode equivaler à metade do total de horas indicado na estatística.

A Universidade de Winsconsin (USA), realizou outro estudo estatístico que nos ajuda a fazer uma melhor avaliação da maneira como utilizamos nosso tempo. O estudo revelou que, em uma vida aproximada aos 70 anos, somando-se todos os minutos dedicados para cada atividade, o indivíduo dedicará, em média, um total de:

· 20 anos para o sono e esportes.

· 15 anos para passeios e diversões.

· 05 anos enfeitando-se.

· 03 anos para alimentação.

· 03 anos esperando algo ou alguém.

· 01 ano falando por telefone.

· 05 anos em vestir-se.

· 05 meses calçando os sapatos.

· 02 meses para regular o relógio.

· 04 horas de cada ano para assoar o nariz.

· 01 ano para acender o cigarro.

· 13 anos trabalhando.

· 08 anos vendo televisão ou escutando programas de rádio.

· A pessoa que dedica 30 minutos diariamente à leitura da Bíblia, ao final de seus 70 anos de existência, haverá empregado só um ano lendo a Palavra de Deus.

· Se dedicar 03 horas semanais para ir aos cultos no templo, durante 70 anos, só haverá dedicado um ano e três meses em render adoração ao Senhor.

John Robinson e Geoffrey Gdbey pesquisaram como os americanos gastam seu tempo livre. Segundo eles, os adultos normalmente têm uma média de 39.4 horas livres por semana e usam essas 39.4 horas da seguinte maneira:

· Atividades sociais (visitas, comidas, festas) – 6.7

· Lazer – 2.7

· Recreação e esportes – 2.2

· Eventos culturais – 0.9

· Ouvindo música (rádio e outros) – 0.4

· Atividades de grupo – 1.2

· Educação – 2.2

· Leitura – 2.8

· Comunicação (telefone, e-mail, conversa) – 4.4

· Assistindo televisão – 15.0

Outra estatística divulgada pela revista italiana Focus calculou no que uma pessoa que viveu 70 anos gasta esse tempo (em média). O pessoal da Focus confirmou muitas conclusões da Universidade de Winsconsin e acrescentaram outros. O estudo verificou que, em 70 anos, passamos 23 anos dormindo. Perde-se um ano respondendo formulários e quase o dobro disso em filas. O tempo gasto com refeições é de sete anos, quase o mesmo tempo gasto diante da televisão, que é de quase 6 anos. Eis algumas outras atividades tabuladas:

· Ficar em pé – 30 anos.

· Caminhar – 16 anos.

· Trabalhar – 9 anos.

· Ficar em filas – 500 dias.

· Pentear o cabelo – 108 dias.

· Olhar o relógio – 3 dias.

· Ver Televisão – 5 anos e 303 dias.

O êxito da vida, e de maneira especial da vida cristã, depende em maior ou menor grau da maneira como se programa o tempo. Como cristãos devemos considerar o tempo como um dom sagrado concedido por Deus. Ao descobrir quanto tempo estamos gastando com atividades banais ou indesejáveis, talvez o melhor seja voltar ao Salmo de Moisés e fazer a oração que ele expressou: “Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio”. (Salmo 90:12).

Também será saudável fazer uma auto-avaliação e perguntar: Quanto tempo estou colocando à disposição de Deus? Quanto tempo gasto nas coisas de caráter Eterno? Quanto tempo dedico pensando em minha salvação e na salvação daqueles que me rodeiam? Estou gastando meu tempo da mesma forma que um descrente, dando prioridade àquilo que é terreno e transitório? Se a sua auto-avaliação for negativa, siga os seguintes conselhos do Apóstolo Paulo: “Remindo o tempo, porque os dias são maus”. A Bíblia na Linguagem de Hoje diz: “Aproveitem bem o tempo, porque os dias em que vivemos são maus”. (Efésios 5:16). “Pensem nas coisas lá do alto e não nas que são aqui da terra”. (Colossenses 3:2).

