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Adolescente é julgado por matar a mãe e atirar no pai depois de eles tomarem seu Halo 3

Daniel Petric atirou nos pais – matando sua mãe – depois de eles tomarem seu Halo 3, disse a acusação no julgamento de homicídio do jovem de 17 anos.O adolescente, que tinha 16 na época, fora proibido de jogar Halo 3, mas fugiu de casa e comprou o game. Na volta, foi pego pelos pais, e seu pai Mark colocou o jogo em um cofre – o mesmo no qual ele guardava uma pistola 9 mm. Petric conseguiu recuperar o game e pegou a arma. Segundo seu pai, o jovem entrou na sala e perguntou-lhes: “Podem fechar seus olhos? Tenho uma surpresa para vocês”. Nesse momento Petric teria atirado na cabeça de seu pai e na de sua mãe, Susan, que morreu. Os advogados de Petric deram uma declaração inicial em que diziam que seu cliente sofreu uma grave infecção estafilocócica e ficou internado em casa por um ano sem nada para fazer, só vendo TV e jogando video game. Ultimamente, parece haver muitas tragédias envolvendo games.

Pessoas felizes vêem menos TV e lêem mais jornal

As pessoas felizes passam muito tempo em atividades sociais, na igreja ou lendo jornais - mas não dedicam muito tempo à televisão, constatou um novo estudo publicado pela Social Indicators Research.Assistir televisão é algo que pessoas infelizes fazem. Ainda que os indivíduos que se descrevem como felizes digam apreciar televisão, essa é a única atividade que praticam com freqüência menor que as pessoas infelizes, disse John Robinson, professor de sociologia na Universidade de Maryland e autor do estudo.Embora a maior parte dos estudos de grande porte sobre a felicidade tenha se concentrado nas características demográficas - fatores como idade e situação matrimonial -, Robinson e seus colegas tentaram identificar que atividades as pessoas felizes preferem realizar.O estudo se baseia primordialmente nas respostas de 45 mil norte-americanos que foram recolhidas pela Pesquisa Social Geral da Universidade de Chicago ao longo de 35 anos, e em estudos sobre “diários de tempo” nos quais os participantes do estudo registram suas atividades cotidianas.“Nós consideramos entre oito e 10 atividades às quais as pessoas felizes se dedicam, e, para cada uma delas, constatamos que as pessoas que as fazem com mais freqüência - visitas a amigos, ir à igreja, coisas como essa - são as mais felizes”, ele disse. “Já assistir televisão era a única atividade para a qual a correlação era negativa. As pessoas infelizes assistem mais TV do que as felizes”.Mas os pesquisadores não foram capazes de determinar se pessoas infelizes assistem mais TV ou se assistir mais TV torna as pessoas infelizes. “Não sei se desligar o televisor tornaria alguém mais feliz”, disse Robinson. Mas ele ainda assim acredita que os dados comprovem que as pessoas que assistem mais televisão são as menos felizes, em longo prazo.Já que o maior fator para prever o tempo dedicado a assistir televisão é se uma pessoa trabalha ou não, acrescentou Robinson, é possível que uma alta no desemprego leve as pessoas a passar mais tempo diante de seus televisores.(Fonte: Terra)

Número de brasileiros com internet em casa cresce 73% em dois anos

38,2 milhões de pessoas podem navegar no ambiente doméstico. Se considerados só os internautas ativos, valor cai para 24,4 milhões.
O número de brasileiros com acesso à internet residencial saltou 73% em dois anos, entre o último trimestre de 2006 e o mesmo período deste ano, segundo pesquisa Ibope//Netratings divulgada nesta segunda-feira (15). O número de internautas conectados em casa passou de 22,1 milhões nos três últimos meses de 2006 para 38,2 milhões no final deste ano. De acordo com a pesquisa, o tempo de navegação médio dos brasileiros que acessaram a web pelo menos uma vez no mês passado caiu quase 1 hora em relação ao mês anterior, mas manteve o Brasil como o país de maior tempo médio de navegação mensal entre os dez pesquisados pela NetRatings. Em novembro, os internautas ativos somaram 23 horas e 47 minutos de navegação. Ficaram mais próximos do Brasil em novembro a França, com 23 horas e 45 minutos, e a Alemanha, que marcou 23 horas e 5 minutos, segundo o Ibope. Dos 38,2 milhões que têm acesso à internet em casa, 24,4 milhões navegaram em novembro, o que os fez usuários ativos, na definição do Ibope. O número equivale a um aumento de 3% sobre o mês de outubro e de 13% sobre novembro de 2007. (Fonte: G1)

Comédias românticas podem atrapalhar relacionamento, diz estudo

As comédias românticas "made in Hollywood" podem atrapalhar um relacionamento amoroso, porque colocam uma marca muito alta em matéria de expectativas, segundo um estudo da Universidade Heriot-Watt, de Edimburgo. Segundo os psicólogos, esse tipo de filme, com argumentos muito pouco plausíveis e finais felizes altamente improváveis, transmitem uma falsa sensação de "relações perfeitas" e expectativas nada realistas. Os cineastas simplificam também excessivamente o processo de iniciar o relacionamento e dão a impressão de que é algo que se consegue sem nenhum esforço por parte do casal. A equipe da universidade escocesa analisou 40 filmes de grande bilheteria que estrearam entre 1995 e 2005, e distribuiu depois entre várias centenas de pessoas questionários sobre suas relações sentimentais. Os psicólogos chegaram à conclusão de que as pessoas que gostam de comédias românticas muitas vezes não conseguem uma comunicação eficaz com seus parceiros. "Os assessores matrimoniais deparam-se com freqüência com casais que acham que as relações sexuais devem ser sempre perfeitas e que não sentem a necessidade de se comunicar com a outra pessoa para expressar seus desejos", diz o psicólogo Bjarne Holmes, que dirigiu o estudo. "Embora a maioria saiba que é pouco realista esperar que um relacionamento seja perfeito, alguns continuam sendo muito mais influenciáveis do que achamos pela forma como o cinema ou a TV apresentam essas relações", acrescenta o especialista. A idéia de que é necessário investir tempo e energia em uma relação não é precisamente popular entre os cineastas, critica. Segundo Kimberley Johnson, outra psicóloga que participou do estudo, "os filmes refletem a emoção que acompanha uma nova relação, mas dão a entender equivocadamente que a entrega amorosa e a confiança acontecem desde o momento em que duas pessoas se conhecem, quando são qualidades que normalmente levam anos a se desenvolver". Os pesquisadores se propõem a realizar agora um estudo internacional mais amplo sobre o mesmo tema, e colocaram um questionário a respeito no site. (Fonte: Yahoo Notícias)

O Papel da Mídia na Promoção e Redução do Uso do Tabaco

Em agosto de 2008, o Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos lançou a Monografia “O Papel da Mídia na Promoção e Redução do uso do Tabaco” (Monograph 19 - "The Role of the Media in Promoting and Reducing”).
Trata-se de uma publicação de quase 700 páginas que representa um esforço de cinco anos envolvendo uma ampla equipe interdisciplinar de cientistas de diferentes áreas. A monografia faz uma profunda revisão sobre as formas como a indústria do tabaco usou e tem usado a mídia para promover e fazer propaganda de seus produtos; como a propaganda e a promoção se relacionam com o uso do tabaco; o papel dos jornais e da mídia de entretenimento (incluindo os cinemas) na indução ao consumo; evidências sobre a efetividade do banimento da propaganda e promoção na redução do consumo de produtos de tabaco, e o que já se conhece sobre campanhas e outras intervenções de mídia para o controle do tabaco.
É importante salientar que esse é o primeiro relatório do governo dos EUA que apresenta conclusões definitivas sobre uma relação causal entre propaganda e promoção de produtos de tabaco e o seu consumo; e também entre as representações do ato de fumar em filmes e a indução a iniciação de jovens no tabagismo.
O documento pode ser encontrado na íntegra em: http://cancercontrol.cancer.gov/tcrb/monographs/19/index.html
Essa publicação coincide com a discussão desse tema na terceira sessão da Conferência das Partes (COP3) da Convenção-Quadro da OMS para o Controle do Tabaco, que acontecerá em novembro em Durban, na África do Sul, envolvendo o governo de 160 países que são Parte desse tratado, inclusive o Brasil. O banimento da propaganda, patrocínio e promoção dos produtos de tabaco é uma das obrigações assumidas pelos países que ratificaram a Convenção-Quadro e durante a sua COP3 serão submetidas a aprovação dos países, propostas de diretrizes de melhores práticas para implementação do artigo 13 dessa Convenção: Publicidade, promoção e patrocínio do tabaco.

Excesso de TV e internet pode afetar saúde de crianças, diz estudo

Exposição à mídia está vinculada a obesidade e fumo, segundo pesquisa. Ligação a problemas de deficiência de atenção, porém, não é tão firme.
Passar muito tempo assistindo TV, jogando videogames e navegando pela internet faz com que as crianças fiquem mais sujeitas a diversos problemas de saúde, entre os quais obesidade e fumo, disseram pesquisadores norte-americanos nesta terça-feira (2). Especialistas do National Institutes of Health dos Estados Unidos, da Universidade Yale e do California Pacific Medical Center analisaram 173 estudos conduzidos desde 1980, em uma das mais abrangentes avaliações já realizadas sobre a maneira pela qual a exposição a fontes de mídia pode afetar a saúde de crianças e adolescentes. Os estudos, a maioria dos quais realizados nos EUA, se concentram em televisão, mas alguns também consideram videogames, filmes, música e uso de internet e computadores. Três quartos das avaliações apontam que consumo mais alto de mídia está associado a resultados negativos de saúde. Os estudos oferecem fortes indícios de que as crianças com mais exposição à mídia têm maior propensão à obesidade, ao fumo e a iniciar atividades sexuais mais cedo do que as crianças que passem menos tempo diante de uma tela, dizem os pesquisadores. Outras pesquisas apontam que mais exposição à mídia também está vinculada a uso de álcool e drogas e desempenho escolar mais baixo, mas os indícios quanto a um vínculo a problemas de deficiência de atenção e hiperatividade não são tão firmes, eles apontam. "Acredito que o número de pesquisas que demonstram esse impacto negativo de saúde tenha sido uma surpresa", disse o médico Ezekiel Emanuel, do NIH, um dos pesquisadores responsáveis pelo relatório divulgado pela organização sem fins lucrativos Common Sense Media, em entrevista por telefone. "O fato de que a questão da quantidade talvez importe mais que o conteúdo em si também é causa de preocupação. Temos uma vida de alta saturação de mídia, no século 21, e reduzir as horas de exposição será uma questão importante", acrescentou. (Fonte: G1)

