Alemães desenvolvem fliperama controlado pela mente

Alemães alegam que tecnologia torna controle viável em velocidade recorde
Pesquisadores de uma universidade de Berlim apresentaram uma nova tecnologia que, segundo afirmam, permite comandar máquinas com a força do pensamento em uma velocidade recorde.

Para provar a eficiência do sistema, os especialistas demonstraram como uma pessoa pode jogar fliperama sem precisar mover as mãos.

Uma touca elástica, com pequenos eletrodos, capta as correntes cerebrais na superfície da cabeça e transmite os comandos do jogador ao brinquedo.

"Por meio da touca de eletroencefalograma, medimos campos magnéticos gerados pelo pensamento com dois sinais diferentes, um referente à imaginação do movimento da mão esquerda e outro do movimento da mão direita, sem que a pessoa precise mover os membros", afirmou o diretor do projeto, Klaus-Robert Müller, professor na Universidade Técnica de Berlim (TU).

O projeto foi desenvolvido pela TU em cooperação com neurologistas do Hospital Universitário Charité e pesquisadores de informática do Fraunhofer Institut.

Robô

Touca com eletrodos capta correntes cerebrais na superfície da cabeça

Estudos sobre o comando de máquinas diretamente pelo cérebro humano, dentro da disciplina chamada brain-computer interface (BCI), já existem há alguns anos.

Em uma das últimas experiências a chamar a atenção da mídia, pesquisadores japoneses apresentaram em março passado um robô que se move, obedecendo pensamentos, captados por um capacete que interpreta ondas cerebrais do usuário.

Os especialistas alemães afirmam que o experimento de Berlim é inédito porque possibilita uma resposta quase imediata da máquina ao pensamento humano.

"Podemos classificar (o experimento) como um grande avanço, pois temos o sistema mais rápido do mundo neste momento", disse Müller. "Com a demonstração, comprovamos a rapidez com que é possível se transmitir uma informação."

Segundo os cientistas, essa tecnologia poderá, um dia, facilitar a vida de tetraplégicos, pacientes com distrofia muscular ou vítimas de derrame cerebral.

"O importante é que poderemos proporcionar a pacientes dependentes de acompanhamento ininterrupto mais um passo para a conquista da independência e de uma privacidade que eles não têm", diz o especialista BCI, Michael Tangermann, membro da equipe da TU responsável pelo projeto. (Fonte: BBC Brasil)

Um quarto das garotas que usam a internet já sofreram bullying, diz estudo

Site inglês lança guia para evitar o problema e ajudar amigos:

É impossível proteger os filhos de todos os tipos de violência que a internet pode oferecer. Uma pesquisa inglesa feita pelo site Girlguiding UK revelou que mais de um quarto das garotas que utilizam a grande rede já sofreram algum tipo de agressão ao navegarem pela rede.

Segundo o site da BCC , o estudo teve como base entrevistas com mil mulheres adolescentes entre 10 e 18 anos e constatou que 28% delas já sofreram bullying por email, mensageiro eletrônico ou pela internet, normalmente infligido por outra mulher, na maioria das vezes também jovem. Bullying é um termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo incapaz de se defender.

“Como a maior organização de proteção à mulher do Reino Unido, vemos que é nossa responsabilidade dar a essas moças a sabedoria e a auto-confiança para lidar com esses problemas que as preocupam”, declara Denise King, chefe executiva da Girlguiding UK em nota publicada no site InfoWorld .

King afirma que houve um aumento substancial do bullying e dos novos métodos utilizados pelos agressores e, justamente por isso, ressalta o quão sério é o problema. “Entretanto, também queremos salientar às meninas as habilidades de ser uma boa amiga. Isso é importante não apenas quando se é jovem, mas durante toda a vida”, diz. Por isso, além da pesquisa, o site Girlguiding UK lançou também um guia para que garotas e jovens saibam lidar com esse problema, noticiou o site Tech Radar .