Falando da importância do tempo na vida do cristão, Ellen G. White dá algumas orientações e faz algumas advertências ao comentar a “Parábola dos Talentos”. De suas afirmações desejo destacar alguns pontos que considero essenciais para a nossa reflexão:

· Nosso tempo pertence a Deus.

· De nenhum talento que nos concedeu requererá Ele mais estrita conta do que de nosso tempo.

· Somos advertidos a remir o tempo. Porém, o tempo esbanjado nunca poderá ser recuperado.

· Todo o momento está carregado de consequências eternas.

· A vida é muito curta para ser absorvida em negócios terrenos e temporais, em um remoinho de cuidados e ansiedades pelas coisas terrenas que são apenas um átomo em comparação com as de interesse eterno.

· Do justo emprego do tempo depende nosso êxito no conhecimento e cultura mental.

· A cultura do intelecto não precisa ser tolhida por pobreza, origem humilde ou circunstância desfavorável, contanto que se aproveitem os momentos.

· Se tivesse um livro à mão, e os “retalhos de tempo” fossem empregados estudando, lendo ou meditando, que não poderia ser conseguido?

· Precisamos exercitar a mente em planejar como utilizar o tempo para alcançar os melhores resultados.

· Muitas crianças e jovens dissipam o tempo que poderia ser empregado em ocupações domésticas, o que mostraria interesse amoroso no pai e na mãe.

· Os pais devem ensinar a seus filhos o valor e o bom uso do tempo.

· Muitos foram arruinados, para essa vida e para a vindoura pela ociosidade, más companhias e hábitos viciosos que depravam a mente e a alma.

Para melhor avaliar quanto tempo é “jogado para o espaço” diante da televisão, faça a seguinte pergunta quando estiver assistindo a telinha: O que não estou fazendo agora porque estou vendo televisão? Ao fazer essa pergunta, você descobrirá muitas atividades que gostaria de fazer, mas sempre dá a desculpa de que “nunca tem tempo”. Quando você fizer essa descoberta, verá que há algo de ilusório, na experiência de ver televisão, então será o momento apropriado para desligá-la e passar algumas horas meditando sobre ela, em lugar de Assisti-la.

A televisão não preencheu simples vácuos na vida das pessoas. Ela se intrometeu e tomou o lugar de outras coisas. Onde havia alguma outra coisa ou atividade, agora está a televisão (os mais idosos que o digam). Hoje, é inconcebível uma quebra radical do grande investimento de tempo à televisão. Quando ficamos sabendo de alguém que se livrou de seu aparelho de TV, geralmente tal pessoa é taxada de fanática. Contudo, é necessário perguntar se ver televisão pode estar custando a oportunidade de fazer outras coisas que, com o “correr do tempo”, poderiam fazer de você uma pessoa melhor e mais feliz, ou ainda coisas que Deus poderia querer que você fizesse.

Diante disso, se faz necessário perguntar: e se todos os programas de televisão fossem inofensivos, ou até mesmo, na sua opinião, bons? Ainda assim, seria legítimo e viável passar tanto tempo com este meio de comunicação como geralmente as pessoas o fazem? Seria saudável duas a três, ou mais horas por dia, de quatorze a vinte e uma, ou mais horas por semana, vendo televisão, mesmo se os programas fossem inofensivos e até mesmo bons? O que se sabe, é que durante a vida, a soma de horas que uma pessoa passa diante da TV, em média, é de 50.000 a 75.000 horas ou mais, dependendo do grau de dependência. Equivale de cinco a oito anos, ou mais anos, olhando para a telinha. Será que o uso desses cinco a oito anos não merece maior atenção? O que você poderia fazer nesse período de tempo? De uma coisa você pode estar certo, existe uma forte relação entre, tempo dedicado à televisão e qualidade de vida.