Experimento de realidade virtual faz voluntários 'trocarem' de corpo

Voluntários que usaram capacetes especiais viveram essa experiência. Neurocientistas criaram truques para enganar a percepção.
Cumprimentar você mesmo com um aperto de mão pode ser uma experiência incrível. Mas a ilusão de ter sua barriga esfaqueada, nem tanto. Essas duas sensações pareceram reais para muitos participantes de um experimento realizado na Suécia – o objetivo é mostrar como as pessoas podem experimentar percepções enganosas quando têm a sensação de viverem em um corpo diferente do delas. Ou, em outras palavras, quando “trocam” de corpo. Em uma apresentação nesta semana, neurocientistas do Instituto Karolinska, em Estocolmo, mostraram como voluntários usando óculos de realidade virtual podem sentir que trocaram de corpo com um manequim ou até mesmo com outra pessoa. “Nos interessamos por uma questão clássica, que filósofos e psicólogos discutem há anos: por que achamos que a essência de uma pessoa está em seu corpo? Para estudar isso cientificamente, usamos truques que enganam a percepção”, afirmou Henrik Ehrsson, líder do projeto.
Voluntário
O repórter Karl Ritter, da agência de notícias Associated Press, fez o teste para entender “na pele” o que o especialista falava. Em um experimento, um manequim que usava óculos com função de câmera filmava seu próprio corpo. O repórter, também usando um capacete especial, olhava para baixo e via as filmagens feita pelo manequim – com isso, tinha a sensação de que o corpo de plástico que via era o seu.
Estudante olha para baixo e vê imagens filmadas por óculos especiais do manequim. Com isso, ele tem a falsa sensação de que seu corpo é o do boneco.
“Nesse momento, não parecia muito real. Mas isso mudou quando alguém passou uma caneta, simultaneamente, na minha barriga e na do manequim. Conforme meu cérebro processava os sinais visuais e táteis, aumentava a impressão de que o corpo dele era o meu”, disse Ritter. “Estava divertido, até que a lâmina de uma faca de cozinha entrou no meu campo de visão. Ela foi colocada contra a barriga do boneco, me dando um arrepio na espinha e aumentando meu nível de ansiedade, como mostraram os eletrodos presos ao meu dedo indicador”, continuou o repórter. Valeria Petkova, especialista ligada ao projeto, afirma que de 70% a 80% dos voluntários vivenciam a ilusão de maneira muito forte. “Aparentemente, estou entre essas pessoas”, disse o voluntário. A demonstração exemplifica os testes feitos com 87 voluntários – o resultado do estudo foi publicado no “Journal of the Public Library of Science”. As conclusões indicam que, sob certas condições, uma pessoa pode perceber o corpo de outra como sendo o seu. Isso mesmo quando o outro corpo é artificial ou de alguém do sexo oposto.
Para Ehrsson, as descobertas podem ser usadas em pesquisas sobre problemas envolvendo a imagem corporal: como as pessoas ficam satisfeitas ou insatisfeitas com seus corpos, por exemplo. Outra possibilidade é o desenvolvimento de versões mais avançadas de jogos como o “Second Life”. “Isso pode facilitar a criação de aplicações de realidade virtual em games, onde os jogadores poderão ter experiências realistas com seus avatares”, disse. (Fonte: G1)

Valeria Petkova coloca capacete especial no estudante Andrew Ketterer, que participou dos testes. (Fotos: AP)

Beijo de Cebola e Mônica cria polêmica; fãs querem aproximação de Cascão e Magali

Antes mesmo de chegar às bancas, o último número da revista em quadrinhos "Turma da Mônica Jovem", que mostra Mônica e Cebola se beijando, já causou polêmica entre os fãs em comunidades do Orkut. A maioria dos fãs gostou e até esperava há tempos pelo namoro dos personagens, que viviam brigando na infância. Nas discussões, alguns membros apostam também na união de Cascão e Magali. Para alguns membros, esse novo namoro poderia esquentar ainda mais as estórias, já que Magali tem um namorado, Quinzinho.
O primeiro beijo de Mônica e Cebola trouxe polêmica e especulações entre os fãs: Na comunidade Turma da Mônica Jovem (Mangá), que tem mais de 3.000 membros, a capa da revista, divulgada com antecedência, trouxe enorme curiosidade para os fãs, muitos duvidando que eles iriam mesmo se beijar. Uma enquete foi lançada na comunidade dias atrás, perguntando se os membros realmente acreditavam que o beijo se consumasse. Na respostas, 76% responderam que sim e iriam adorar; 10% concordaram, mas lamentaram. Outros 5% disseram que "não, infelizmente" e 2% responderam que "não, ainda bem". No fórum lançado na comunidade sobre o número 4, que mostra a cena na capa, o beijo trouxe enorme opiniões controversas e especulações. A maioria torcia pelo beijo. A integrante da comunidade Juliane disse que eles já "são 'amigos' há tanto tempo, acho mesmo é que demorou pra eles ficarem juntos". Mesmo assim achou o beijo muito "choco" e que deveria ter demorado mais. Outra pessoa da comunidade, Gabriela (Bee), não aprovou a rapidez com que eles se beijaram, no quarto número da série. "As coisas estão corridas demais" e "acho que o relacionamento deles foi muito mal construído", disse no fórum. A série que mostra a adolescência dos personagens é publicada pela editora Panini e teve o primeiro número lançado em agosto. A soma da venda das edições anteriores ultrapassa 500 mil exemplares.
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Revista com o primeiro beijo de Mônica chega hoje às bancas

Cresce uso de internet e TV nos EUA, indica pesquisa

Uma pesquisa divulgada pela consultoria de internet Nielsen aponta que os norte-americanos estão usando mais a internet e assistindo mais TV --e grande parte desse consumo ocorre simultaneamente. Segundo a pesquisa, noticiada pelo blog do "Hollywood Reporter", um usuário de internet passa on-line 27 horas por mês, 6% a mais que em 2007. Uma pessoa nos EUA assiste, em média, 142 horas de TV por mês --4% a mais que no ano passado. "A televisão fica ligada em boa parte do tempo, mas, ainda assim, as pessoas também estão usando a internet com mais freqüência --31% desse consumo ocorre ao mesmo tempo", disse a vice-presidente para a Nielsen Company, Susan Whiting. A pesquisa constatou também que os homens costumam assistir mais a vídeos por celulares do que as mulheres, mas que a situação é inversa no que se refere a assistir a vídeos pela internet. Estes, por sua vez, ainda não marcaram a preferência dos norte-americanos: eles passam seis horas mensais, em média, assistindo a DVDs na televisão --mais que o dobro de acessos a vídeos on-line. Os vídeos on-line são mais utilizados para assistir a eventos grandes, como Olimpíada ou ligas de jogos americanos, convenções políticas e debates, e também eventos relacionados à crise financeira mundial.
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Google entrega à CPI da Pedofilia mais dados 'trancados' no Orkut

Internautas denunciaram conteúdo suspeito para a ONG Safernet. Empresa já havia repassado dados de 3.261 álbuns; agora são 18,5 mil.
O Google Brasil entregou nesta quarta-feira (5), à CPI da Pedofilia, informações relacionadas a 18,5 mil álbuns trancados no site de relacionamentos Orkut – há suspeitas de que esses arquivos contenham imagens de pornografia infantil. Segundo a Agência Senado, que divulgou a notícia, os álbuns foram identificados a partir de denúncias enviadas à organização não-governamental Safernet, que defende os direitos humanos na internet.
A entrega dos novos dados -- aprovada em julho pela CPI -- foi feita por Ivo Correa, advogado da filial brasileira da empresa sediada nos Estados Unidos. Em abril, o escritório do Brasil já havia repassado à comissão CDs com dados referentes a 3.261 álbuns trancados no site de relacionamentos. Essas informações permitiram identificar a ação de mais de 500 pedófilos na rede social, afirmou na ocasião o senador Magno Malta (PR-ES), presidente da CPI da Pedofilia. Malta acredita que, com as novas informações, será possível identificar 7 mil pedófilos. A confirmação desse número só poderá ser feita após a análise do conteúdo: como os arquivos estavam trancados, apenas pessoas selecionadas pelos “donos” dos álbuns podiam visualizar as imagens.
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Casal processa McDonald's por fotos de nudez na internet

Fotos da mulher nua estavam em celular que marido esqueceu na lanchonete.
Um casal americano abriu um processo contra o McDonald's depois que fotos da mulher nua, gravadas no celular que o marido esqueceu em uma das lanchonetes da rede, foram parar na internet.
O homem, Phillip Sherman, disse que avisou os funcionários do McDonald's em Fayetteville, no Estado do Arkansas, sobre o esquecimento, e ouviu a promessa de que o telefone seria guardado até que ele pudesse recuperá-lo. Sherman disse que ele e a mulher, Tina, tiveram que mudar de casa porque as fotos foram divulgadas na internet junto com o nome dela, além do endereço e do telefone. Eles pedem uma indenização de US$ 3 milhões, alegando que sofreram estresse emocional, constrangimento e danos morais, além de danos materiais por causa da mudança de casa.
Ofensas Tina Sherman disse que começou a receber telefonemas e mensagens de textos ofensivos, a partir do celular do marido, depois que ele esqueceu o aparelho no McDonald's, em 5 de julho. Pouco depois, o casal descobriu que as fotos de Tina nua, que ela havia enviado para o celular do marido, tinham sido colocadas online. O processo também envolve o dono da franquia do McDonald's em Fayetteville e o gerente da loja, além da própria McDonald's Corporation. Até agora, os acusados vêm se recusando a comentar o caso. As fotos já foram retiradas do site onde foram publicadas.

Lula sanciona lei contra exploração sexual de crianças na internet

Presidente participa de solenidade de abertura de Congresso no Rio.Manter material pornográfico com crianças em computador será crime.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, por volta das 21h30 desta terça-feira (25), o projeto de lei que considera crime o armazenamento em computadores de material pornográfico em que apareçam crianças e adolescentes. O projeto foi sancionado durante a solenidade de abertura do 3º Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Criança e Adolescentes, no Riocentro, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. A nova lei também aumenta a punição para quem produzir e expuser (de 4 a 8 anos de prisão), distribuir (de 3 a 6 anos), armazenar (de 1 a 4 anos), fizer montagens e simulações e aliciar crianças e adolescentes ( de 1 a 3 anos) para fins de exploração sexual. No discurso de abertura, o presidente Lula lembrou a importância da orientação sexual que os jovens devem ter dentro de casa e nas escolas. Ele disse que esse assunto não pode ser tratado com hipocrisia. "Temos de convencer os pais que educação sexual em casa é tão importante quanto dar comida", disse o presidente, acrescentando que não existe lógica em não orientar os jovens na escola. "Se náo fizermos nada essa iniciação pode se dar até de forma animalesca nas ruas". O presidente criticou duramente quem explora crianças sexualmente e destacou que esse não é um problema que atinge somente os pobres. "A CPI da Pedofilia provou que as mais bárbaras cenas que a gente vê na internet, muitas vezes foram feitas por gente quase rica ou rica", observou Lula, conclamando todos trabalhar para criar um ser humano mais solidário e racional, menos animalesco. Disque 100 contra a pornografia Na última segunda-feira (24), a subsecretária de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, Carmen Oliveira, explicou que o projeto vai facilitar o registro de denúncias e agilizar o encaminhamento e apuração de notícia crime. Segundo a subsecretária, a medida será uma evolução de outra iniciativa. A partir de um convênio da Secretaria Especial de Direitos Humanos e do Ministério da Justiça com a Safernet e a Polícia Federal foi criado o Disque 100, para denúncias de pornografia infantil na internet. O serviço recebe todos os tipos de denúncias sobre violações dos direitos da criança e do adolescente. Desde 2003, quando o serviço passou a ser conduzido pela secretaria, já foram mais de 72 mil denúncias contabilizadas.