As dicas básicas incluem não informar nenhum dado pessoal como endereço e telefone na internet; não responder a emails e mensagens com teor estranho e sempre mostrar qualquer coisa aos adultos; criar senhas seguras para os cadastros e contas de email e, obviamente, denunciar sempre que possível o cyber bullying. (Fonte: Yahoo Notícias)

Televisão e Sono

Estudo apresentado no Congresso Sleep 2009 indica que o hábito de assistir à televisão antes de dormir pode ser um importante determinante no tempo que as pessoas ficam na cama, e pode contribuir para o débito crônico de sono. Os pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, analisaram dados de mais de 21 mil pessoas com idades acima de 15 anos sobre as atividades que os participantes realizavam duas horas antes e após a hora de ir para a cama. E descobriram que assistir à televisão era, de longe, a atividade mais comum antes de dormir, alcançando quase 50% do tempo "pré-cama". De acordo com os autores, a descoberta foi surpreendente, pelo fato de que, para as pessoas, o hábito de ver televisão parece ser mais importante no começo do período de sono do que outras atividades mais "biológicas". A preocupação dos especialistas é que a TV pode fazer as pessoas ficarem de pé até tarde, enquanto os alarmes os fazem acordar mais cedo, reduzindo o tempo de sono a menos do que o fisiologicamente necessário. E dormir menos de sete ou oito horas diárias atrapalha a atenção e está associado com um aumento na obesidade, morbidade e mortalidade. "Dada a relação da curta duração do sono com riscos de saúde, há a preocupação de que muitos americanos estão cronicamente com 'sub-sono' por causa de escolhas do estilo de vida", explicaram os autores, destacando que mais de 40% dos americanos dormem menos do que o recomendado. Os resultados indicam que "assistir menos televisão durante a noite e atrasar o horário do início do trabalho de manhã parecem ser os candidatos à mudança comportamental para conseguir sono adicional e reduzir o débito crônico de sono". Mas, como o horário de trabalho não costuma ser flexível, o ideal seria a redução das horas em frente à TV antes de dormir. (Fonte: EurekAlert)

Televisão atrapalha desenvolvimento da linguagem

Bebês que passam muito tempo ouvindo os sons da televisão têm, no início da infância, menos interação verbal com os adultos, o que atrapalha o aprendizado da linguagem, segundo estudo da Universidade de Washington, nos EUA. "O efeito de ter uma televisão ligada é que os bebês falam menos e fala-se menos para eles", destaca o pesquisador Dimitri A. Christakis.

O estudo incluiu 329 crianças de dois a 24 meses, que passaram a usar um aparelho que gravava os sons aos quais o bebê era exposto durante um dia inteiro por mês. E os resultados indicaram que quanto mais horas de TV gravada em uma sessão, menos vezes as crianças falavam e menos palavras elas ouviam dos adultos – para cada hora adicional de TV, eram menos 771 palavras faladas pelos adultos.

Os autores destacam que essa menor interação verbal atrasa o desenvolvimento da linguagem e, de forma geral, o desenvolvimento cognitivo. E a maior preocupação é que muitos pais costumam deixar os filhos sozinhos em frente à TV, em lugar de interagir com eles.

Fonte: Pediatrics

Comunidade de internautas revoluciona a televisão

Há 5 anos mal nos dávamos conta que aqueles videozinhos engraçados trocados por e-mail seriam o início de uma das maiores revoluções no mundo do entretenimento audiovisual.

De lá para cá, temos comunidades com centenas de milhares de internautas que se organizam para transmitir ao vivo programas de TV de todo o mundo, colocam tudo para download e ainda criam suas próprias versões das legendas em diversos idiomas. E de graça, para todos os internautas.

Esses internautas já formam uma audiência que não se limita a fronteiras geográficas ou a acordos entre emissoras e produtores de conteúdo. Ainda que seja um público pequeno comparado ao da televisão tradicional, essa audiência global consome séries, filmes e programas de TV ao mesmo tempo em que são transmitidos em qualquer país.

Sem imaginar que pode estar infringindo direitos autorais, cada pessoa faz a TV do seu jeito. Assiste ao programa que quiser e na hora mais conveniente. Programas que são produzidos por qualquer emissora, não importa o dia, o mês ou o ano que tenham ido ao ar.

"Com a internet, o que era ‘audiência’ se tornou ‘comunidade’; o que era ‘espectador’ virou ‘usuário", diz Silvio Meira, cientista chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar).

Canais na web - As emissoras, produtoras e estúdios sabem disso e têm lançado portais de vídeo, com séries e filmes para servir esse espectador-internauta. Os exemplos mais bem sucedidos são o Hulu.com, o site da Fox e, no Brasil, o Terra TV e o Globo Vídeos.