Nesse ponto, gostaria de levantar novamente a pergunta: o que é que as pessoas não fazem por estar assistindo à televisão? É claro que a resposta a essa pergunta irá depender de vários fatores, tais como: nível educacional, costumes culturais, escala de valores e prioridades. Talvez enquanto uns leriam suas Bíblias, aprenderiam espanhol ou fariam trabalhos de arte, outros esbanjariam seu tempo com atividades supérfluas e pouco produtivas. Um estudo realizado pela Texas Tech University, tentou diagnosticar o tempo dedicado a diversas atividades em uma semana, em duas situações:

1- Quando as pessoas tivessem assistido TV durante uma semana.

2- Quando as mesmas pessoas não tivessem visto televisão durante uma semana.

Atividade

Semana com TV

Semana sem TV

Leitura de jornais, livros...

86 minutos

175 minutos

Atividades sociais, diálogo

72 minutos

118 minutos

Tarefas domésticas

82 minutos

101 minutos

Atividades com a família

42 minutos

70 minutos

Embora esses dados não possam ser generalizados e os resultados sejam bem relativos e com variantes que dependem de fatores socioculturais, eles servem para nos dar uma idéia. Todavia, fica evidente o fato de que com a TV ligada durante uma semana, a tendência é ocorrer o que pode ser definido como “deslocamento de prioridades”, além de um maior desperdício de tempo. Por outro lado, se a TV ficar desligada, ocorrerá uma busca de atividades saudáveis para preencher o vazio deixado por ela. Contudo, vale lembrar que ver televisão pode ser um problema mesmo que você não esteja negligenciando outras coisas que deveria estar fazendo. Por exemplo: o tempo que você passa diante do vídeo pode ser usado para lidar com a tensão ou ansiedade, dificuldades com os membros da família, falta de propósitos e tédio, medo de se relacionar com outras pessoas ou solidão. Para citar apenas um exemplo, pesquisadores do assunto descobriram que as crianças que assistem demais à televisão tendem a ter dificuldades em situações sociais. Elas não são tão adaptáveis, extrovertidas, e não fazem tantos amigos. Em tais casos, ver televisão pode estar causando problemas, ou então ser um meio para compensá-los.

Vale lembrar que, enquanto você está sentado confortavelmente em frente à telinha, o seu tempo está sendo subtraído lentamente e imperceptivelmente de coisas fundamentais, como uma conversa com a esposa, filhos e outros que lhe são queridos. A TV pode estar servindo como anestésico para os problemas, desviando da procura de soluções reais. Ela enche a vida com uma cascata de imagens e sons, toma a atenção, quando se poderia, de outro modo, dedicar mais tempo à reflexão, estudo da Bíblia e oração. Dentro do lar, a televisão se coloca entre os pais e os filhos e entre os filhos e a leitura. Isso enfraquece a oportunidade de educar, dialogar e desenvolver nas crianças e em si próprio, o crescimento na graça e o amadurecimento em Cristo, tornando você e sua família, cristãos maduros e competentes. Por isso, é bom lembrar que ao investir o tempo com prudência, vocês receberão um bom troco, nessa vida e na vindoura.

Além disso, um investimento exagerado de tempo na frente da TV é um desperdício e um mau negócio. O que se “ganha” em entretenimento ou informação não compensa pelo que se perde em termos de experiência de vida ou vivência com o próximo. A expressão “tempo é dinheiro”, é mais levada a sério pelos produtores de TV do que pelos telespectadores. É bom considerar que a indústria da televisão valoriza o seu tempo e atenção, mais do que você mesmo o faz. São gastos milhões em publicidade e elaboração de novelas e filmes para que você dedique alguns minutos de seu tempo à telinha. O valor do tempo no mercado publicitário e na mídia, só vem reforçar a idéia de que o seu tempo vale ouro. Todavia, esse valor não pode medir a importância do tempo que você dedica à família, aos filhos, aos amigos, à igreja, aos necessitados e principalmente ao Criador.