MySpace e Safernet buscam conscientização sobre uso seguro da web

Acordo terá confecção de material didático, apresentações e campanhas. Iniciativas devem ser colocadas em prática a partir do início de 2009.
O site de relacionamentos MySpace e a organização não-governamental SaferNet anunciaram nesta semana um acordo que visa conscientizar crianças, adolescentes, pais e educadores sobre a navegação segura na internet. Juntas, essas organizações vão desenvolver projetos e atividades relacionadas ao tema – entre elas, a confecção de material didático e apresentações on-line e off-line, além de campanhas.
Os projetos devem ser colocados em prática a partir do início de 2009. “A SaferNet e o MySpace acreditam que a erradicação da pornografia infantil na internet depende de um esforço de todos os responsáveis -- governos, forças policiais, iniciativa privada e sociedade civil organizada -- nos planos nacional e internacional, para mobilizar e envolver um número cada vez maior de empresas, entidades representativas do poder público e organizações civis”, diz um comunicado conjunto.
Ainda segundo o texto, todas as ações terão foco voltado à disseminação da segurança on-line, à prevenção e ao combate de conteúdo ilícito no ambiente virtual. “Além de prevenir crimes virtuais com ferramentas que otimizam a privacidade e a segurança dos usuários e trabalhar em parceria com autoridades, ONGs e membros da sociedade civil, esperamos contribuir ativamente para que os próprios internautas façam da web um local mais seguro”, disse Mauro Falsetti, diretor de Privacidade e Segurança do MySpace para a América Latina. Fonte: G1Notícias.

Mulher pede divórcio após descobrir traição no Second Life

Casal britânico se conheceu em chat e realizou casamento virtual. Ela quis a separação depois de dar flagrantes no ciberespaço.
A história de amor de Amy Taylor, 28, e David Pollard, 40, começou em uma sala virtual de bate-papo em 2003 e terminou neste ano, depois que ela descobriu a traição do marido no universo virtual Second Life. Fãs desse programa em que os internautas são representados por avatares (personagens) 3D, os britânicos chegaram a realizar uma cerimônia de casamento no ciberespaço, depois de oficializarem a união no mundo real. Mas foi nesse mesmo cenário que Amy flagrou seu marido com outras mulheres, o que levou os dois a se divorciarem. No Second Life, o desempregado Pollard dizia ser ex-proprietário de uma casa noturna. A ocupação de sua mulher, também desempregada, não era divulgada no cadastro dos usuários. No ciberespaço, eles se chamavam Laura Skye e Dave Barmy.

Estudo liga programas de TV à gravidez na adolescência

Adolescentes que assistem muitos programas de TV com conteúdo sexual – sejam cenas ou diálogos – têm probabilidade duas vezes maior de engravidar nos três anos seguintes do que os jovens que assistem poucos desses programas, segundo um estudo da RAND Corporation publicado nesta segunda feira pela revista Pediatrics, da Academia Americana de Pediatria.
O estudo americano é o primeiro a estabelecer uma relação direta entre a exposição de adolescentes a conteúdo sexual na TV e gravidez – tanto de meninas, como dos garotos que assistem aos programas e engravidam suas namoradas. Para a pesquisadora Anita Chandra, que liderou o estudo, os “adolescentes recebem considerável quantia de informação sobre sexo através da TV e a programação normalmente não destaca os riscos e responsabilidades do sexo”. “Nossas conclusões sugerem que a televisão pode desempenhar um papel significativo nas altas taxas de gravidez adolescente nos Estados Unidos.”
Metodologia No estudo, os pesquisadores acompanharam 2.000 adolescentes entre 12 e 17 anos de idade durante três anos. Os pesquisadores perguntavam sobre os hábitos televisivos e sexuais dos adolescentes. A análise é baseada nos resultados de cerca de 700 participantes que haviam iniciado suas atividades sexuais neste período e falaram de seu histórico de gestações. As informações sobre os hábitos televisivos foram combinadas com os resultados de uma outra análise sobre programas de televisão para determinar a freqüência e o tipo de conteúdo sexual a que os adolescentes estão expostos quando assistem TV. Para os pesquisadores, o conteúdo sexual dos programas pode influenciar a taxa de gravidez na adolescência ao criar a percepção de que relações sexuais sem a proteção anticoncepcional oferecem pouco risco, e estimulando jovens a se iniciar sexualmente mais cedo. Os pesquisadores se concentraram em 23 programas, que incluíam dramas, comédias, reality shows e programas de auditório. “A quantidade de conteúdo sexual na televisão dobrou nos últimos anos, e há pouca representação de práticas seguras de sexo nesses programas”, diz Chandra. “Apesar de ter havido algum progresso, os adolescentes que assistem televisão ainda vão encontrar pouca informação sobre as conseqüências de práticas sexuais sem proteção entre os muitos programas mostrando sexo.”
Outros fatores Os pesquisadores afirmam, no entanto, que outros fatores influenciam a gravidez na adolescência. Adolescentes que moram com os dois pais têm probabilidade menor de engravidar, enquanto meninas, negros e adolescentes com problemas de comportamento como disciplina, estão mais propensos a engravidar. Os jovens que pretendiam ter filhos cedo também têm mais propensão a engravidar durante a adolescência. Os pesquisadores recomendam que as redes de TV sejam encorajadas a incluir programas que mostrem relações sexuais de forma mais realista e incluam conseqüências do sexo sem proteção, como doenças sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada. Eles ainda recomendam que os pais assistam televisão com os filhos adolescentes para explicar as conseqüências de sexo sem proteção e que pediatras perguntem aos jovens que programas de TV eles assistem, para dar mais informações sobre métodos anticoncepcionais. Mas Chandra afirma que a televisão é apenas parte da dieta midiática dos adolescentes. “Nós também devemos investigar o papel das revistas, da internet e da música”, afirmou. A taxa de gravidez na adolescência vem caindo nos Estados Unidos desde 1991, mas o país ainda é um dos que tem maior incidência entre os países desenvolvidos. Quase um milhão de jovens meninas engravidam a cada ano, sendo que a maioria dessas gestações não são planejadas. As pesquisas mostram que as mães adolescentes têm mais propensão do que outras meninas a abandonar a escola, precisar de benefícios e viver na pobreza. A RAND é uma organização de pesquisas sem fins lucrativos que produz análises para o setor público e privado. (Fonte: BBCBrasil)

Produzindo divertimento e não educação...

Neil Thompson, diretor da Microsoft, falou um pouco sobre uma das políticas de trabalho da Microsoft no desenvolvimento de jogos. Thompson falou durante o evento Games 3.0, deixando claro que seria perigoso estar sempre combinando entretenimento e educação, algo que pode dar certo apenas em alguns casos segundo ele.
"Estamos no negócio de produzir divertimento, não educação. Acontece que às vezes alguns produtos que lançamos têm valor educacional. Estamos no negócio de produzir entretenimento e no momento em que começarmos a fingir que estamos no negócio da educação teremos ultrapassado uma linha que é muito perigosa não só para a empresa, mas como para a indústria", disse Neil Thompson, que continuou com seus argumentos. "Temos de nos concentrar em desenvolver produtos comerciais de elevada qualidade que vão vender, pois custa muito caro falhar nesse negócio. A Nintendo já fez um bom trabalho em juntar diversão e educação, como com o Brain Training, por exemplo. Mas penso que para nós como indústria começarmos a copiar isto e começarmos a desenvolver produtos de "educanimento" só vai nos fazer perder muito dinheiro", concluiu o diretor da Microsoft. (Fonte: Ez.Mygames)

Brasil tem mais de 40 milhões de internautas, diz Ibope

O Brasil atingiu em maio o número recorde de 41,5 milhões de pessoas com acesso à internet, o que representa 22,5% da população, conforme divulgou hoje o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope). A divisão NetRatings do Ibope assinalou também que o número de pessoas com acesso residencial chegou a 35,5 milhões, sendo metade delas com conexão de banda larga. Segundo o estudo, as políticas de inclusão digital e a expansão dos serviços oferecidos foram responsáveis pelo crescimento no número de internautas maiores de 16 anos. Em maio, o usuário de internet brasileiro continuou a ser o que mais tempo navegou com uma média de 23 horas e 48 minutos por pessoa, número superior ao tempo utilizado na rede por japoneses e americanos. No primeiro trimestre do ano as vendas de computadores cresceram 2,82%, dados que deixam o Brasil como quinto mercado mundial no setor, atrás de Estados Unidos, China, Japão e Reino Unido. O investimento propagandista na internet, entre as empresas que anunciam no Brasil, cresceu 36% entre janeiro e março em relação o primeiro trimestre de 2007. (Fonte: YahooNotícias)

Universidade inglesa terá diploma em ciberpsicologia

A Nottingham Trent University, da Inglaterra, oferecerá uma nova graduação voltada para a psicologia da vida online, o primeiro curso de "ciberpsicologia". A nova graduação estudará o comportamento humano em mundos virtuais e olhará para formas de relacionamento, sexualidade e jogatina online, conforme noticiou o site The Inquirer. De acordo com o EducationGuardian, o curso será ministrado pela primeira vez a partir do novo ano acadêmico, e também abordará cibercrime, educação e aspectos de saúde, redes sociais e inteligência artificial. Dentre as questões que procurarão ser respondidas estão algumas bastante interessantes. Por exemplo, como sites como MySpace e Facebook modificaram as maneiras com que as pessoas interagem. Para a Dr. Monica Whitty, que liderará o curso que custará aproximadamente US$ 9 mil, o ciberespaço não se limita a internet, mas também tecnologias como celulares e realidade virtual. "O fato dessas tecnologias fazerem parte de nossa vida cotidiana nos obriga a tentar entender como eles nos afetam psicologicamente", explicou. Douglas Brown, porta-voz da associação British Psychological Society, vê o novo curso com bons olhos e explicou que esta é uma área em crescimento. (Fonte: YahooNotícias)