A iniciativa tem dado muito certo. Nos Estados Unidos, de acordo com os últimos números da ComScore, de março, 77,8% dos internautas haviam assistido a 14,5 bilhões de vídeos no mês. Uma média de 5,5 horas de vídeos por usuário.

A audiência das séries e programas transmitidos no Terra TV também tem crescido muito. De acordo com Antonio Prada, diretor de conteúdo do Terra, este mês já foram exibidos de 50 milhões de vídeos, para mais de 7 milhões de visitantes.

As próprias emissoras brasileiras, como Globo, MTV, SBT, Band, Cultura, Fox, ESPN e Fiz.tv contam com uma boa oferta de conteúdo para a internet. Ainda há emissoras que transmitem apenas online, como AllTV (www.alltv.com.br), JustTV (www.justtv.com.br) e WTN (www.wtn.com.br).

"O que falta é a universalização da banda larga de alta velocidade. Quando todo mundo tiver 100 megabits por segundo, pouco vai importar se a TV tem 500 canais. Um garoto vai transmitir da sua webcam o campeonato de futebol de botão do colégio e vai ter gente assistindo do outro lado", completa Silvio Meira.(Fonte: Yahoo Notícias)

Reflexão Sobre a Violência na TV

ÍDOLOS VIOLENTOS

Por: Jorge Schemes*

O Times Mirror Center for People and the Press, fez uma pesquisa com 1.516 espectadores de TV dos Estados Unidos e revelou que os jovens americanos são a favor da violência na TV, dos entrevistados, 74% dos espectadores abaixo de 30 anos assistem a programas violentos. A violência na TV tem exercido o seu fascínio sobre os jovens.

Uma outra pesquisa feita pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) realizada em 23 países sobre os efeitos da violência da mídia no comportamento infantil, apontou os personagens violentos como modelo das crianças, ou seja: as aclamadas “estrelas” de filmes de ação são considerados seus heróis.

O professor e psicólogo Jo Groebel, da Universidade de Ultrecht na Holanda, foi o responsável pela coordenação da pesquisa. Segundo ele, a despeito da cultura, religião ou acesso à tecnologia, 88% das crianças conhecem o exterminador do futuro - personagem do ator americano Arnold Schwarzenegger, o qual se transformou numa espécie de ícone global da violência.

Groebel entrevistou 5 mil crianças na fase da pré-adololescência ao redor do mundo. Das cinco mil crianças de 12 anos, entrevistadas em 23 países, entre eles o Brasil, 26% apontaram como seu maior modelo de comportamento os heróis de filmes de ação. A porcentagem aumenta entre os meninos: 30% têm tais personagens como modelo.

O estudo mostra que 51% das crianças que vivem em áreas violentas gostariam de ser como Schwarzenegger na pele do exterminador. Os heróis de filmes de ação ficam bem à frente, na preferência, que pop stars e músicos (18,5%), líderes religiosos (8%) ou políticos (3%), entre outros, como revelam as estatísticas abaixo:

Os Ídolos Infantis

(porcentagem dos entrevistados)

Heróis de filmes de ação - 26%

Pop stars e músicos - 18,5%

Líder religioso - 8%

Líder militar - 7%

Filósofo ou cientista - 6%

Jornalista - 5%

Político - 3%

Obs: os demais 26,5% apontaram pessoas de suas relações pessoais ou que desempenham outras funções na sociedade. (Fonte: UNESCO)

A pesquisa ainda revelou que, nas áreas violentas, 7,5% das crianças admitem ter usado armas contra outras pessoas. “Fica claro que as crianças usam os heróis como modelos principalmente para lidar com situações difíceis e sobreviver a elas”, afirma o professor Jo Groebel, psicólogo responsável pela coordenação da pesquisa.

O relatório da UNESCO conclui que o maior meio de acesso à violência na mídia é a televisão. Das crianças entrevistadas, 93% assistem a, pelo menos, um canal de TV. Em média, passam três horas por dia na frente de um televisor. Esse tempo de exposição aumenta no Brasil, onde elas passam quatro horas assistindo à TV. O Doutor Groebel chegou a conclusão de que a TV domina a vida das crianças em todo o mundo. Ele afirma ainda que elas dedicam 50% a mais de seu tempo à TV do que a qualquer outra atividade. Segundo o psicólogo, o impacto é ainda maior se for levado em conta que a maioria das emissoras apresenta programas de “entretenimento”, e não educativos.