Agora vamos fazer outro cálculo para finalizar essa reflexão: pense numa pessoa que passa uma média de três horas por dia na frente da “telinha”, por semana ela dedicará 21 horas à TV. Por mês dedicará 84 horas, e durante o ano todo terá desperdiçado cerca de 1.008 horas, ou 42 dias da sua tão breve e preciosa existência. Não é difícil calcular quanto tempo ela terá gastado diante da TV em 10 anos, serão aproximadamente 10.080 horas ou 420 dias. Imagine que a mesma pessoa dedica uma hora por dia à leitura e estudo da Bíblia, bem como à oração. É fácil fazer o cálculo e perceber, que o seu tempo com Deus está defasado. O fato, porém, é que uma boa parcela de cristãos dedicam mais de três horas por dia à TV e menos de uma hora para sua devoção pessoal com Jesus. O mesmo cálculo pode ser feito para analisar a quantidade de horas dedicadas ao estudo, à busca de conhecimentos culturais e à leitura construtiva. Ao fazê-lo, talvez você e sua família descubram que têm desperdiçado muito tempo. Se isso ocorrer, faça um pacto com Deus e reorganize seu tempo para a honra e glória do Senhor Jesus.

Jorge Schemes:

Formação: Bacharel em Teologia com Ênfase em Grego e Hebraico. Licenciado em Pedagogia com Habilitação em Séries Iniciais e Administração Escolar. Licenciado em Ciências da Religião com Habilitação em Ensino Religioso. Pós-Graduado em Interdisciplinaridade e Metodologia do Ensino Superior. Pós-Graduado em Psicopedagogia Clínica e Institucional. Atuação Profissional: Técnico Pedagógico na Gerência de Educação de Joinville - GERED. Professor de Filosofia da Educação; Empreendedorismo, Educação e Conjuntura Política e Projetos Educacionais e Corporativos na FGG (Faculdade Guilherme Guimbala - ACE - Associação Catarinense de Ensino). Professor de Religião no Instituto de Parapsicologia de Joinville. Professor de Ensino Religioso nas Escolas Públicas Municipais Saul Sant'Ana de Oliveira Dias e Karin Barkemeyer . Membro Conselheiro do COMEN e da CMAIDS (Conselho Municipal de Entorpecentes e Comissão Municipal de Prevenção e Controle de DST/AIDS). Membro da aliança:"Por Um Mundo Sem Tabaco", do INCA (Instituto Nacional do Câncer). Autor do Livro: "O Que Você Precisa Saber e Fazer Para deixar de Fumar" - Editora DPL. Escritor e Palestrante.

jorgeschemes@yahoo.com.br

www.jorgeschemes.blogspot.com

Banalização da Violência...Os Games Mais Violentos do Mundo!!!