Jogadores chineses gastaram US$ 1,7 bilhão em games online em 2007

O mercado de jogos multiplayer online em larga escala, os MMO, é extremamente lucrativo, principalmente no hemisfério oriental: durante o ano de 2007 os jogadores chineses gastaram US$ 1,7 bilhão neste gênero de games. O número, obtido pela firma de análise Niko Partners, é 71% superior ao acompanhado em 2006, e ilustra um crescimento que pode se estabilizar em 29% ao ano durante os próximos anos, elevando o lucro das empresas do setor em um total de US$ 2,5 bilhões em 2008 e até US$ 6 bilhões até 2012. Lisa Cosmas Hanson, gerente de parcerias da firma, explicou que o gasto da China em games acontece graças à economia em crescimento no país. Um dos principais mercados de jogos online, a China possui 14 milhões de jogadores "hardcore", ou seja, que jogam mais de 22 horas por semana em redes LAN, PCs domésticos e alguns dos 185 mil cibercafés espalhados pelo país. A Niko descobriu também, segundo o site GamesIndustry, que mesmo com o banimento da venda de consoles em alguns locais, os jogadores chineses também estão investindo em videogames através de importação ilegal de aparelhos Wii, Xbox 360 e PlayStation 3, que chegaram a 2,48 milhões de unidades vendidas em 2007, número 75% superior a 2006. A indústria de games também viu uma ampliação na venda de jogos legalizados de PC em até 56% comparado ao ano anterior, o que mostra que os esforços antipirataria empregados no país estão dando frutos. (Fonte: YahooNotícias)

Papa acusa mídia de incentivar prostituição e pedofilia

O papa Bento 16 acusou os meios de comunicação e a indústria do entretenimento de prejudicarem a sociedade ao retratarem a sexualidade de forma trivial, o que, segundo o pontífice, estaria entre as causas de males sociais como a prostituição e a pedofilia.
O papa deu essas declarações durante um pronunciamento feito diante de bispos da Tailândia, que, nas palavras dele, estavam particularmente preocupados com o tráfico de mulheres e de crianças bem como com a prostituição.
"Sem dúvida, a pobreza é um fator subjacente a esses fenômenos", disse Bento 16, que nasceu na Alemanha. "Mas há um outro aspecto que precisamos reconhecer. Estou me referindo à trivialização da sexualidade nos meios de comunicação e na indústria do entretenimento, o que alimenta o declínio dos valores morais."
Segundo o papa, a forma como os meios de comunicação apresentavam a sexualidade também alimentava a "degradação das mulheres, a fragilização da fidelidade no casamento e até mesmo o abuso sexual de crianças." (Fonte: Yahoo Notícias)

Sexualização na mídia afeta saúde mental de meninas, diz estudo

A representação de jovens mulheres como objetos sexuais na mídia, prejudica a saúde mental de adolescentes, dizem especialistas americanos.
A exposição em revistas, televisão, videogames, videoclipes, filmes, letras de música, revistas, videogames e internet tem um efeito danoso para o desenvolvimento de garotas adolescentes, diz um relatório da Associação Americana de Psicologia, divulgado nesta segunda-feira. A sexualização - que, segundo a associação, ocorre quando uma pessoa é vista como um objeto sexual e quando alguém é valorizado apenas por seu apelo ou comportamento sexual - pode levar à perda de auto-estima, depressão e anorexia. Segundo o relatório, há exemplos da sexualização de jovens em todos esses veículos. Os casos teriam aumentado com o surgimento de novas mídias, como a internet, e com a popularização do acesso à informação. Entre os exemplos usados pelo relatório está um comercial de tênis que mostra a cantora Christina Aguilera vestida com uniforme escolar com a camisa desabotoada, lambendo um pirulito.
Efeitos negativos “As conseqüências da sexualização de meninas na mídia hoje são muito reais e provavelmente terão uma influência negativa no desenvolvimento saudável das jovens”, disse Eileen L. Zurbriggen, presidente da força tarefa da Associação Americana de Psicologia que preparou o relatório e professora de psicologia da Universidade da Califórnia. “Nós temos amplas evidências para concluir que essa sexualização tem efeitos negativos em uma série de áreas, incluindo o funcionamento cognitivo e físico, a saúde mental e o desenvolvimento sexual saudável”, afirmou. As meninas podem acabar se sentindo desconfortáveis em seu próprio corpo, tendo problemas de auto-estima, distúrbios alimentares, depressão e uma auto-imagem sexual pouco saudável. “Como uma sociedade, nós precisamos substituir todas essas imagens ‘sexualizadas’ com outras que coloquem as meninas em cenários positivos, que mostrem como são competentes e especiais”, disse Zurbriggen. Segundo os psicólogos, os pais podem acabar contribuindo para o problema ou podem assumir uma posição protetora e educativa.
Responsabilidade A associação fez um apelo para que os pais, educadores e profissionais de saúde fiquem atentos para o potencial impacto da sexualização sobre adolescentes. “O objetivo é levar para todos os adolescentes, meninos e meninas, mensagens que levem a um desenvolvimento sexual saudável”, afirmou Zurbriggen. O relatório recomenda ainda que as escolas tenham programas de educação sexual que mostrem aos alunos o impacto da exposição de jovens como objetos sexuais. Para Andrew Hill, professor de psicologia médica da Universidade de Leeds, na Inglaterra, disse: "Se você olhar as revistas para meninas, é tudo sobre sexo. Nós somos uma sociedade visualmente absorvida, nossa visão das pessoas é dominada pela aparência delas". "Uma das chaves aqui é a responsabilidade social. Os anunciantes e outras mídias precisam estar cientes de que os produtos que produzem e as imagens associadas a eles têm um impacto, e esse impacto não é sempre bom." (Fonte: BBCBrasil)

Dia "offline"...

Internautas retomam controle de suas vidas e criam dia "offline":
Sharon Sarmiento sabia que era hora de se desconectar quando percebeu que até seus sonhos envolviam mensagens publicadas em blogs e o mensagens instantâneas imaginárias. Para Ariel Meadows Stallings, foram as horas perdidas em navegação pela Internet que a fizeram sentir como se tivesse passado por um coma alcoólico. Ambas as mulheres são parte de um novo movimento sob o qual os adeptos da tecnologia, viciados em Internet, usuários maníacos de Blackberrys e remetentes compulsivos de mensagens instantâneas decidiram retomar o controle de suas vidas ousando se desconectar --nem que por apenas um dia. "Acredito que exista alguma porção de nós, onde vive o bom senso, que nos faz parar e pensar que as coisas foram longe demais e que vivemos conectados em excesso", disse Sarmiento, uma mulher de cerca de 30 anos que é dona de uma empresa virtual e blogueira profissional, no Alabama. "É como se nossas cabeças fossem em milhões de direções diferentes a um só tempo. Assim, reservar um dia para ficar completamente desligada de qualquer força tecnológica permite que recuperemos nossa conexão com o mundo real", disse ela. Há quem chame a idéia de "Sabá secular". Para outros, é o "dia desconectado". Em Quebec, Canadá, Denis Bystrov e Ashutosh Rajekar, dois profissionais da computação, estão organizando um "dia mundial desconectado", em maio. Stallings, 33, escritora, blogueira e executiva de marketing em tempo parcial para a Microsoft, em Seattle, em janeiro adotou a resolução de passar "52 noites desconectada", este ano. "Amo a tecnologia. Não sou inimiga das máquinas. Mas compreendi que tinha um problema quando percebi que ocasionalmente eu me sentava ao computador para verificar emails e era como se acordasse apenas seis horas mais tarde, assistindo vídeos de animais no YouTube", disse. "Eu tentava recordar o que havia feito nas duas horas passadas, e nem fazia idéia. Associo essa experiência àquela sensação de que o tempo passou sem que saibamos o que estávamos fazendo, que nos afeta depois de uma forte bebedeira", disse. Depois de perceber o vício, Stallings mantém agora seu computador, celular e televisão desligados em todas as noites de quarta-feira. E numa ironia, ela rapidamente disseminou a idéia por meio do seu blog http://52nightsunplugged.ning.com/ e se conectou a milhares de pessoas ao redor do mundo que habitualmente mandam mensagens de texto enquanto dirigem, levam seus laptops para o banheiro ou checam email durante o jantar. "Eu achava que era um problema que afetava somente a mim e meus colegas geeks. Mas então comecei a saber que italianos têm os mesmos problemas, junto com poloneses e tchecos, e também já recebi comentários de pessoas na Colômbia", afirmou ela. "Então eu percebi que isso não é apenas um problema americano, mas internacional", acrescentou. Sarmiento, que escreve o blog eSoup http://www.esoupblog.com/ , disse que ela retomou a pintura e começou a se envolver em projetos de voluntários desde que começou seu "dia de descanso digital" há dois meses. "Eu já sonhei que estava blogando. Eu já naveguei pela Internet nos meus sonhos algumas vezes. E se eu começo a ouvir sons imaginários de mensagens chegando em meu computador quando estou no quintal de casa, isso me diz que passei muito tempo online", disse Sarmiento. Enquanto isso, Stallings começou aulas de dança com seu marido, a se encontrar com amigos e a escrever cartas, à mão, claro. Ela aguarda ansiosa o dia em que a tecnologia alcançar a necessidade de descanso digital. "Haverá celulares que poderão ser configurados para não receber email depois das cinco da tarde do sábado ou aos domingos", disse ela. (Fonte: Yahoo Notícias)

Influência da TV...