“O estudo da Unesco não tem por objetivo responsabilizar a mídia pelo aumento da violência, que faz parte do sistema”, afirmou Groebel numa entrevista em O Estado de São. Paulo. “Mas a mídia propaga a idéia de que a violência compensa”. Groebel acredita que, com a popularização da Internet e dos videogames, esse quadro pode piorar. “Na Internet, as crianças têm acesso a todo tipo de pornografia”, diz. “E, nos games, tornam-se sujeitos da ação, em muitos casos ganhando pontos ao mutilar ou torturar o adversário”.

Groebel sugere, como solução, que as crianças tenham orientação para saber discernir melhor a ficção da realidade. É necessária a criação de um código de conduta. “Os pais têm papel fundamental no processo”, afirma o psicólogo. (O Estado de S. Paulo, quinta feira, 28 de maio de 1988, pág. A-19)

Falando de maneira objetiva, o que realmente acontece quando a criança vê cenas de violência ou sexo na TV? Essa pergunta foi feita para um grupo de psicólogos e pedagogos, num estudo realizado sobre a qualidade dos programas infantis. A resposta não tão conclusiva quanto o estudo da Unesco, mas deixa margens para dúvidas, no mínimo, preocupantes. Sobre o fato de a criança assistir cenas de violência e sexo na TV, “não se chegou a um veredicto”, revela o estudo. “O que se sabe é que a criança funciona como um computador cuja memória está vazia. Ela armazena todo tipo de informação que recebe, e ninguém quer que um menino de cinco anos tenha na memória cenas de violência”. (Veja, Edição Especial. 13 de maio de 1998, p. 89)

Além do mais, as evidências apontam na direção contrária, revelando que as crianças e adolescentes não só reterão tal conteúdo na memória como serão atingidos de maneira negativa por esse conteúdo. Não se pode negar de que a violência apresentada na TV tem contribuído para o cumprimento da profecia feita pelo Senhor Jesus quando disse: “E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará”.(Mateus 24:12)

Na opinião do Jornalista Nilson Lage, “o que acontece é que num quadro como o atual, de globalização, as pessoas perdem as referências. O que era um herói? Era o sujeito que se sacrificava por uma causa comum. Isso deixou de existir, mas a necessidade de heróis continua. Então começaram a eleger heróis como Ayrton Senna, que na realidade é uma marca comercial, em torno da qual se agrupam enormes interesses econômicos. Assim se fabricam heróis”.(Jornal A Notícia, Anexo – 28 de setembro de 1998, p. C-9)

Diante desse imenso bombardeio de falsos heróis, se faz necessário estabelecer diante das crianças, quem são, de fato, os verdadeiros heróis. Tanto a história secular como a história da igreja nos apresenta muitos, mas é na Palavra de Deus onde você encontrará modelos dignos de serem copiados. Porque os heróis do cristão não são forjados por trás dos bastidores. Não se acham a serviço de interesses escusos. Não se identificam com uma escala invertida e irreal de valores. Os heróis do cristão são autênticos, porque se identificam com aquele que é o mesmo ontem, hoje e eternamente. E todos aqueles que imitam o caráter do supremo modelo (Cristo Jesus), são dignos de imitação. Por isso Paulo afirmou: “sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo”. (I Coríntios 11:1)

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Violência na TV e comportamento agressivo