Dead Space - Dead Space é um belo jogo de ficção científica, com muita ação, tiros e violência. Ele possui um visual sinistro, oferece uma experiência de jogo bizarra e é divertido de jogar. Porém é sangrento, muito sangrento. Resumidamente: para matar uma criatura com sucesso, você precisa desmembrá-la.
Resident Evil (series) - Esta clássica série de games vêm nos assustando desde seu surgimento para o jogadores de PlayStation. Resident Evil possui todos os tipos de coisas estranhas, seja cachorros sedentos por sangue, criaturas tentando comer você vivo ou maníacos da serra-elétrica. No jogo, violência não falta.
Silent Hill (series) - O jogo Silent Hill é repleto de doenças insanas, monstros zumbis e violência. As criaturas são de um visual terrível (no bom sentido, se é que isso é possível) e o clima do jogo é sempre de tensão. E verdade seja dita, foi difícil encontrar uma tela que não ofendesse a sensibilidade das pessoas; a tela desta imagem é da sequência Silent Hill: Homecoming.
Fallout (series) - Um mundo arruinado que pode ser explorado em primeira ou terceira pessoa, repleto de armas e, claro, inimigos mutantes e uma história cheia de violência que pode empolgar, mas que não precisa ser seguida. O jogo da série Fallout, pelo menos, leva o título de melhor história, sem dúvida alguma.
Gears of War (series) - O trunfo em diversão deste jogo é a variedade de maneiras possíveis de se eliminar um inimigo. Você acha a animação com moto-serra interessante? O novo Gears of War incrementa a violência com cenas que vão desde socos na cara até a tiros à queima roupa na cabeça e pelas costas.
Mortal Kombat (series) - Claro que essa lista não ficaria completa sem a série Mortal Kombat. Desde seu lançamento, em 1992, este jogo inspirou diversos outros e gerou novas sequências para ele próprio. Sua violência ficou registrada em seus golpes finais denominados de Fatalities que, entre outros exemplos, poderiam arrancar o coração do adversário com uma só mão ou quebrar a espinha de outro com um só golpe.
Soldier of Fortune - Na era dos games de tiro em primeira pessoa para PC , o Soldier of Fortune é apenas mais um deles. No jogo, você é um mercenário caçando terroristas neonazistas. Mas o grande atrativo era a tecnologia GHOUL, desenvolvida pela Raven Software para o game Quake II. Este sistema permite que você separe o corpo em até 20 partes, fazendo o membro acertado ser arrancado com bastante violência.
God of War (series) - God of War é um daqueles games clássicos de ação com ótimos gráficos. Não fosse por um pequeno detalhe, este jogo estaria a salvo da violência. Em certos momentos, quando você está massacrando algum inimigo ou acertando uma machadada na cabeça de alguma criatura, o jogo mostra em câmera lenta sua ação.
Condemned 2: Bloodshot - Mistura de um CSI diabólico com episódios psicóticos, o jogo 'Condemned 2: Bloodshot' mostra a história por meio dos olhos de um agente especial que está perdendo a cabeça, enquanto enfrenta demônios pessoais e tenta analisar cenas de crimes. Mas o que pode amedrontar mais as pessoas é o fato do jogo ser na perspectiva em primeira pessoa. Horripilante e cheio de violência.
Manhunt - Enquanto jogos como o GTA permitem um mundo de possibilidades, a única alternativa disponível para o jogador em Manhunt é matar - ou ser morto. Neste jogo sombrio e cheio de violência você pode matar usando armas, facas e - pasmem - sacolas plásticas para sufocar o inimigo. Isso sim que é ensinar as crianças a não brincar com sacolas plásticas.
Grand Theft Auto (series) - As séries do Grand Theft Auto são um dos games mais controversos dos últimos tempos. Seja pela possibilidade de se atropelar um pedestre, atirar em pessoas nas ruas ou tentar paquerar as mulheres pelo caminho, este jogo também tem um apelo sexual que muitas vezes deixa o cenário sangrento de lado. Seria a sensualidade algo pior que a violência?
Doom (series)- Um dos primeiros jogos a inovar no modo em primeira pessoa, o Doom (apesar dos gráficos, que eram considerados uma arte para a época) foi também um dos primeiros games a lançar-se em shareware. O jogo continua ainda hoje com sua franquia e está ainda mais sangrento e cheio de violência.
Smash TV - Na época dos games clássicos, quando se destruia alguma coisa usando uma arma, ela sumia em forma de triângulos coloridos. Com a chegada do Smash TV deu-se forma aos jogos de violência gratuita. Tiros, socos e partes de corpos voando para todos os lados faziam parte do cenário deste jogo.
Night Trap - O problema do jogo Night Trap (lançado pela Sega CD) não era bem o sangue, até porque não existia nenhum. A verdade é que era um game com violência explícita e sem contexto, praticada por pessoas mal vestidas ou de lingerie. Inclusive este jogo - em conjunto com Mortal Kombat - ajudou na criação do Entertainment Software Ratings Board (ESRB), responsável pela classificação etária dos jogos.