TV FAZ MAL
Segundo Manfred Spitzer, pesquisador da Alemanha em Neurobiologia, em entrevista ao Jornal Zero Hora de 08/12/2007 - Caderno Vida, “a TV engorda, emburrece e torna as crianças agressivas. Temos pesquisas mostrando que quanto mais TV as crianças assistem, pior será o desenvolvimento intelectual. Uma pesquisa realizada na Nova Zelândia provou isso. Depois de acompanhar o crescimento de 10 mil bebês nascidos na década de 70 até hoje, os pesquisadores mostraram que o grupo de crianças que assistiu menos de uma hora de TV por dia, teve 40% mais diplomas universitários que o grupo que assistia mais de três horas por dia. Ou seja, a TV é ruim para desenvolver a linguagem e a escrita e prejudica a atenção. Além disso, quanto mais horas alguém fica diante da TV, menos exercício ela fará. Não é saudável. Crianças de jardim que assistem muita TV estão gastando tempo de aprendizagem. Mais importante que isso é que estão aprendendo as coisas erradas. Elas estão aprendendo os estereótipos errados e vendo violência”.
TV E VIOLÊNCIA
A divulgação de cenas de violência pela televisão é cada mais freqüente nos canais abertos, em qualquer horário. As instabilidades sociais e os conflitos regionais, no plano mundial, fornecem a possibilidade de flagrantes atos hostis divulgados pelas emissoras de televisão em busca de maior audiência. Ainda é pouco avaliado o impacto da exposição à violência, veiculada pelos programas televisivos, sobre o comportamento de crianças na idade escolar, segundo afirmam pesquisadores norte-americanos da Universidade de Washington, que publicaram um estudo na revista Pediatrics. O objetivo da pesquisa foi avaliar a presença de comportamento anti-social, na idade de 7 a 10 anos, de crianças que entre os 2 e 5 anos de vida assistiam a esse tipo de programas pela televisão. Participaram da análise 330 crianças de ambos os sexos.Os resultados apresentados mostraram que a exposição à violência, veiculada pelos programas de televisão, relaciona-se diretamente ao aumento do risco de ocorrência de distúrbio de comportamento anti-social entre os meninos, fato não tão evidente para o sexo feminino. Por sua vez, os programas educativos e não violentos atuam como fator de proteção contra o surgimento de distúrbios comportamentais nas crianças.Cenas violentas transmitidas pela televisão e assistidas por crianças em fase pré-escolar prejudicam principalmente meninos, que podem desenvolver traços de comportamento anti-social. (Pediatrics 2007; 120 [5]: 993–999)

Ídolos Violentos...

ÍDOLOS VIOLENTOS - Por: Jorge Schemes*
O Times Mirror Center for People and the Press, fez uma pesquisa com 1.516 espectadores de TV dos Estados Unidos e revelou que os jovens americanos são a favor da violência na TV, dos entrevistados, 74% dos espectadores abaixo de 30 anos assistem a programas violentos. A violência na TV tem exercido o seu fascínio sobre os jovens.
Uma outra pesquisa feita pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) realizada em 23 países sobre os efeitos da violência da mídia no comportamento infantil, apontou os personagens violentos como modelo das crianças, ou seja: as chamadas “estrelas” de filmes de ação são considerados seus heróis.
O professor e psicólogo Jo Groebel, da Universidade de Ultrecht na Holanda, foi o responsável pela coordenação da pesquisa. Segundo ele, a despeito da cultura, religião ou acesso à tecnologia, 88% das crianças conhecem o exterminador do futuro - personagem do ator americano Arnold Schwarzenegger, o qual se transformou numa espécie de ícone global da violência.
Groebel entrevistou 5 mil crianças na fase da pré-adololescência ao redor do mundo. Das 5 mil crianças de 12 anos, entrevistadas em 23 países, entre eles o Brasil, 26% apontaram como seu maior modelo de comportamento os heróis de filmes de ação. A porcentagem aumenta entre os meninos: 30% têm tais personagens como modelo.
O estudo mostra que 51% das crianças que vivem em áreas violentas gostariam de ser como Schwarzenegger na pele do exterminador. Os heróis de filmes de ação ficam bem à frente, na preferência, que pop stars e músicos (18,5%), líderes religiosos (8%) ou políticos (3%), entre outros, como revelam as estatísticas abaixo:
Os Ídolos Infantis
(porcentagem dos entrevistados)
Heróis de filmes de ação - 26%
Pop stars e músicos - 18,5%
Líder religioso - 8%
Líder militar - 7%
Filósofo ou cientista - 6%
Jornalista - 5%
Político - 3%
Obs: os demais 26,5% apontaram pessoas de suas relações pessoais ou que desempenham outras funções na sociedade. (Fonte: Unesco)
A pesquisa ainda revelou que, nas áreas violentas, 7,5% das crianças admitem ter usado armas contra outras pessoas. “Fica claro que as crianças usam os heróis como modelos principalmente para lidar com situações difíceis e sobreviver a elas”, afirma o professor Jo Groebel, psicólogo responsável pela coordenação da pesquisa.
O relatório da Unesco conclui que o maior meio de acesso à violência na mídia é a televisão. Das crianças entrevistadas, 93% assistem a, pelo menos, um canal de TV. Em média, passam três horas por dia na frente de um televisor. Esse tempo de exposição aumenta no Brasil, onde elas passam quatro horas assistindo à TV. O Dr. Groebel chegou a conclusão de que a TV domina a vida das crianças em todo o mundo. Ele afirma ainda que elas dedicam 50% a mais de seu tempo à TV do que a qualquer outra atividade. Segundo o psicólogo, o impacto é ainda maior se for levado em conta que a maioria das emissoras apresenta programas de “entretenimento”, e não educativos.
“O estudo da Unesco não tem por objetivo responsabilizar a mídia pelo aumento da violência, que faz parte do sistema”, afirmou Groebel numa entrevista em O Estado de São. Paulo. “Mas a mídia propaga a idéia de que a violência compensa”. Groebel acredita que, com a popularização da internet e dos videogames, esse quadro pode piorar. “Na internet, as crianças têm acesso a todo tipo de pornografia”, diz. “E, nos games, tornam-se sujeitos da ação, em muitos casos ganhando pontos ao mutilar ou torturar o adversário”.
Groebel sugere, como solução, que as crianças tenham orientação para saber discernir melhor a ficção da realidade. É necessário a criação de um código de conduta. “Os pais têm papel fundamental no processo”, afirma o psicólogo. (O Estado de S. Paulo, quinta feira, 28 de maio de 1988, pág. A-19)
Falando de maneira objetiva, o que realmente acontece quando a criança vê cenas de violência ou sexo na TV? Essa pergunta foi feita para um grupo de psicólogos e pedagogos, num estudo realizado sobre a qualidade dos programas infantis. A resposta não tão conclusiva quanto o estudo da Unesco, mas deixa margens para dúvidas, no mínimo, preocupantes. Sobre o fato da criança assistir cenas de violência e sexo na TV, “não se chegou a um veredicto”, revela o estudo. “O que se sabe é que a criança funciona como um computador cuja memória está vazia. Ela armazena todo tipo de informação que recebe, e ninguém quer que um menino de 5 anos tenha na memória cenas de violência”. (Veja, Edição Especial. 13 de maio de 1998, p. 89)
Além do mais, as evidências apontam na direção contrária, revelando que as crianças e adolescentes não só reterão tal conteúdo na memória como serão atingidos de maneira negativa por esse conteúdo. Não se pode negar de que a violência apresentada na TV tem contribuído para o cumprimento da profecia feita pelo Senhor Jesus quando disse: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.” (Mateus 24:12)
Na opimião do Jornalista Nilson Lage, “o que acontece é que num quadro como o atual, de globalização, as pessoas perdem as referências. O que era um herói? Era o sujeito que se sacrificava por uma causa comum. Isso deixou de existir, mas a necessidade de heróis continua. Então começaram a eleger heróis como Ayrton Senna, que na realidade é uma marca comercial, em torno da qual se agrupam enormes interesses econômicos. Assim se fabricam heróis.” (Jornal A Notícia, Anexo – 28 de setembro de 1998, p. C-9)
Diante desse imenso bombardeio de falsos heróis, se faz necessário estabelecer diante das crianças, quem são, de fato, os verdedeiros heróis. Tanto a história secular como a história da igreja nos apresentam muitos, mas é na Palavra de Deus onde você encontrará modelos dignos de serem copiados. Porque os heróis do cristão não são forjados por trás dos bastidores. Não se acham a serviço de interesses escusos. Não se identificam com uma escala invertida e irreal de valores. Os heróis do cristão são autênticos, porque se identificam com aquele que é o mesmo ontem, hoje e eternemente. E todos aqueles que imitam o caráter do supremo modelo (Cristo Jesus), são dignos de imitação. Por isso Paulo afirmou: “sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo”. (I Coríntios 11:1)
Currículo Lattes: Currículo Completo