Por: Dr. Drauzio Varela
Nunca se assistiu a tanta violência na televisão como nos dias atuais. Dada a enormidade de tempo que crianças e adolescentes das várias classes sociais passam diante da TV, é lógico o interesse pelas conseqüências dessa exposição. Até que ponto a banalização de atos violentos, exibidos nas salas de visita pelo país afora, diariamente, dos desenhos animados aos programas de "mundo-cão", contribui para a escalada da violência urbana? Essa questão é mais antiga do que se imagina. Surgiu no final dos anos 1940, assim que a televisão entrou nas casas de família. Nos Estados Unidos, país com o maior número de aparelhos por habitante, a autoridade máxima de saúde pública do país (Surgeon General) já afirmava em comunicado à nação, no ano de 1972: "A violência na televisão realmente tem efeitos adversos em certos membros de nossa sociedade". Desde então, a literatura médica já publicou sobre o tema 160 estudos de campo que envolveram 44.292 participantes, e 124 estudos laboratoriais com 7.305 participantes. Absolutamente todos demonstraram a existência de relações claras entre a exposição de crianças à violência exibida pela mídia e o desenvolvimento de comportamento agressivo. Ao lado deles, em 2001, foi publicado um estudo interessantíssimo numa das mais importantes revistas de psicologia, que evidenciou efeitos semelhantes em crianças expostas a videogames de conteúdo violento. Em fevereiro de 2002, Jeffrey Johnson e colaboradores da Universidade de Columbia publicaram na revista Science os resultados de uma pesquisa abrangente que estende as mesmas conclusões para adolescentes e adultos jovens expostos diariamente às cenas de violência na TV. A partir de 1975, os pesquisadores passaram a acompanhar um grupo de 707 famílias, com filhos entre um e dez anos de idade. No início do estudo, as crianças tinham em média 5,8 anos e foram seguidas até 2000, quando atingiram a média de 30 anos. Nesse intervalo de tempo, periodicamente, todos os participantes e seus pais eram entrevistados para saber quanto tempo passavam na frente da televisão. Além disso, respondiam a perguntas para avaliar a renda familiar, a possível existência de desinteresse paterno pela sorte dos filhos, os níveis de violência na comunidade em que viviam, a escolaridade dos pais e a presença de transtornos psiquiátricos nas crianças, fatores de risco sabidamente associados ao comportamento agressivo. A prática de atos agressivos pelos jovens foi avaliada por meio de sucessivas aplicações de um questionário especializado e de consulta aos arquivos policiais. Depois de cuidadoso tratamento estatístico, os autores verificaram que, independentemente dos fatores de risco citados acima, o número de horas que um adolescente com idade média de 14 anos fica diante da televisão, por si só, está significativamente associado à prática de assaltos e à participação em brigas com vítimas e em crimes de morte mais tarde, quando atinge a faixa etária dos 16 aos 22 anos. Essa conclusão vale para homens ou mulheres, mas não vale para os crimes contra a propriedade, como furtos e vandalismo, que aparentemente parecem não guardar relação com a violência presenciada na TV. Conclusões idênticas foram tiradas analisando-se o número de horas que um jovem de idade média igual a 22 anos (homem ou mulher) dedica a assistir à televisão: quanto maior o número de horas diárias, mais freqüente a prática de crimes violentos. Entre adolescentes e adultos jovens expostos à TV por mais de três horas por dia, a probabilidade de praticar atos violentos contra terceiros aumentou cinco vezes em relação aos que assistiam durante menos de uma hora. O estudo do grupo de Nova York é importante não só pela abrangência (707 famílias acompanhadas de 1975 a 2000) ou pela metodologia criteriosa, mas por ser o primeiro a contradizer de forma veemente que a exposição à violência da mídia afeta apenas crianças pequenas. Demonstra que ela exerce efeito deletério sobre o comportamento de um universo de pessoas muito maior do que aquele que imaginávamos. Apesar do consenso existente entre os especialistas de que há muito está caracterizada a relação de causa e efeito entre a violência exibida pelos meios de comunicação de massa e a futura prática de atos violentos pelos espectadores, o tema costuma ser abordado com superficialidade irresponsável pela mídia, como se essa associação ainda não estivesse claramente estabelecida. Em longo comentário ao artigo citado, na revista Science, Craig Anderson, da Universidade de Iowa, responsabiliza a imprensa por apresentar até hoje como controverso um debate que deveria ter sido encerrado anos atrás. Segundo o especialista, esse comportamento é comparável ao mantido por décadas diante da discussão sobre as relações entre o cigarro e o câncer de pulmão, quando a comunidade científica estava cansada de saber e de alertar a população para isso. Seis das mais respeitadas associações médicas americanas (entre as quais as de pediatria, psiquiatria, psicologia e a influente American Medical Association) publicaram, em 2001, um relatório com a seguinte conclusão sobre o assunto: "Os dados apontam de forma impressionante para uma conexão causal entre a violência na mídia e o comportamento agressivo de certas crianças". As associações médicas e a imprensa brasileira dariam importante contribuição ao combate à violência urbana se trouxessem esse tema a debate. (Fonte: Drauzio Varella)

Toques de celular podem ser prejudiciais à memória, diz estudo

Celulares, além do seu suposto perigo de explosão em bolsos e postos de gasolina, sem contar o discutível risco de estimular o câncer, agora também pode prejudicar a memória. Ao menos seus toques sonoros, diz um estudo publicado no Journal of Environmental Psychology pela Washington University in St. Louis. De incômodo, o barulho passou a ser prejudicial também.