Crianças com TV e computador dormem menos, diz pesquisa

Uma pesquisa realizada por cientistas israelenses reforçou o que muitos pais já desconfiavam: crianças que têm TV e computador nos seus quartos dormem menos do que as crianças que não têm.

O estudo, que analisou os hábitos de 444 estudantes com idade média de 14 anos, revelou que os que têm os aparelhos no mesmo ambiente de suas camas dormem em média meia hora mais tarde do que as outras, sendo obrigadas a se levantar no mesmo horário no dia seguinte.

Os cientistas da Universidade de Haifa e da Faculdade Jezreel Valley descobriram que as crianças sem TV ou computador no quarto dormiam em média às 23h04 e acordavam às 6h45 nos dias da semana e iam dormir às 1h45 e e acordavam às 11h30 nos fins de semana.

Na média, as crianças disseram ver televisão diariamente por 2h40 e usar o computador por 3h45.

Mas os adolescentes com os aparelhos perto da cama admitiram ver televisão uma hora a mais e também usar o computador o mesmo tempo adicional em comparação com as outras.

Alimentação

As crianças pesquisadas, estudantes do ensino médio, responderam a perguntas sobre seus hábitos de sono e também sobre seus hábitos alimentares quando também usavam os dois aparelhos.

Os pesquisadores descobriram que 20% deles comem em frente à televisão regularmente e apenas 10% disseram nunca fazer isso.

Os jovens disseram comer menos em frente ao computador – 50% afirmaram nunca fazer isso, e apenas 10% admitiram fazer isso com freqüência.

De acordo com os estudiosos, existe uma relação direta entre o hábito de ver televisão e usar o computador e o hábito de comer em frente aos aparelhos.

Quanto mais uma criança usa os equipamentos, maior a chance de que desenvolva o costume de fazer suas refeições na companhia deles.(Fonte: BBC brasil)

Cinema e TV enganam pessoas sobre infarto, diz ONG

A maneira dramática como ataques cardíacos são mostrados na TV e no cinema pode estar levando pessoas a ignorar sintomas na vida real, alertou uma ONG britânica.

"Ataques cardíacos hollywoodianos" mostram pessoas desmaiando e apertando o peito, simulando dor extrema.

Mas a ONG British Heart Foundation, que luta para diminuir os casos de infarto, alertou que os sintomas de um ataque cardíaco podem ser muito mais sutis e fáceis de ignorar.

"Temos de espalhar a mensagem de que ataques cardíacos no cinema e na TV não são o que as pessoas vivenciam normalmente", disse uma representante da entidade, Betty McBride.

Pesquisa

Em um levantamento feito pela ONG, de cada dez pessoas ouvidas, quatro disseram que seus conhecimentos sobre sintomas de ataques cardíacos vinham da TV e do cinema.

Apenas 6% disseram que tinham procurado aconselhamento ou discutido o assunto com seu médico.

Entre cerca de dois mil participantes da pesquisa, quase um quinto (18%) disseram não saber quais eram os sintomas de um ataque cardíaco.

"Há tantos sintomas. O ponto é, se você está se sentindo muito mal e tem aquela pequena suspeita de que talvez esteja tendo um ataque cardíaco, não demore, chame o serviço de emergência", disse McBride.

Só na Grã-Bretanha, cerca de 250 mil pessoas sofrem ataques cardíacos anualmente. Um terço delas morre antes de chegar ao hospital.

Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa, mas os mais comuns incluem dor no centro do peito - uma dor que se espalha pelos braços, pescoço e queixo - e também náusea, suores frios e falta de ar acompanhados de dor.

Ambos os sexos, mas principalmente mulheres, podem sentir um desconforto no peito acompanhado de uma sensação geral de mal-estar, uma dor que se espalha pelas costas ou estômago e uma dor no peito parecida com uma indigestão. (Fonte: BBC Brasil)