Inocência Roubada

Inocência Roubada

A psicanálise define a palavra como uma perversão sexual, um distúrbio psíquico caracterizado pela obsessão por práticas sexuais não aceitas pela sociedade, como o sadomasoquismo entre outros. Loura, ela está de bruços, os braços pousados na cama, uma penugem rala atravessa-lhe o dorso reluzente, os pés parecem balançar naquela atitude displicentemente sexy que décadas de calendários de borracharia e revistas pornográficas entronizaram no imaginário masculino. O rosto imaculado e claro não transmite sentimento algum. Ela apenas sorri. Ela resplandece. Ela é linda.Seu nome é Natascha e ela tem apenas 9 anos. No mesmo site em que a nudez infantil de Natascha é revelada para o mundo virtual, o internauta pode contemplar Helena, 11 anos, despida numa praia do Báltico, e uma infinidade de fotos "desinibidas" de bebês ainda lactentes, pequenos seres naquela fase em que ainda choram para pedir a atenção carinhosa dos pais. A beleza de Natascha não tem nada de sexual. Não parece haver a menor sombra de erotismo em seu sorriso. É apenas a formosura natural de todas as crianças. O que leva alguém a fotografá-la e a comercializar sua inocência? Um faro para negócios ilícitos, sem dúvida. A pergunta precisa ser reformulada. O que leva uma pessoa a acessar um desses sites, a digitar as dezenas do seu cartão de crédito e a contemplar a nudez de meninas e meninos - desde frágeis bebês de colo a crianças que ainda não chegaram à puberdade? Aí, a resposta já fica mais complicada. Como explicar a pedofilia? Cada vez mais essa palavra aparece nas bocas escandalizadas da sociedade. Não é para menos. Nos últimos meses, a Igreja Católica teve que se haver com uma série explosiva de denúncias de abusos sexuais perpetrados no interior sagrado de suas paróquias. Padres estupravam pré-adolescentes. Abusavam dos jovens corpos e da confiança depositada em sua suposta autoridade moral e religiosa. O caso chegou até o Vaticano, que, pela primeira vez, está tendo que prestar contas à sociedade sobre o comportamento desviante de alguns de seus padres. Desde março, no Brasil, os pais que levam seus filhos ao médico têm que afastar um fantasma repleto de conotações sexuais: o caso de Eugenio Chipkevitch, um médico de São Paulo que sedava e mantinha relações íntimas com seus jovens pacientes, que, ainda por cima, eram os atores involuntários de filmes amadores registrados pela câmera do profissional. A história toda tem elementos suficientes para despertar a repulsa de qualquer um. Chipkevitch era uma figura coroada da hebiatria, especialidade que designa os médicos que tratam de adolescentes. Celebrado nos círculos científicos e na mídia, o médico era considerado uma autoridade no tratamento de jovens. Tudo isso ruiu desde que dezenas de fitas com cenas de abusos perpetrados em seu consultório foram encontradas. O escândalo de São Paulo foi suficientemente grande para alterar algumas relações entre médicos e pacientes. Desde que as notícias sobre o "médico pedófilo" começaram a aparecer, o hebiatra do Hospital das Clínicas de São Paulo Maurício de Souza Lima resolveu chamar os pais de seus pacientes para uma conversa esclarecedora. Ressabiados, mães e pais apenas se tranqüilizavam depois de ouvir o médico explicar os procedimentos da hebiatria - e que nunca um profissional iria se trancar no consultório, sedar um jovem e abusar sexualmente dele. Não um adulto equilibrado, claro. Mas, e uma pessoa com problemas? Que tipo de pessoa se excita com crianças? Por que as crianças atraem sexualmente uma parcela considerável da humanidade? É o que esta matéria pretende responder. A Organização Mundial de Saúde (OMS) define a pedofilia como a ocorrência de práticas sexuais entre um indivíduo maior de 16 anos com uma criança na pré-puberdade (13 anos ou menos). "Pedofilia é um conceito de doença que abarca uma variedade de formas de abuso sexual de menores, desde homossexuais que procuram meninos na rua até parentes que mantêm relações sexuais com menores dentro de seus lares", afirma Jim Hopper, pesquisador do Trauma Center da Faculdade de Medicina da Universidade de Boston, no Estado americano de Massachusetts. Embora a OMS não defina a pedofilia como uma doença, médicos e psicanalistas divergem na forma de classificação e nas estratégias para combater o problema. O conceito é elástico o bastante para explicar desde práticas sádicas com crianças até a contemplação de fotos sensuais de meninas de 15 anos. A psicanálise define a pedofilia como uma perversão sexual. Não se trata, propriamente, de uma doença, mas de uma parafilia: um distúrbio psíquico que se caracteriza pela obsessão por práticas sexuais não aceitas pela sociedade, como o sadomasoquismo e o exibicionismo. "A criança nunca é parceira na relação de um pedófilo, mas seu objeto, pois é um ser indefeso, dominado sadicamente", afirma o psicanalista carioca Joel Birman, que atende em seu consultório antigas vítimas das investidas de adultos. O psiquiatra francês, especializado em pedófilos, Patrick Dunaigre defende a existência de dois tipos de pedofilia: a de situação e a preferencial. A primeira talvez seja o tipo mais difícil de detectar. Alguns adultos, principalmente homens, atacam crianças sem, no entanto, se sentirem excitados com elas. Na maior parte dos casos são atos isolados e que, muitas vezes, não irão se repetir no futuro. Nem sempre o ataque envolve relações sexuais mais diretas, como penetração. A agressão pode ser uma carícia disfarçada de inocente cócega ou mesmo alguns beijos calorosos em partes mais íntimas do corpo infantil. O perigo reside mesmo na pedofilia preferencial. Ocorre quando o agressor deliberadamente escolhe bebês e crianças na pré-puberdade - antes dos 13 anos - como obscuros objetos para sua satisfação sexual. Essa pedofilia é cometida de várias formas. Na maior parte dos casos - e os episódios da Igreja e do hebiatra paulista o comprovam - é praticada por um adulto que adquire a confiança da vítima. De acordo com o psicólogo David L. Burton, especialista em agressão infantil da Universidade de Michigan e membro do Conselho Diretivo da Association for the Treatment of Sexual Abuses (Associação Para o Tratamento de Abusos Sexuais), nos Estados Unidos, cerca de 80% dos casos de abuso sexual de crianças ocorrem na intimidade do lar: pais, tios e padrastos são os principais agressores. O noticiário da TV alardeia o escândalo dos padres pedófilos e do hebiatra brasileiro, mas o grosso dos casos acontece mesmo dentro de casa. "Há um pacto de silêncio", denuncia o psicólogo Antônio Augusto Pinto Júnior, coordenador do Centro de Referência à Infância e à Adolescência de Guaratinguetá, município do interior paulista. Antônio Augusto, que atende crianças que sofreram abuso sexual dentro de casa, relata uma espiral de incestos digna das peças do dramaturgo brasileiro Nelson Rodrigues, que escandalizou o público dos teatros com enredos em que pais iniciavam sexualmente as filhas e mães deitavam com o caçula. Um dos casos atendidos pelo psicólogo é o de uma menina de 13 anos, abusada pelo avô. Detalhe: suspeita-se que o avô, na verdade, seja pai da menina, pois anteriormente ele mantivera relações sexuais com a mãe dela - e filha dele. Episódios aterradores (e comuns) como este são pouco divulgados. "A mãe geralmente é cúmplice do abuso", afirma Antônio Augusto. Por medo da reação da sociedade, grande parte dos casos de pedofilia familiar não vêm à tona. Uma estatística levantada pelo Laboratório de Estudos da Criança (Lacri) da Universidade de São Paulo (USP), mostra a amplitude do problema. O relatório registrou, durante 2001, 1 723 casos de violência sexual contra menores no âmbito doméstico. Intitulado "A Ponta do Iceberg", o documento apenas inventaria aqueles episódios que chegaram às instâncias oficiais, como varas de família. "Os casos são muito mais numerosos do que nós sabemos", diz a coordenadora do Lacri, a professora de Psicologia da USP Maria Amélia Azevedo. Se na intimidade do lar ocorrem violências como essas, o que dizer quando o pedófilo ganha as ruas? Países como Brasil, República Checa, Sri Lanka e Filipinas faturam milhões com o turismo sexual todos os anos. É bastante comum ver, nas ensolaradas praias do Nordeste brasileiro, parrudos europeus desfilando com meninas e meninos ainda imaturos para qualquer tipo de relação mais íntima. Em Praga, capital da República Checa, uma vasta rede de bordéis masculinos e motéis serve de ponto de encontro para pedófilos do continente, em sua maioria alemães que atravessam à noite as fronteiras dos dois países para desfrutarem momentos de deleite com meninos de 12 anos. Um dos bordéis mais famosos é o Pinóquio. (A ironia cruel desse nome ligado ao universo infantil só poderia ser obra da cidade natal do escritor Franz Kafka.) Ali, durante 24 horas por dia, meninos matam o tempo entre um encontro e outro perdendo dinheiro nas máquinas de fliperama. Pagos para serem sodomizados, os pequenos prostitutos faturam em dois encontros o equivalente ao salário mensal de um trabalhador de 8 horas diárias, como apurou Fabiano Golgo, jornalista brasileiro radicado em Praga. Em países asiáticos, meninas de 8 anos têm sua virgindade leiloada em muquifos freqüentados por pedófilos das mais variadas procedências - a maioria, profissionais bem-sucedidos, casados e com filhos. No Sri Lanka, por exemplo, é possível comprar os serviços de meninos pré-adolescentes. Um usuário famoso da prostituição infantil nesse país foi o escritor Arthur C. Clarke, autor do clássico de ficção científica 2001: Uma Odisséia no Espaço, levado às telas pelo diretor Stanley Kubrick em 1968. Tais violências contra crianças fizeram a Unesco - o órgão da ONU que lida com a infância e a adolescência - realizar, a partir de 1999, uma série de encontros e investigações com psicólogos, médicos e advogados dos países onde o comércio sexual de menores é uma realidade. É uma batalha árdua. No Brasil, desde 2000 a Secretaria Nacional de Assistência Social, ligada ao Ministério da Previdência, mantém o Projeto Sentinela, inicialmente implantado no Norte e no Nordeste, onde a existência da prostituição infantil muitas vezes é pouco considerada pelas autoridades locais, que fazem vista grossa para o problema e preferem contar os cifrões do incremento do turismo sexual na receita da região. Mas, afinal, quem é o pedófilo? Observe aquele bom rapaz da vizinhança. Simpático, cordato, prestativo - principalmente com a meninada. Pelo que as comadres comentam, ele não tem uma namorada ou qualquer outro tipo de envolvimento amoroso. Adora ficar perto das crianças, participando (ou promovendo) das brincadeiras, conversando e escutando-as. Observe, também, aquele instrutor de escoteiros, o professor de educação física, o líder religioso do bairro, o profissional que lida diretamente com a saúde da molecada. Gente satisfeita em ouvir e aconselhar crianças, zelar por sua saúde física e mental. Gente legal, não? Na maior parte dos casos a resposta é positiva - são apenas pessoas que gostam de ajudar as crianças e cuja única satisfação é saber que as estão orientando para o futuro. Mas uma porcentagem dessas pessoas está ali, no playground ou no ginásio, por motivos bem mais escusos. Eis um pedófilo em ação. Um pedófilo é uma pessoa de 16 anos, ou mais, que se sente atraída sexualmente por crianças e pré-adolescentes. Apresenta, muitas vezes, uma sexualidade pouco desenvolvida e teme a resistência de um parceiro em iguais condições. Sexualmente inibido, o pedófilo escolhe como parceiro uma pessoa vulnerável. "Usar uma criança é ter uma ilusão de potência", diz o psicanalista Joel Birman. Em cerca de 25% dos casos, o pedófilo de hoje é a criança molestada de ontem. Mas todos que mantêm relações com crianças ou acessam sites na internet para contemplá-las nuas são pedófilos? A resposta varia. Em muitos casos, como o parente que abusa de uma criança dentro de casa, trata-se de mais um caso de violência contra a criança, sem que necessariamente o agressor seja pedófilo. Pode ser uma pessoa adulta que deseja humilhar uma mais fraca. Muitos adultos têm fantasias com crianças, mas nunca chegam a praticar qualquer ato de conotação sexual. Esses, segundo a psicanálise, sofrem de algum tipo de neurose, pois apenas criam situações imaginárias em que menores são o prato principal. Já o sujeito que se excita com imagens infantis em revistas ou na web pode ser só um voyeur: seu prazer reside apenas em contemplar a nudez, as formas de um corpo ainda em formação. Glenn Wilson, professor de Psicologia na Universidade de Londres, Inglaterra, realizou extensa pesquisa para definir o padrão de um pedófilo. De acordo com ele, a maioria dos pedófilos tem entre 30 e 45 anos e é do sexo masculino (95%). Desses, 71% gostam de meninos, embora não sejam, em sua maioria, homossexuais. Preferem os garotos de 12 a 15 anos. Uma pequena parcela deles costuma escolher crianças menores que 5 anos. Os dois aspectos de maior atração são a inocência e a boa aparência das crianças. A maior dessas qualidades físicas é a ausência de pêlos pubianos. É por isso que o "teto" dos pedófilos costuma ser a idade de 15 anos - quando os primeiros pêlos começam a aparecer, a voz engrossa (no caso dos meninos, claro), sinais de independência se manifestam na personalidade. As conseqüências nas crianças molestadas são as piores possíveis. O abuso sexual de menores provoca danos na estrutura e nas funções do cérebro, incluindo aquelas que desempenham papel importante na cognição, na memória e nas emoções. Depressão, propensão a abuso de álcool e drogas são algumas das seqüelas observadas pelos pesquisadores. A maioria percebe que, mais crescidas, as crianças costumam apresentar problemas ligados à sexualidade - de inibição e pavor ao sexo a até mesmo comportamentos que podem se transformar em pedofilia. O círculo vicioso, então, se completa - e deixa atrás de si um rastro de frustração, raiva e medo em muitas famílias. A batalha para evitar que um indivíduo incorra em novos ataques a crianças costuma ser difícil, lenta e apresenta êxitos duvidosos. Uma guerra que precisa ser travada palmo a palmo, de forma incessante. Embora a Associação Para o Tratamento de Abusos Sexuais, nos Estados Unidos, contabilize cerca de 70% de êxito na terapia, as medidas mais comuns - acompanhamento psicológico, antidepressivos e drogas que diminuem a libido - só surtem algum efeito se forem constantemente administradas. Mas droga alguma vai livrar a sociedade dessa estranha predileção que acomete muitas pessoas. Várias disciplinas procuram explicar o que leva adultos a encontrar satisfação sexual com menores. A história do erotismo infantil está ligada à trajetória da humanidade (veja quadro na página 42). Evidências culturais, biológicas e psicológicas nos ajudam a entender o problema. Por exemplo: em aproximadamente 450 culturas tradicionais, a idade ideal para contrair matrimônio está entre 12 e 15 anos. A beleza juvenil, ainda em desenvolvimento, seria o maior atrativo para os machos. A biologia explica que, quanto mais jovem uma mulher, maiores são as chances de ocorrer uma fecundação bem-sucedida. Com o passar dos anos, a produção de espermatozóides diminui e o homem procura mulheres que oferecem maior possibilidade de uma boa fecundação - e essas mulheres são as mais jovens. Outro fator nessa equação: a beleza imatura, a pele suave, as maçãs do rosto ainda rosadas e o nariz pequeno evocam a infância e despertam o instinto de proteção do adulto. Proteção e dominação constituem os pilares básicos da pedofilia. À medida que amadurecem, homens procuram pessoas mais jovens por causa de inseguranças psicológicas (inclusive em relação ao tamanho e ao desempenho do pênis). O sexo com menores seria uma forma - cada vez mais debatida pela sociedade - de um adulto afirmar sua segurança, ainda que precária. É tarefa difícil lidar com o mundo da pedofilia. O certo é que a inocência infantil deve ser preservada. Assim como um futuro livre de traumas. (Fonte: SuperArquivo - Revista SuperInteressante)