O estudo, segundo o site Textually, também informa que o efeito é ainda mais forte em salas de aula e períodos onde muita concentração é exigida. O impacto dos famosos ringtones, uma forte distração em uma aula, reunião ou durante os estudos, é considerado mais forte quando a mente está absorvendo novas informações.

“Em qualquer cenário, onde as pessoas estão tentando adquirir conhecimento e tentam reter essas informações de alguma forma, uma distração que parece apenas um incômodo comum pode na verdade ter efeitos perturbadores sobre sua posterior retenção essa informação”, diz o estudo conduzido em parte pelo psicólogo Jill Shelton, da Louisiana State University em conjunto com Emily Elliott, Sharon Eaves e Amanda Exner.

De acordo com o site Switched, um dos experimentos realizados consistiu em deixar um celular tocar no volume alto por 30 segundos em uma sala de aula, enquanto os alunos assistiam ao que o professor ensinava. Após a aula, em um teste realizado, estudantes submetidos ao barulho tiveram notas 25% mais baixa do que os alunos que não ouviram o som e, portanto, não tiveram distrações.

“Dependendo do quão familiar uma pessoa é com esses sons, estes podem levar a um comprometimento ainda pior de seu desenvolvimento cognitivo”, revela o estudo. (Fonte: Yahoo Notícias)

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Com ele, é tudo preto no branco

Miguel Falabella nunca foi de meias-palavras. Diz o que pensa e o que quer com força, sinceridade e opinião, qualidade inegável no meio televisivo, onde as pessoas temem se chamuscar com egos inflamáveis e assuntos explosivos. Autor e ator do seriado Toma Lá Dá Cá, em que vive o corretor de imóveis Mário Jorge, o carioca não abranda suas críticas nem a seu próprio personagem. O programa emplaca sua terceira temporada sem saber se permanecerá na grade. A dúvida, porém, não abala Miguel. – Acho que ele ainda tem fôlego para mais, mas não cabe a mim decidir. Se não tiver de ser, faço outra coisa. Graças a Deus, trabalho não falta – garante. Entre os projetos, estão peças de teatro – uma delas, Gaiola das Loucas, em que Miguel aparecerá ao lado de Diogo Vilella – e o esboço de uma nova série, que gira em torno do culto à celebridade. “ – Essa cultura transformou todo mundo na mesma coisa. Eu não vou mais a lugar nenhum, porque você é obrigado a ser fotografado ao lado de vagabundos, ladrões, assassinos, com tudo. Vai tudo no mesmo saco – argumenta. Diário Catarinense – O que vai ter de novidade para o programa? Miguel Falabella – A Isadora vai ser juíza. Não teve agora essa juíza loura, uma mulher corrupta, que está aí nas páginas? E alguém diz alguma coisa? Se bobear vai estar na Caras mostrando a casa, daqui a pouco. Não vai? Claro que vai! E vai todo mundo vai achar lindo. O Brasil perdeu os valores básicos. O Toma Lá Dá Cá é uma brincadeira, mas denuncia isso tudo. DC – E você acha que o público entende dessa forma? Em A Lua me Disse, por exemplo, você foi acusado de racismo por causa das personagens Latoya e Whitney... Falabella – Eu respondo seis processos até hoje. O nível mental das pessoas que assistem à tevê no Brasil é por volta de 9 anos de idade. Em comparação a um jovem francês, o que lê um jovem brasileiro? Um jovem francês lê 200 vezes mais. E um país que não tem educação nos condena à mediocridade. Aqui mesmo tem diálogos e piadas que as pessoas não entendem, porque não têm informação. É o que eu brinco: para entender o Toma Lá Dá Cá tem de, pelo menos, ter lido A Moreninha. Mas o público entende a transgressão e a brincadeira, gosta do absurdo. DC – A recepção, então, é boa? Falabella – Com certeza. Quando você acharia que uma senhora, uma avó como é a Copélia, poderia se comportar dessa maneira? Uma mulher que só pensa em sexo? Mas o público ama a Copélia. Acho que a gente está tão farto de mentira, de hipocrisia, que, quando alguém diz uma loucura – e diz de verdade, porque eles acreditam naquilo – as pessoas gostam. (Fonte: Jornal DC - 24/05/2009) Nota do Editor: Em relação a declaração de Falabella de que o nível mental dos brasileiros é de cerca de nove anos de idade (Grifo nosso), talvez ele tenha razão, considerando que há mais de 70 milhões de analfabetos funcionais no país, ou seja, gente que sabe até ler e escrever mas que é incapaz de compreender e interpretar o que lê e escreve, realmente o nível mental de muitos é do tamanho da tela da televisão, a qual também apresenta programas de baixo nível mental.

MP-SP estuda medidas para tirar Maísa do ar

O choro que a menina Maisa Alves exibiu nas duas últimas semanas no Programa Silvio Santos, do SBT, virou assunto judicial. O cerco se fechou contra o dono do Baú: o que até então era encarado como charme da espevitada apresentadora de 6 anos está prestes a se tornar uma briga entre SBT, órgãos de justiça e ONGs que defendem os direitos da criança, para as quais a menina está sujeita à humilhação em pleno ar.

Tudo começou no domingo, dia 10, quando Maisa se assustou com um menino fantasiado de monstro e correu para o colo da mãe - tudo no ar. O segundo episódio de desespero da menina ocorreu no último domingo, dia 17, quando Maisa começou a por conta das brincadeiras do patrão, que implicava justamente com o choro do domingo anterior. A garota, ao correr para os bastidores, bateu a cabeça em uma câmera.

O caso foi levado ao Ministério da Justiça (MJ) e ao Ministério Público Federal (MPF) por duas fontes diferentes. No MPF, um advogado formalizou a denúncia contra o SBT. No MJ, o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) encaminhou relatório sobre os episódios do Programa Silvio Santos.

O SBT diz que a emissora não vai se pronunciar até seu departamento jurídico ser comunicado pelo Ministério Público Federal.

Por conta dessas denúncias, o SBT corre o risco de perder a apresentadora mirim e Silvio Santos pode ser investigado pelo Ministério da Justiça - por exposição de crianças em sua emissora. O canal ainda pode ser multado por desrespeito à lei.

Mas o caso ainda está no início: passa por investigação na Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC) e, assim que um procurador tomar a frente do caso, a família da criança e a emissora serão interrogados. Apenas se ficar comprovado no Ministério Público Federal que a menina foi humilhada, a emissora corre o risco de perder Maisa no programa dominical - classificado como adulto e não infantil, como o Sábado Animado, outra atração liderada pela garota.

A iniciativa do Conanda de encaminhar um relatório ao Ministério da Justiça ocorreu ontem à tarde, depois de Ariel de Castro Alves, membro do conselho, observar que a situação de Maisa no SBT é “delicada”. Ele diz que o conselho recebeu muitos e-mails discutindo o assunto e o posicionamento do MPF antes de levar o problema adiante. “A TV é uma concessão pública, por isso cabe ao Ministério da Justiça investigar o conteúdo do programa.”

Para Ariel, o caso de Maisa pode até render uma investigação pessoal de Silvio Santos. “Submeter uma criança ou adolescente a constrangimento ou humilhação configura crime, e isso está na lei. Esse tipo de caso rende detenção de seis meses a dois anos.”

O secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, não quis se pronunciar até o fechamento da edição. Ele afirmou que hoje fará uma nota oficial.

A polêmica da exposição ao trabalho de Maisa se estendeu às outras crianças contratadas por Silvio Santos. Segundo Ariel, ONGs ligadas à criança há semanas estão analisando esse investimento infantil do canal. “No SBT, Maisa e outras crianças estão sendo submetidas ao trabalho infantil, o que também pode render multa ou cassação de alvará de funcionamento do SBT. Ninguém com menos de 16 anos pode trabalhar, só no caso de aprendizes.”

Situação essa que só preocupa os pais de Priscilla, Yudi e Rebeka Angel - outros apresentadores mirins da emissora. “Se fosse meu filho eu já tinha proibido de participar desse tipo de programa”, diz Roberto Fonseca, pai de Priscilla. “A Maisa foi humilhada e ridicularizada em rede nacional.”

Já Nelson Tamachiro, pai do apresentador Yudi, de 16 anos, acha que o programa é combinado para chamar atenção. “O Programa Silvio Santos é gravado, então algumas coisas poderiam ser cortadas. Se aquele tipo de coisa não está sendo cortada é porque é combinado para gerar polêmica e audiência”, diz o pai do apresentador.

Fonte: Estadão.com.br

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