Para saber mais:

Na livraria:

Child Pornography: An Investigation, Tim Tate, Methuen, 1990

Inocência em Perigo: Abuso Sexual de Crianças, Pornografia Infantil e Pedofilia na Internet. Unesco, Garamond, 1999

Le Drame de la Pédophilie, Liliane Binard e Jean-Luc Clouard, Albin Michel, 1997

Na internet:

http://www.atsa.com/

http://www.unesco.org/

http://www.abrapia.org.br/

Frases:

A sociedade debate o escândalo dos padres pedófilos, mas cerca de 80% dos casos de abuso sexual de crianças ocorrem no lar: parentes são os principais agressores. Há o caso de uma menina de 13 anos, abusada pelo avô. Detalhe: suspeita-se que o avô, na verdade, seja pai da menina, pois anteriormente mantivera relações sexuais com a mãe dela - e filha dele Num dos bordéis mais famosos de Praga, na República Checa, meninos de 12 anos,disponíveis 24 horas por dia, faturam o equivalente ao salário mensal de um trabalhador. Os dois aspectos que mais atraem os pedófilos são a inocência e a boa aparência infantil. Sexualmente inibidos, escolhem como parceiros pessoas que consideram vulneráveis, sobre as quais podem exercer dominação e ter a sensação ilusória de poder. A maior parte dos pedófilos prefere garotos de 12 a 15 anos. Uma pequena parcela deles escolhe crianças menores que 5 anos.

Histórias de efebos e ninfetas:

O fascínio libidinoso de adultos por menores é tão velho quanto a humanidade. Pinturas que retratam homens mantendo relações sexuais com adolescentes existem desde a Grécia antiga. Foi entre os gregos que surgiu o termo "efebo", que designa o jovem do sexo masculino que era iniciado na vida sexual e social por um homem mais velho. O casamento heterossexual apenas tinha efeitos práticos - o amor era considerado território para os homens maduros e seus rapazes. Conta-se que Aixa, uma das mulheres de Maomé, era uma menina de 8 anos quando casou com o Profeta do Islamismo, que, nessa altura, tinha 53 anos. O rei Davi era um ancião quando dividiu a cama com Abisag, décadas mais nova que ele. Na antiga Índia, a casta dos nayar estimulava experiências sexuais de meninas antes da primeira menstruação. Em alguns mosteiros budistas no Tibete, até hoje sobrevive uma tradição de novatos dormirem com monges mais experientes. Os poetas provençais do século XII substituíram o modelo do efebo helênico, popular durante a antigüidade, pela figura da musa adolescente e quase andrógina. Durante a Idade Média e o Renascimento, o ideal de beleza feminina era praticamente infantil: longos cabelos louros, maçãs do rosto salientes, atitude displicente. Grande parte das mulheres casava durante a puberdade. Com o tempo, a adoração adulta pela infância foi ganhando mais espaço no imaginário ocidental. Tim Tate, autor de Child Pornography: An Investigation ("Pornografia Infantil: Uma Investigação", inédito no Brasil), acredita que se deve à invenção da fotografia, no século XIX, o incremento do gosto pela nudez das crianças. Eternizados em sua inocência, menores podiam ser contemplados a qualquer momento. Não por acaso um dos pedófilos mais famosos da história, o escritor inglês Lewis Carroll (1862-1898), autor de Alice no País das Maravilhas (1865), costumava fotografar menininhas em parques, inclusive uma garota de 4 anos chamada Alicia Lidell, que, mais tarde, inspirou a personagem do seu livro. Mesmerizado pela beleza provocativa de Alicia, o escritor a cortejava de forma quase acintosa - a ponto de a mãe da menina forçar o afastamento dos dois. Reeditando a figura clássica do efebo, o escritor alemão Thomas Mann (1875-1955) descreveu, na obra Morte em Veneza, os sentimentos conflitantes de um intelectual alemão diante da pureza arrebatadora de um jovem polonês. Apesar de nunca consumar sua paixão, o amor platônico lhe é uma tortura. Na década de 30, ainda adolescente, a escritora francesa Marguerite Duras (1914-1996) manteve um tórrido relacionamento com um abastado comerciante chinês de Saigon, no Vietnã (na época, Indochina). A experiência foi rememorada no romance O Amante (1984), em que revela a volúpia despertada nos homens mais velhos quando pisava, distraída, o chão das ruas. Mas foi somente em 1955 que o amor de um homem maduro por meninas (e o fulminante poder de atração dessas) ganhou expressão artística. O romance Lolita, do russo Vladimir Nabokov (1899-1977), escandalizou o mundo ao contar a história do padrasto europeu da adolescente americana Dolores Haze, cujo apelido (Lolita) logo serviu para designar aquelas meninas que hipnotizam homens bem mais velhos, tratando-os com estudada displicência. Nesse mesmo romance, Nabokov cunhou a palavra "ninfeta" para garotas cuja idade vai de 9 a 14 anos e que enfeitiçam os homens com sua natureza "nínfica" (demoníaca). O vocabulário sensual do século XX havia ganho, numa só tacada, duas palavras essenciais para explicar o nosso imaginário. Na vida real, o mundo dos espetáculos também arranja confusão em função do envolvimento de adultos com menores. Em 1977, o cineasta polonês Roman Polanski teve que picar a mula dos Estados Unidos depois de admitir ter feito sexo com uma garota de 13 anos. Na década de 90, o cantor Michael Jackson foi acusado de abusar de um menino de 12 anos. Duas vítimas na história do desejo proibido.

Imagens à venda: entre a lei e o cifrão:

"Somos todos um pouco pedófilos." A afirmação, chocante à primeira vista, é de um dos mais respeitados psicanalistas da atualidade, o belga Serge André. Segundo ele, nos últimos 25 anos a civilização ocidental vive uma idolatria da infância que só pode ser qualificada como delírio coletivo. "A adoração da criança, hoje, é um elemento do mercado", afirma.Não é preciso colocar a humanidade no divã para perceber essa verdade incontornável. Estamos cercados por imagens que nos tornam presas - muitas vezes inconscientes - do poder libidinoso da infância e da puberdade. Experimente ligar a TV, folhear uma revista, acessar a internet: lá estão Xuxa e seus baixinhos, Sandy, Britney Spears, desfiles de moda com a beleza evanescente de efebos e ninfetas de 13 anos. Fatos corriqueiros num mundo em que grande parcela da população, como diz Serge André, venera há 2 000 anos uma virgem. É impossível precisar quem foi o primeiro camelô do erotismo infantil, mas é certo que, desde a década de 60, a oferta de produtos sensuais envolvendo menores cresceu com assustadora rapidez. Até os anos 50, a maior fonte de estímulo visual para pedófilos eram publicações como Health and Efficiency ("Saúde e Eficiência"): um periódico naturista que apresentava fotos de famílias despidas em praias nudistas, com ênfase na meninada. No início dos anos 70, cerca de 300 000 crianças com menos de 16 anos participavam do comércio da pornografia (revistas e filmes hardcore) nos Estados Unidos. Em 1977, havia no mercado editorial americano mais de 250 publicações com nudez infantil, além de filmes com atuação de menores. Foi somente nas últimas duas décadas que as autoridades da maioria dos países criaram leis que resguardam os menores desse mercado. Nos Estados Unidos, a produção e a comercialização da pornografia infantil é proibida desde o final dos anos 70. Na Inglaterra, a posse desse tipo de material é crime desde 1988. O Estatuto da Criança e do Adolescente, vigente no Brasil desde 1990, estabelece, em seu artigo 241, a pena de detenção de um a quatro anos e multa para quem "fotografar ou publicar cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança e adolescente". Mas é difícil fazer valer a lei. "Exploração de menores é um delito que dificilmente deixa rastros", afirma Roberto Vômero Mônaco, coordenador da Subcomissão da Criança e do Adolescente da Organização dos Advogados do Brasil (OAB). Rastros não são o forte do maior veículo de propagação de erotismo infantil na atualidade: "A internet trouxe à tona tudo o que estava escondido pela sociedade", diz a socióloga Tatiana Savóia Landini, que defendeu dissertação de Mestrado na USP sobre pornografia infantil na rede. É difícil contabilizar os dividendos do comércio de imagens eróticas com crianças. Estima-se que o mercado da pedofilia, em ação nos Estados Unidos e no Leste europeu, fature 5 bilhões de dólares anuais. Digite as palavras-chave "teen nude" no Google, um dos programas de busca na web, e você obterá nada menos que 596 000 sites que vendem o erotismo infantil. A repressão a essa nova forma de divulgação é difícil e envolve policiais, juristas e peritos em informática. A Interpol realizou, em 1998, a Operação Catedral, quando 12 países prenderam 96 pessoas que difundiam cenas com crianças na rede. Transplantada em 1999 para o Brasil pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, a Operação Catedral-Rio conseguiu localizar, só na Cidade Maravilhosa, uma rede de 30 pessoas - estudantes, empresários e uma médica que atendia crianças - que trocavam imagens indecorosas. "Armazenar material pornográfico com crianças constitui delito", diz o criador da operação no Brasil, o promotor Romero Lyra. É claro que limites precisam ser impostos, sob pena de termos a infância aviltada pelo comércio do sexo. Mas, ao lado de impor a lei, deveríamos olhar para o que está passando na TV e o que sai nas revistas e perceber que provavelmente estamos há bastante tempo fomentando o erotismo infantil. Mesmo sem termos consciência disso. (Fonte: SuperArquivo)

Desenhos Disney 'têm mensagem ambiental secreta', diz estudo

O veado Bambi, o peixinho Nemo e o urso Balú são mais do que personagens fictícios para agradar crianças e adultos - são, na verdade, pioneiros da conscientização para a preservação do meio ambiente, de acordo com um acadêmico da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha.
David Whitley diz em seu livro The Idea Of Nature In Disney Animation (A Idéia de Natureza nos Desenhos Disney) que as histórias vividas por estes personagens na tela têm ajudado sucessivas gerações de crianças a desenvolver "uma consciência crítica de questões ambientais" desde Branca de Neve, em 1937.
Eles são "heróis não reconhecidos do lobby verde" e, longe de oferecerem apenas escapismo, os personagens trazem mensagens importantes sobre nosso relacionamento com a natureza, afirma Whitley. "Os filmes da Disney são criticados com freqüência por não terem autenticidade e se curvarem ao gosto popular, em vez de desenvolverem a animação de uma forma que provoque maior reflexão", diz Whitley.
"Se você consegue aceitar seu sentimentalismo, é possível ver que estes filmes estão dando às jovens audiências uma arena cultural dentro da qual questões ambientais sérias podem ser encenadas e exploradas", conclui o acadêmico. A preservação é tão central em Bambi, por exemplo, que o filme é tido como o inspirador de muitos ativistas pelo meio ambiente, em tenra idade, na década de 60, de acordo com o acadêmico. Segundo ele, Branca de Neve e Cinderela são, para as crianças, modelos de proteção à fauna e atenção com a natureza que as cerca.
Acompanhando os tempos: Mas o tom dos filmes mudou sutilmente ao longo das décadas, segundo o autor. No período de 1937 a 1967, sob a direção do próprio Walt Disney, as primeiras produções de Branca de Neve, Cinderela, Bambi e A Bela Adormecida, têm na natureza um refúgio idílico, vulnerável à incursão de uma civilização decadente e ameaçadora. Animais amistosos tornam-se aliados de heróis e heroínas. O mundo selvagem é visto como um lugar de renovação, onde os personagens centrais passam por um processo de auto-descoberta. Whitley diz que os jovens espectadores da época eram encorajados a participar da natureza e a protegê-la, como seus heróis nos filmes.
Produções mais recentes, lançadas entre 1984 e 2005 - depois que Michael Eisner passou a presidir os Estúdios Disney - têm uma abordagem um pouco diferente, sugerindo que a humanidade e a natureza podem coexistir se as pessoas respeitarem a fauna e perceberem seu lugar na ordem natural. Longas-metragens como Procurando Nemo, de 2003, são mais complexos que os desenhos mais antigos, acompanhando o sentimento predominante em sua época. O filme sobre um peixe que procura seu filhote perdido é qualificado por Whitley como "uma fábula para o nosso tempo", pois dramatiza as atitudes contraditórias e os sentimentos despertados em nossa interação com a natureza.
Segundo o autor, em Mogli, o Menino Lobo (1967), O Rei Leão (1994) e Procurando Nemo, o ambiente é mais exótico e os seres humanos tendem a não restaurar a ordem do mundo natural, mas a serem, eles mesmos, uma parte desse mundo. (Fonte: BBCBrasil)

Alta definição em games gera preocupação com violência

A era dos videogames de alta definição, em que o virtual e o real são quase confundidos, tem gerado mais preocupação entre aqueles que acreditam que jogos violentos infuenciam o comportamento de jogadores mais jovens. Por exemplo, 15 anos depois do lançamento do filme Cães de Aluguel, de Quentin Tarantino, ter causado polêmica devido ao conteúdo violento, o longa foi transformado em videogame. No jogo há balas, armas e muito, muito sangue. Cães de Aluguel - o jogo foi proibido para menores de 18 anos e não pode ser jogado pelos mais jovens. Mas a pergunta é se este game deveria ser jogado. Para citar uma passagem do jogo, "Mr. White" está preso em uma joalheria cercada pela polícia. Ele pega sua arma e explode a cabeça de dois transeuntes inocentes. Em poucos minutos, 25 pessoas estão mortas ou feridas.
Roteiro: "Games são uma forma interativa de entretenimento. Durante anos livros, filmes e rádio introduziram vários temas para crianças, desde romances até suspenses violentos. Jogos não são diferentes", disse Chris Deering, ex-presidente da Sony na Europa. "Existem certos procedimentos criados para tentar proteger crianças pelo menos para que elas não se deparem com conteúdo traumatizante inadvertidamente", acrescentou. A indústria britânica tem um sistema de classificação para jogos voltado para menores de 16 anos. Assim os games recebem classificações como parte de um código voluntário determinado pela indústria. Mas se os jogos são voltados para maiores de 16 anos, a British Board of Film Classification (Diretoria Britânica de Classificação de Filmes, BBFC) determina as classificações. "Aplicamos os mesmos princípios e linhas editoriais que usamos para filmes e vídeo, mas levando em conta que jogar um videogame é diferente de assistir um vídeo. O tema e o tom de um game é mais importante e pode fornecer o contexto para a classificação", afirmou Jim Cliff, da BBFC. Peter Derby, do Conselho de Padrões para Vídeo, fiscaliza o sistema voluntário de classificação da indústria. E disse que um game pode receber uma classificação acima de 15 anos. Ao pedir a classificação da BBFC, o game pode receber classificação 12 ou mais, pois os critérios da BBFC são diferentes. Também existem provas de que alguns revendedores dos games não levam a sério as classificações e vendem alguns jogos classificados acima de 18 anos para crianças. Paul Jackson, diretor-geral da Entertainment and Leisure Software Publisher's Association (Associação de Fabricantes de Software de Entretenimento e Lazer), afirma que os membros da associação levam a sério o sistema de classificação. "Nós aplicamos de forma ativa estas classificações com nossos parceiros no comércio", disse.
Moral: Muitos na indústria do videogame associaram a publicidade negativa em volta de alguns games - que são voltados apenas para adultos - ao pânico moral que outras formas de comunicação receberam da imprensa. "Quando os livros vitorianos entraram na moda pensava-se que seria errado jovens mulheres lerem tais livros", disse. "Se analisarmos as pesquisas, veremos que pessoas violentas compram games violentos, assim como todo o resto das pessoas", disse Jon Sykes, diretor-gerente da Play Technologias e estudioso de games. "O que isso significa? (...) Depois de um importante jogo de futebol ou luta de boxe o espancamento de mulheres aumenta em 3%. Não é o futebol que nos deixa violentos, nós ficamos estimulados. Há uma ligação entre videogames e estímulo e uma ligação entre estímulo e violência. Mas não há ligação entre videogames e violência. É apenas outro meio", disse. Chris Deering reconhece que alguns criadores de games estão indo longe demais. Mas em dez anos na diretoria da Sony na Grã-Bretanha, ele teve que rejeitar apenas dois ou três títulos por estas razões. Deering afirma que o debate a respeito da violência em videogames estava se tornando mais "lógico e menos frenético". "A habilidade para ter imagens realistas ou, em algum dia, experiências holográficas ou em 3D, isto pode até ser regulamentado como pornografia infantil", disse. Para ele a indústria precisa "se policiar". Quanto a Cães de Aluguel - o jogo, a pergunta é se os criadores do game estão transformando um filme complexo a respeito de violência e comportamento violento em um festival banal de balas. "Você pode jogar sem nunca disparar uma bala sequer", disse o Ben Fisher, da Volatile Games, criador do jogo. Mas, quem vai jogar este game desta maneira? (Fonte: BBCBrasil)
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Videogames de corrida 'tornam motoristas agressivos', diz estudo

Videogames de corrida podem fazer com que motoristas assumam mais riscos e fiquem mais agressivos quando dirigem na vida real, de acordo com uma pesquisa alemã. Esse tipo de jogo também aumenta a probabilidade de que os motoristas ultrapassem outros carros ou disputem corridas nas ruas. A pesquisa foi realizada pela Universidade de Ludwig-Maximilians e pelo Centro para Tecnologia Allianz e publicada na revista Journal of Experimental Psychology: Applied. O estudo foi realizado em três partes, com 198 voluntários.
Acidentes: Primeiro, os motoristas tiveram que avaliar seu grau de segurança ao dirigir e reportar quantos acidentes de trânsito já sofreram e com que freqüência jogam videogames de corrida. Em seguida, uma parte dos voluntários jogou videogames de corrida e a outra jogos de outros de esportes, como futebol. Por último, alguns dos voluntários dirigiram em situações críticas usando um simulador. Os pesquisadores descobriram também que os motoristas que costumam jogar videogames de corrida são mais propensos a sofrer acidentes de trânsito. “Os que trabalham na área de segurança no trânsito deveriam ter em mente a possibilidade de que os jogos de corrida realmente tornam o tráfego menos seguro”, disseram os pesquisadores.
Alerta: Um outro estudo, realizado pela auto-escola britânica BSM, chegou a conclusões parecidas. Segundo a pesquisa britânica, que ouviu mil voluntários, os motoristas que usam os jogos correm mais ao dirigir. Entre os motoristas com menos de 24 anos, 27% admitiram assumir mais riscos nas ruas após uma sessão de videogame. Segundo o consultor de segurança no trânsito da BMS, Robin Cummin, o resultado do estudo alemão confirma essa teoria. “Agora precisamos levar a mensagem para os jovens sobre os perigos de usar esses jogos e como eles podem vazar para a vida real”, disse. Cummin sugeriu que os jogos de corrida poderiam ter um alerta em forma de “pop-up” piscando na tela antes do início da partida, listando os potenciais riscos para os motoristas. (Fonte: BBCBrasil)